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23 de Junho de 2012 - 15h52

Sobre a demo de Spec Ops: The Line

Por Marcelo Collar/Da Redação

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No dia 26 sai o Spec Ops: The Line. Joguei a demo. Tá lá no Steam. O jogo é um shooter moderno em terceira pessoa que se passa em uma Dubai destruída por uma tempestade de areia.

Jogar Spec Ops: The Line é como ir ao show de uma banda de algum amigo teu. O cara não sabe exatamente o que esperar, apesar de se tratar de um terreno familiar. É teu amigo, afinal. Quando o show começa, vem o esforço pra gostar e até uma certa curtida nas primeiras músicas. Os problemas, no entanto, eventualmente começam a aparecer. Por que você é chato e ranzinza com bandas.

Mas vamos ao show do Spec Ops. O jogo é leve, roda bem e os gráficos são bons o suficiente. Destaque para os personagens, bastante detalhados. É sempre bacana quando os desenvolvedores prestam atenção em pequenos detalhes como o suor no rosto dos caras (que aumenta conforme o combate se intensifica), e as pegadas fundas na areia. A Dubai abandonada é bonita por dentro e por fora, com vistas legais e aquela sensação de ''grandiosidade solitária''. Digamos que o show vai seguindo bem.

A jogabilidade é familiar, com elementos de Mass Effect e Gears of War. Os controles são bons, respondem bem. A movimentação é fluída e o tiroteio é satisfatório. Destaque para os efeitos de sangue e a física dos corpos. Mais um hit no repertório.

Tem tudo pra ser um grande show, certo? Mais ou menos. O maior problema da demo é a inteligência dos inimigos. Cara, eles são burros! Tipo aquela guitarra que desafina e ninguém da banda percebe. E não são burros no sentido de que tomam decisões ruins em combate, mas do tipo que não toma decisão alguma. Várias vezes atirei em gente que ficava imóvel no meio de um campo aberto. Isso quebra totalmente a ilusão de desespero que o jogo se esforça tanto para criar. Mais para o final da demo a coisa melhora um pouco, com a introdução de inimigos mais bem treinados. Esses pelo menos sabem ficar com a cabeça atrás de alguma coisa.

Eu quis gostar de Spec Ops, e de certa forma eu gostei. Não saí do show com o ouvido zunindo de alegria, mas com aquela sensação de “é bom, mas precisa de mais um ou dois ensaios”. O tiroteio é satisfatório, os gráficos são bons e a diversão está lá. É uma pena que a inteligência artificial comprometa a experiência.

Vamos ver se a coisa melhora na versão completa.

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