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Clima - 04/02/2012 10h01
Atualizado em 04/02/2012 21h33

Temporal atinge a região depois de sensação de 45 graus na sexta

Segundo a MetSul, em 30 minutos choveu 25% do previsto para o mês.


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Jeferson Cardoso*/Da Redação

Foto: Tiago da Rosa/GES
Quem estava nas ruas da cidade teve que enfrentar a chuvarada ontem
Quem estava nas ruas da cidade teve que enfrentar a chuvarada ontem

São Leopoldo  - Depois de uma tarde com sensação térmica de 45 graus, um temporal causou estragos em diversos bairros da cidade e deixou cerca de 8 mil clientes da AES Sul sem luz em São Leopoldo e Novo Hamburgo. De acordo com o meteorologista Eugenio Hackbart, ontem, em 30 minutos choveu 24,4 milímetros o equivalente a 25% do volume de chuva previsto para o mês de fevereiro que é de 98,5 milímetros. Outro destaque de ontem foi o calor.

“Às 15 horas, a temperatura chegou a 38 graus e às 16h30 baixou para 25 graus, fato que ocorreu por conta da chuva torrencial, muito concentrada em São Leopoldo e no bairro Santo Afonso em Novo Hamburgo’’, explica ele, acrescentando que a chuva foi excelente. “São nuvens carregadas muito isoladas que provocam esse tipo de nuvens. Essa nuvem carregada com trovoadas se deslocou para o litoral, o que significa que foi se dissipando ao longo do caminho, vai perdendo intensidade’’, completa o meteorologista.

Para o motociclista Rodrigo Vianna, 27 anos, que foi pego desprevenido pela chuva, a situação ficou complicada. “Vou ter que aguardar ela passar, o problema é que essa aguaceira irá atrasar as entregas que tenho para fazer hoje’’, relata.

 Milhares sem energia elétrica

Segundo a assessoria de imprensa da AES Sul aproximadamente 8 mil clientes ficaram sem energia elétrica ontem, em São Leopoldo e Novo Hamburgo, devido a forte chuva e ao vento, sendo que os pontos mais atingidos forama região, com um volume de 150 atendimentos, 20 a menos do que no dia anterior, 2 de fevereiro, no qual foram feitos 170 atendimentos nas duas cidades.

Bombeiros atendem aos chamados

No Corpo de Bombeiros de São Leopoldo, o telefone não parou de tocar na tarde de sexta. “Com certeza vamos passar a noite cortando árvores”, previu o soldado Douglas Teixeira, responsável por atender os telefonemas.

Na Cohab Feitoria, na Rua Níger, caíram três árvores, que ofereciam situações de risco, de acordo com a doméstica Sueli de Azevedo Vieira, 56 anos. “Os bombeiros e a AES Sul já estiveram aqui, mas não fizeram nada. Uma árvore está em cima dos fios e outra pode cair em cima das casas”, advertiu. Na Rua Assis Brasil, bairro Campina, um jacarandá da escola Dr. Mário Sperb caiu em cima da casa da aposentada Tânia Maria Ribeiro, 56, onde mora a estudante Pricila Keller Laurentino, 29. “Eu estava na lavanderia, onde caiu a árvore, mas fui abrir a porta pros cachorros saírem e me livrei”, conta Priscila.

Racionamento deve continuar na cidade

Na manhã de ontem, em uma visita a estação de captação do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) – que fica na Avenida Imperatriz Leopoldina – o prefeito Ary Vanazzi garantiu que o racionamento pelo sistema de rodízio vai continuar mesmo com o nível do Rio dos Sinos estando 30 centímetros acima nessa sexta-feira em relação a quinta, por causa da chuva. Na manhã de ontem, a régua da autarquia mostrava que o rio estava em 1,6 metro.

Outros motivos que levaram a decisão de manter o racionamento foram a estiagem que ainda não terminou e também o fato de que muitas famílias retornarão de férias neste mês de fevereiro, o que provavelmente aumentará o consumo de água. “A previsão é que a estiagem termine definitivamente em março, por isso as pessoas devem continuar colaborando na economia e no armazenamento da água da chuva’’, destacou Vanazzi que fez a visita às bombas de captação junto com o diretor geral do Semae, Luiz Antonio Castro.

Peixes mortos

Foram identificados no início da tarde de ontem peixes mortos no Rio dos Sinos tanto na altura da Rua da Praia, no bairro Rio dos Sinos como na estação de captação de água do Semae. Técnicos do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos) e biólogos do Instituto Martim Pescador fizeram uma vistoria, à barco, de São Leopoldo até Campo Bom para verificar o que pode ter causado essas mortes.

“Foi uma mortandade pequena, mas que mesmo assim precisávamos verificar. Acreditamos que o nível de oxigênio dissolvido na água tenha baixado por causa de um despejo indevido de material químico na água, provavelmente durante a chuva de quinta-feira. Os peixes estavam com as víceras e o abdômen avermelhados, um indicativo de que tenha sido crime ambiental”, explicou Maurício Prass, assessor técnico do Pró-Sinos.

Alguns peixes serão recolhidos para análise, para saber exatamente o que provocou as mortes. Enquanto que na quinta-feira o oxigênio estava em 3,6 miligramas por litro, ontem estava em 1,4. A condutividade se manteve em 120 microsiemens por centímetro de água.






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