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Poemas | 03 de Novembro de 2011 - 12:07
O dia acorda amarelo-passarinho Mas, eu, do passarinho, só tenho a pena Pena de gente boa Pena de gente garoa Que não sabe o que é ter, de veras, um ninho (Tem, terá e tinha!) Espreguiça-se a tarde em verde-gramado Mas, eu, do gramado, só guardo o bálsamo Bálsamo de gente boa Bálsamo de gente garoa Que não sabe contemplar um chão arado (Terá, tinha e tem!) E pousa a noite embebida de tannats Mas, da... |
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Infância | 27 de Outubro de 2011 - 12:35
Pequena, eu fitava minha avó na cozinha separando os ingredientes para fazer o pão. Lembro-me da farinha, produzida por alguns dos vizinhos, em sacos grandes; da bacia esmaltada, meio velha, grande e com algumas manchas escuras; dos ovos de galinha caipira, de casca grossa e a gema alaranjada; da manteiga caseira; e do fermento, que era armazenado às quantidades, justificativa das poucas viagens à cidade. Tudo ali. E lá começava ela, aquecendo o forno e a água, antes de começar a preparar.... |
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Poemas | 21 de Outubro de 2011 - 12:01
Ganharam com suas mangas às margens ácidas, De um oco heroico o prato fumegante, E o prol da Liberdade, em baios últimos, Ficou de réu da pátria nesse instante. Se o odor dessa igualdade Conseguimos controlar com asco e morte, Em teu freio, ó Liberdade, Extasia o nosso leito a própria sorte. Ó Paz amada, Destratada, Salte! Salte! Brasil, um sonho tenso, um maio ríspido De dor e de cobrança à serra d... |