

Porto Alegre - Ninguém duvida de que a missão da próxima quinta-feira (21) é das mais complicadas. Mas se analisarmos o retrospecto do Grêmio em disputas de mata-mata, a classificação sobre o Palmeiras na Copa do Brasil é ainda mais desafiadora. O tricolor nunca reverteu fora de casa uma desvantagem sofrida em casa por dois gols de diferença. O tricolor conseguiu se classificar em apenas duas oportunidades após perder o primeiro jogo das fases eliminatórias no Estádio Olímpico.
Em 1989, pela extinta Supercopa da Libertadores, que reunia somente os campeões da principal competição do continente, o Grêmio enfrentou o Estudiantes de La Plata pelas quartas de final do torneio. No Olímpico, o time argentino venceu por 1 a 0, com gol de Cariaga. Na segunda partida, em La Plata, o Grêmio venceu por 3 a 0, com dois gols de Cuca e um de Paulo Egídio. O tricolor avançou para a semifinal e encontrou o Boca Juniors, e foi eliminado, após empatar por 0 a 0 em casa e perder por 2 a 0 na Bombonera.
A outra virada tricolor após desvantagem no primeiro jogo no Olímpico, ocorreu nas oitavas de final da Copa do Brasil, em 1992. O Paraná Clube veio a Porto Alegre e venceu por 1 a 0, com gol de Serginho. O troco foi dado em Curitiba, com vitória por 2 a 1 e classificação no saldo qualificado. Marcaram para o Grêmio Caio e Carlinhos. O tricolor seria eliminado na fase seguinte pelo Inter, nos pênaltis, após dois empates por 1 a 1.
Os comandados de Luxemburgo, se conquistarem a classificação, além de fazer os tricolores explodirem em emoção, definitivamente colocarão seu nome na história com uma virada inédita.
Ontem, o grupo realizou o primeiro treino da semana em Atibaia (SP). Até quinta-feira serão dois coletivos que definirão o time que começa a busca pela virada.