
Venezuela - Na ausência do atacante Adriano, o Flamengo contou com dois gols de Vágner Love na vitória de 3 a 1 sobre o Caracas na capital venezuelana, que manteve o time com 100% de aproveitamento no grupo 8 da Copa Libertadores.
Desfalcado de Adriano, cujos problemas pessoais voltam a prejudicar seu rendimento em campo, o técnico Andrade mandou a campo o sérvio Petkovic, que vinha treinando afastado do grupo após problemas disciplinares.
Diante de um Estádio Olímpico de Caracas praticamente lotado, o Flamengo começou a partida tentando tocar a bola, mas encontrou dificuldades pela falta de entrosamento e dura marcação dos venezuelanos.
Apelando para as faltas, os jogadores do Caracas tentavam segurar as investidas do rubro-negro. Isolado na frente, Vágner Love pouco ajudava os companheiros.
O primeiro lance polêmico veio aos 17: ao tentar cortar um cruzamento, o goleiro Vega tocou a bola com a mão fora da área e os cariocas pediram pênalti, mas o árbitro colombiano Wilmar Roldán ignorou.
Aos 22, foi a vez de Juan chutar, mas Vega defendeu sem problemas. Três minutos depois, Valoyes cruzou pela direita e Castellín quase desviou de letra, mas Bruno ficou com a bola.
O Caracas ameaçou novamente aos 30 em belo chute de Guerra, que encobriu Bruno. Dois minutos depois, o goleiro do Flamengo teve trabalho novamente com o mesmo jogador.
Quando os venezuelanos pareciam mais perto gol, foi o rubro-negro que abriu o placar. Aos 34, Petkovic recebeu cruzamento dentro da área e chutou, a bola bateu na mão de Romero e o árbitro marcou pênalti.
Na cobrança, Vágner Love se redimiu do pênalti perdido na estreia da Libertadores e bateu sem chances para Vega, abrindo o placar.
O gol fez com que as duas equipes se poupassem para a etapa final. Até o intervalo, o Flamengo só ameaçou aos 41, em chute de longe de Vinícius Pacheco, sem perigo.
A etapa final começou bastante agitada, com a reação dos donos da casa. Gómez deu um susto em Bruno logo aos quatro minutos, acertando o travessão em cobrança de falta.
Pouco depois, o time carioca perdeu seus dois volantes quase que em seguida. O volante Fernando sentiu dores na virilha e teve de ser substituído logo aos cinco.
Com sete minutos, Toró levou o segundo cartão amarelo ao cometer falta dura depois de levar um drible de Gabriel Cichero entre as pernas.
A vantagem numérica animou o Caracas, que pressionou em busca do gol e conseguiu aos 20. Castellín recebeu passe na área e invadiu chutando cruzado à queima-roupa, sem chances para Bruno.
Andrade teve de tirar Petkovic para a entrada de Ronaldo Angelim, com a intenção de rearmar o time.
A mudança deu equilíbrio e o Fla teve excelente chance com Kléberson: o meia recebeu de Love e entrou sozinho, mas o goleiro defendeu e a bola ainda bateu no travessão.
O lance era um presságio do segundo dos cariocas, que viria a seguir. Aos 28, em lance muito parecido, Vagner Love entrou na área, passou por Vega e tocou para o gol vazio, marcando o segundo.
O Caracas não desanimou e chegou com perigo aos 36, em cabeçada de Gabriel Cichero. Aos 45, Bruno salvou o Flamengo de levar o empate em chute de Aristiguieta - no lance, Prieto estava em impedimento e deixou a bola passar.
Entretanto, o Flamengo marcou o terceiro aos 47, em lance individual de Rodrigo Alvim. Ele roubou na linha lateral, pela direita, e avançou livre até chutar no gol de Vega, fechando a vitória.
A vitória na capital venezuelana deixa o Flamengo com seis pontos e no primeiro lugar da chave, dois à frente do Universidad de Chile. Os também chilenos do Universidad Católica têm apenas um, e o Caracas acumulou a segunda derrota seguida.
E o próximo adversário do rubro-negro será justamente o Universidad de Chile, em Santiago. O confronto de quarta que vem, que vale a liderança da chave, será às 21h50 de Brasília.
Ficha técnica:
Caracas: Vega; Romero (Rodrigo Prieto, 11/2T), Bustamante, Alejandro Cichero e Gabriel Cichero; Jiménez, Lucena, Guerra e Gómez (González, 34/2T); Castellín (Aristeguieta, 31/2T) e Valoyes. Técnico: Noel Sanvicente.
Flamengo: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Fernando (Rodrigo Alvim, 9/2T), Kléberson e Petkovic (Ronaldo Angelim, 14/2T); Vagner Love e Vinícius Pacheco (Fierro, 39/2T). Técnico: Andrade.
Árbitro: Wilmar Roldán (COL), auxiliado por seus compatriotas Eduardo Díaz e Rafael Díaz.
Cartões amarelos: Romero, Valoyes, Castellín (Caracas); Toró e Bruno (Flamengo).
Cartão vermelho: Toró (Flamengo).
Foto: EFE