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Estado - 08/02/2012 10h33
Atualizado em 08/02/2012 10h43

Comer fora pode ser bom para o bolso e para o estômago. Veja vídeo

Na Capital, uma refeição completa custa em média R$ 25,11.


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Ricardo Machado/ Da Redação

Foto: Diego da Rosa/GES
Mar de opções: maioria dos bufês oferece vasta opção de pratos, grelhados, saladas e sobremesas
Mar de opções: maioria dos bufês oferece vasta opção de pratos, grelhados, saladas e sobremesas

Novo Hamburgo  - Recente pesquisa Índice Alelo de Preço Médio de Refeição 2012, feita pelo Instituto Datafolha, conferiu quanto custa para o brasileiro almoçar fora de casa. Na região sul, Porto Alegre ocupa o segundo lugar dos locais mais salgados para o bolso na hora de saciar a fome. Na Capital, uma refeição completa custa em média R$ 25,11. Com base nos critérios do estudo, o Jornal NH fez um levantamento em diversos restaurantes de Novo Hamburgo para saber quanto os moradores pagam para se alimentar fora de casa.

No comparativo com os preços praticados por estabelecimentos da Capital, no Município a refeição é bem mais em conta. O bufê livre pode ser encontrado ao preço médio de R$ 14,50 e o buffê a quilo sai por R$ 24,50. Há locais onde é possível almoçar gastando até R$ 8,50 no bufê livre (sem bebida). Empresários do ramo admitem uma pequena alta em relação a 2011, mas alegam que é difícil precisar a subida e que os restaurantes fazem diversas promoções, o que acabaria compensando para o consumidor. O certo é que, diante de tanta variedade disponível em restaurantes, fica difícil resistir à tentação.

Custo/benefício é considerado vantajoso

Os critérios considerados na pesquisa do Jornal NH foram os mesmos da apuração nacional, que avaliou o custo individual de prato principal, sobremesa, bebida e café expresso, compondo assim o valor total da refeição. Para a diretora de escola Maíza Bauer, 34 anos, o preço dos restaurantes para quem não precisa comer fora diariamente são em conta. “Eu como eventualmente fora e gasto por volta de 10 reais. Não acho tão caro, mas se eu fosse considerar o que ganho de vale-refeição, que é 4 reais, seria bem caro”, compara.

Nilmar Cabral, 36, também não acha os preços abusivos. “A gente paga conforme a qualidade da comida. Mas como eu trabalho na rua o dia inteiro, faço questão de me alimentar bem, pois não adianta pagar pouco e ter comida de péssima qualidade. Eu como fora de segunda a sexta-feira e gasto entre 10 e 15 reais”, comenta.

DICA DA NUTRICIONISTA

Para a nutricionista e professora do curso de nutrição da Feevale Claudia Winter, o verão é uma boa época para economizar nas refeições. Confira as dicas da especialista para escapar (ou não) dos bufês e garantir uma nutrição saudável:

SALADAS - O verão é quando podemos comer alimentos mais leves, como saladas e frutas. Então, uma ou duas vezes por semana, dá para a gente substituir o almoço por algo mais light, sugere Claudia.

QUENTINHA - Outra boa alternativa é levar para o trabalho alimentos de casa. “Na Europa e nos Estados Unidos há uma febre de pessoas que levam alimentos de casa, mas sempre devem ser acondicionados em boas situações de higiene e, de preferência, em bolsas térmicas”, orienta a nutricionista.

PESO IGUAL - Claudia explica que quem come em restaurantes deve levar em conta a preparação dos alimentos na hora de servir o prato, quando o buffê é a quilo. “A pessoa tem de pensar que quando come a quilo tudo tem o mesmo preço. Então, na hora de pegar um bife à milanesa, que tem farinha, ovo e frios, a conta sai mais alta. Um bife na chapa seria uma forma de economizar”, frisa.

Entenda a pesquisa

A pesquisa Índice Alelo de Preço Médio de Refeição 2012, feita pelo Instituto Datafolha, em sua terceira edição, foi realizada com 4.312 estabelecimentos de cidades brasileiras no período entre 13 de setembro e 19 de outubro de 2011. Todos os estabelecimentos entrevistados são credenciados à rede Visa Vale. A análise é da refeição no período do almoço, de segunda a sexta-feira.

O almoço fora de casa custa em média R$ 24,84 na região sul do Brasil. O valor representa um aumento de 2,09% com relação ao levantamento apresentado no ano passado, que apontava média de R$ 24,33.






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