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Semana passada, a publicação britânica Sight & Sound revelou a sua lista de melhores filmes de todos os tempos. A tradição começou em 1952 (quanto o italiano Ladrões de Bicicleta foi o vencedor) e a cada dez anos a revista faz um novo levantamento. Desde 1962, o clássico norte-americano Cidadão Kane (1941) ocupava placidamente o primeiro posto.
Neste último pleito, contudo, uma surpresa: a obra-prima dirigida e atuada por Orson Welles perdeu o primeiro lugar para um dos filmes mais populares do mestre do suspense, Alfred Hitchcock. Atualmente, o filme considerado o melhor de todos os tempos é Um Corpo que Cai (versão brasileira para um título curto em inglês, Vertigo -- literalmente, "vertigem"), lançado em 1958 (foto acima).
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A votação é feita por profissionais e críticos convidados pela Sight & Sound. Veja como ficou o novo ranking dos 10 melhores filmes da história:
1. Um Corpo que Cai (EUA, 1958, direção de Alfred Hitchcock)
2. Cidadão Kane (EUA, 1941, direção de Orson Welles)
3. Era Uma Vez em Tóquio (Japão, 1953, direção de Yasujiro Ozu)
4. A Regra do Jogo (França, 1939, direção de Jean Renoir)
5. Aurora (EUA, 1927, direção de F.W. Murnau)
6. 2001 - Uma Odisseia no Espaço (EUA e Reino Unido, 1968, direção de Stanley Kubrick)
7. Rastros de Ódio (EUA, 1956, direção de John Ford)
8. Homem com uma Câmera (União Soviética, 1929, direção de Dziga Vertov)
9. A Paixão de Joana D'Arc (França, 1928, direção de Carl Theodor Dreyer)
10. Fellini 8 1/2 (Itália, 1963, direção de Frederico Fellini)
A novidade pegou muita gente de surpresa. Eu, particularmente, achava que aos poucos O Poderoso Chefão ocuparia a primeira posição (o filme de Coppola sequer entrou na lista desta vez). Ainda no campo do gosto pessoal, Um Corpo que Cai não está entre os meus Hitchcocks preferidos (apesar de ser um grande filme). O fato é que, apesar de grandioso, a obra do inglês não tem a quantidade de inovações técnicas, estéticas e narrativas que Cidadão Kane (foto abaixo) apresentou. Não duvidaria que na próxima década ele voltará ao posto.
Surpresa também são as ausências de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa (ou de qualquer filme do cineasta japonês), do musical Cantando na Chuva e do revolucionário O Encouraçado Potemkin, presenças constantes. E a inclusão de Homem com uma Câmera é também novidade: é o primeiro documentário a aparecer nos 60 anos das listas da Sight & Sound.

Curiosidades sobre a lista da Sight & Sound: