Canoas - 30/07/2010 11h15
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Carta de Canoas para ajudar no combater à discriminação

Seminário debate situação das mulheres negras e dá sugestões ao poder público.


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Juscelino Santos/ Da Redação

Canoas  - Um documento elaborado com dados sobre educação, mercado de trabalho, saúde e combate à violência - a Carta de Canoas -, foi encaminhado ao poder público para subsidiar a criação de políticas e programas voltados ao combate à discriminação e modificação da situação das mulheres negras canoenses. Este foi o resultado do 1º Seminário Canoas em Luta: a Mulher Negra em Debate, organizado pela Coordenadoria das Políticas de Igualdade Racial e pela Coordenadoria de Políticas para Mulheres, ambas vinculadas ao Gabinete do Prefeito. O evento também foi alusivo ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho e instituído em 1922, em Santo Domingo, na República Dominicana. Após abertura feita pelo prefeito Jairo Jorge - que destacou a importância da iniciativa em prol da inclusão social das mulheres negras -, aconteceu a palestra da professora Franquilina Marques Cardoso, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria.

Vivenciando o preconceito

A professora Franquilina Marques Cardoso fez uma longa explanação dos principais problemas que a mulher negra enfrenta no mercado de trabalho, sobre a educação como meio para inclusão social, a saúde e o combate à violência. ‘‘Somos (os negros) 47% da população brasileira e ainda vivemos situações de preconceito seja no mercado de trabalho, no acesso à educação de qualidade, no acesso ao desenvolvimento tecnológico, entre outros, e daí nasce a violência e o conflito’’, ensina a professora Franquilina.

Dados que expõem o problema

Segundo a professora, existem doenças que são consideradas específicas da raça negra como certos tipos de diabetes, a hipertensão e a desnutrição. ‘‘Temos as estatísticas, mas não temos políticas públicas de saúde exclusivas ao combate dessas doenças’’, constata. De cada 10 mulheres negras, quatro estão desempregadas. Apenas 0,33% dos cargos de gerência, entre as mulheres, são ocupados por negras. A pobreza no Brasil tem cor: negra. Mais de 90% das mulheres negras no mercado de trabalho são empregadas domésticas ou estão no mercado informal. Estes foram alguns dados divulgados durante o Seminário, conforme Nilda Correa Cardoso, integrante do Grupo Multiético de Empreendedores.






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