Cotidiano - 30/07/2010 08h40
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Lei antifumo ainda encontra resistências entre canoenses

Maior parte dos estabelecimentos mantém placas de proibição do uso de tabaco.


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Luciane Ferreira/ Da Redação

Foto: Luciane Ferreira/ Da Redação
Lei antifumo ainda encontra resistências entre canoenses
Lei antifumo ainda encontra resistências entre canoenses

Canoas  - Mesmo em vigor desde o ano passado, a lei que proíbe o fumo em locais fechados no Rio Grande do Sul ainda encontra algumas resistências. Em Canoas a maioria dos estabelecimentos exibe placas visíveis com a norma considerada por muitos até mais branda que em estados como São Paulo.

Em um shopping no Centro da cidade, os seguranças já tiveram problemas na abordagens a fumantes que insistem em não respeitar a lei. A administradora do local, Viviane Fernandes, diz que em alguns momentos, como no horário de happy hour, há mais incidência. "Até alguns lojistas resistem", observa ela. Já foram flagrados casos de pessoas que se refugiam nos banheiros na tentativa de fugir da fiscalização, o que também é proibido.

A professora Keli Silva, 24 anos, almoçava ontem na praça de alimentação do shopping. Não fumante, considera o hábito bastante desagradável para quem está próximo. Mesmo assim, ela acredita que a lei vem sendo respeitada. "Não tenho observado isto, acho que o pessoal está respeitando mais", diz.

Fiscalização será intensificada

A Vigilância Sanitária deve intensificar a fiscalização a partir da segunda quinzena de agosto. De acordo com o gestor da Vigilância, Júlio César dos Santos, no início do mês um encontro reuniu empresários de bares, restaurantes, lancherias e similares e preparou a ação. Na ocasião foram dadas orientações de como os proprietários devem proceder. "Estamos dando um enfoque educativo nesta fase de transição", explica.

Santos acrescenta ainda que Lei Municipal 5057 regulamenta a proibição. As penalidades vão desde advertência, multa e interdição do estabelecimento reincidente. O valor inicial da multa é de R$ 1,5 mil. E lembra ainda da importância da conscientização, já que o tabagismo é o terceiro causador de doenças.

Foto: Claiton Dornelles/GES

Tags/ palavras-chave:
Canoas , empresário , segurança , alimentação , doença





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