

O que parecia estar prestes a receber uma solução importante para desafogar a caótica trafegabilidade da BR-116, com a redução de muitos veículos procedentes de Novo Hamburgo e arredores, esbarra agora em uma notícia sem precedentes, inacreditável: a viagem de trem poderá ter baldeação.
Conforme notícia no Jornal NH de 20/12/10, o diretor de Operações da Trensurb cogita com a possibilidade de implantar um sistema de "carrosséis", isto é, o passageiro que embarca em Novo Hamburgo, rumo à Capital, deveria desembarcar em São Leopoldo e dirigir-se a outro trem, como forma de evitar a superlotação.
O mesmo ocorrendo para os passageiros vindos de Porto Alegre. Chegando a São Leopoldo todos desembarcam e sobem em outro trem para finalizar sua viagem a Novo Hamburgo.
Correria, empurra-empurra, risco de acidentes, desconforto, atrasos, aumento na logística, transtorno, falta de respeito. A lista de prejuízos causados aos passageiros oriundos de Novo Hamburgo poderia ser muito ampliada.
Evitar a superlotação?
Onde estaria a superlotação? Nos 20% de passageiros que embarcariam em Novo Hamburgo?
E o que fariam esses usuários ao descerem de um trem e subindo em outro? Não ocupariam o mesmo espaço do que se tivessem permanecido no veículo original?
Em torno de 150 ou mais pessoas que se acumulariam na estação transitória de um momento para outro.
A não ser que o trem com destino a Porto Alegre já estivesse na estação, com o pessoal embarcado. Então os passageiros que levantaram mais cedo, para conseguir um lugarzinho sentado, em sua estafante viagem diária, precisariam seguir viagem em pé.
Parece estar havendo discriminação contra os moradores de Novo Hamburgo.