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11 de Fevereiro de 2012 - 19h11

A libertação do Rock

Por Fell Rios

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Existe uma demanda de bandas que estão se libertando de gravadoras e seguindo um caminho independente nessa estrada louca e suicida do rock brasileiro.

A Fresno é uma delas, banda gaúcha que já lançou CD pela ANTIDOTO de Porto Alegre e mais tarde alcançou o sucesso nacional com o lançamento do disco “REDENÇÃO”, editado pela grande ARSENAL do Rick Bonadio, na época.

Nos últimos tempos a banda anunciou que rompeu contrato com a gravadora, pois a mesma já não investia nada na banda nos últimos dois anos. Com a notícia fresca na cabeça dos fãs a banda aproveitou e lançou um EP chamado “Cemitério das Boas Intenções”, um trabalho inovador, muito mais pesado que o normal do mercado brasileiro, mas como a banda já tem um bom número de fãs fiéis, me parece que o efeito da mudança foi benéfico, já que a maioria parece ter aprovado o EP.

Essa mudança da Fresno reflete de forma positiva no mercado, isso da força para as outras bandas e deixa bem clara uma questão: A velha historinha de que sua banda vai tocar por ai e um investidor vai assistir, gostar e te dar um contrato pra lançar um disco por uma gravadora em todo Brasil M-O-R-R-E-U.

Os meios são outros hoje, o rock serve de glamour para a gravadora e a mesma serve como distribuidora de CDs para a banda. É uma troca justa? Depende muito, pensem em outras questões, como direitos autorais... A gravadora vai comer da sua banda pelo menos 25% de cada música sua no contrato de edição, ou seja, você perde parte dos seus direitos autorais por um belo tempo, alguns para sempre.

Parei para assistir o programa “Rock Estrada” com o Beeshop, projeto paralelo do Lucas Silveira, vocalista da Fresno, no programa ele viaja para NY e faz a abertura de uma pequena turnê da banda Anberlin, ídolos/amigos dele e de toda Fresno.

Nessa série de episódios do programa qualquer músico tem vontade de chorar, sim, de chorar mesmo, a vida que uma banda leva nas turnês americanas e européias, é um sonho de rock star que qualquer músico brasileiro idealiza como projeto de vida.

As bandas viajam de Motorhome, tocam em diversas cidades, e o maior diferencial, o que mais empolga, é o público, pessoas de 30,40 anos vibrando ao escutar Anberlin, uma banda de rock!

Isso me deixou feliz por eles e triste por nós, músicos brasileiros, afinal, não que eu tenha algo contra o nosso público de 12 a 25 anos, mas essa é uma fase da vida que não temos dinheiro e não somos fiéis a nada, um momento de muitas modas, de gostar e desgostar com facilidade. Isso é péssimo pra alguém que vive da música, depender de adolescentes é inseguro demais.

Mas o que eu quero dizer com tudo isso é que as bandas precisam rever sua forma de trabalhar no Brasil, definitivamente somos as ovelhas negras da música aqui, já que o Sertanejo, Axé e o Funk dominam tudo. Então, o que fazer para melhorar o mercado do rock, o que vai nos dar dinheiro? Como podemos viver do rock aqui?

Gostaria de ouvir a opinião de vocês sobre isso.

Quem quiser assistir o programa “Rock Estrada” do projeto Beeshop, acesse aqui - http://www.youtube.com/watch?v=AcuusiLdikw

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