Eleições - 30/07/2010 09h19
Atualizado em 15/04/2011 14h19

Campanha na Internet agora tem sites ao estilo fast-food

Páginas custam entre R$ 250 e R$ 1.500 e são entregues em até 24 horas.


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Da Redação

Brasília  - A liberação do uso da Internet nas campanhas eleitorais, o fenômeno das redes sociais e a bem sucedida experiência da última eleição norte-americana fizeram surgir na rede um novo produto: a criação de sites políticos a jato. Os preços variam de R$ 250 a R$ 1.500, e são entregues ao candidato em até 24 horas. No entanto, a três meses da eleição, empresários do ramo têm as expectativas frustradas.

O "E-candidato", site que começou a oferecer este tipo de serviço em 2002, tem expectativa de vender 300 sites até a eleição, mas, até agora, só fechou 20 contratos. Para ter um site feito pela empresa, o candidato precisa desembolsar R$ 1.500, mas pode parcelar o valor em 12 vezes no cartão de crédito. (AE)
serviços

BARATOS

O "Gabinete Online" oferece serviços mais baratos. O pacote para eleições fica em R$ 249,90. Até o começo desta semana, a empresa tinha entregado 40 sites, a maioria para candidatos a deputado estadual. Em 2008, quando o "Gabinete Online" surgiu, durante a eleição municipal, foram vendidas cerca de 200 páginas personalizadas.

"Muita gente ainda acha que a lei não permite. Ou acha que não vai conseguir atualizar. Tem muita gente que, por mais bem instruído que seja, senta na frente do computador e vira um analfabeto", afirma Denílson Souza, do "Gabinete Online".

Dois PACOTES

Atraído pela liberação do uso da Internet nas eleições, Douglas Damame também lançou este ano o serviço de sites de candidatos na U2Net. Mas fechou apenas um contrato até agora. "Todos os dias recebo pedidos de orçamento, mas fechar mesmo, quase ninguém fecha porque ainda tem muita gente receosa com a lei, tem dúvidas", afirma. A U2net oferece aos candidatos dois modelos de página pessoal. Na versão Político v1.0 o candidato pode publicar fotos, plataformas de governo, biografia e notícias de campanha. O pacote sai a R$ 990. O Político v2.0 (R$ 1.380) atualiza o Twitter e o Facebook.
modelo é OBAMA

O "E-candidato" usou a campanha do presidente norte-americano Barak Obama como argumento. "Mas, ainda assim, os candidatos ainda não depositaram fé na força da Internet. Preferem gastar milhões com a televisão", avalia Ricardo Barreto, sócio da empresa, que tem entre os clientes o presidente nacional do PPS, Roberto Freire. "Como parlamentar, já utilizava muito a Internet, a troca de e-mails com o eleitor. Hoje não tem forma de comunicação que possa superar na sociedade via Internet, e isso reflete também na campanha", diz Freire, candidato a deputado federal por São Paulo.

Ficha Limpa segue sem inscrições

São Paulo - Até as 19h30 de ontem, nenhum candidato a cargo eletivo havia se inscrito no portal da Ficha Limpa (www fichalimpa.org.br ou www.fichalimpaja.org.br), que pretende ser um cadastro positivo de candidatos ficha limpa. Organizado pela Articulação Brasileira de Combate à Corrupção e à Impunidade (Abracci), o site foi lançado em São Paulo e Brasília para reunir os políticos que se comprometem a, uma vez inscritos no portal, permitir a total transparência de suas campanhas, inclusive com nomes de doadores e valores de doação. Não há uma expectativa do número de inscritos porque a iniciativa é nova, mas os organizadores esperam que os candidatos à Presidência da República sejam os primeiros a se cadastrar. (AE)




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