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Uma coisa é certa: quem gostou de Alien - O Oitavo Passageiro deve gostar de Prometheus. Passados 33 anos do lançamento do original, o cineasta Ridley Scott retorna à história (e ao gênero que o consagrou, a ficção científica, com Alien e Blade Runner) partindo de ponto anterior à descoberta do bichinho parasita, uma espécie de prólogo, mas com um viés existencial – afinal, quem criou os humanos? O mérito de Scott (e do estúdio) é apostar na revitalização da franquia sem se valer simplesmente de um remake, onda que Hollywood usa e abusa para garantir seus milhões de dólares. Mas se você vai ao cinema esperando um algo a mais, talvez se decepcione. Tem suspense e ótimos efeitos, mas o roteiro que parece promissor, acaba se tornando superficial, e o filme vai se desenrolando dentro de uma mesmice. E vale dizer: apesar de não ser um remake, Prometheus nos remete a um Alien repaginado em todos os sentidos, de cenários a figurinos e até cenas.
O filme começa com o que seria a gênese humana, seguindo-se com a descoberta de símbolo (“convite”) que resulta em uma expedição a um planeta distante, no qual viveriam os criadores da nossa raça. A bordo da nave Prometheus (não coincidentemente o nome do deus grego que teria criado a humanidade), está um grupo eclético que lembra os ocupantes da nave de Alien. A sempre bela Charlize Theron é a comandante, que revela ligação com o dono do ambicioso império empresarial que patrocina as viagens dos filmes Alien, Peter Weyland (Guy Pearce atrás de uma maquiagem de envelhecimento mal feita). Michael Fassbender faz (e bem) as vezes do andróide sacana corporativo. Até a cena do ser artificial só falando com a cabeça decepada é repetida. O filme se encerra deixando explícita a vontade de uma boa sequência, como nos outros Aliens (os sem o Predador, é claro). A parte 2 deve ocorrer, mas, senhor Scott, os fãs esperam mais do que um déjà vu bem produzido. (Guilherme Schmidt)
