19 de Agosto de 2011 - 14h21

Pardais desligados, menos mortes

Por Martin Behrend

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Os gaúchos estão morrendo menos nas estradas justamente no momento em que os pardais ficaram desativados. É um dado curioso e intrigante. Esta observação foi feita por um leitor do Vale Tudo, que enviou e-mail lembrando que “a falta dos pardais afeta mais o bolso do governo do que a saúde e integridade dos motoristas!”

Em 692 acidentes neste primeiro semestre, 770 mortes foram contabilizadas no trânsito do Rio Grande do Sul. Em 2010, no mesmo período, haviam sido 863 vítimas fatais. A redução é de 11%, ou 93 gaúchos que deixaram de morrer.

 Estes dados apontam para uma elevação da consciência dos motoristas – já que mais veículos estão circulando no Estado – e, ao mesmo tempo, atesta que os pardais, funcionando ou não, pouco influem no comportamento dos motoristas. O cofre do Estado é que fica vazio por não faturar com as multas de alta velocidade. Claro, é uma discreta consciência, até porque 693 mortes num semestre reforça que seguimos como bichos irracionais ao volante.

Se reduzimos o número de mortes nas estradas, precisa gastar com pardais? Do jeito que está, é melhor seguir sem pardais.

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