
São Paulo - A três dias do julgamento do casal Nardoni, acusado de matar a menina Isabella em 2008, uma das testemunhas chamadas pela defesa dos réus ainda não foi localizada. Por essa razão, o júri corre o risco de ser adiado.
Segundo informações do G1, a testemunha é o pedreiro Gabriel Santos Neto, que teve entrevista publicada no jornal ´Folha de S. Paulo´ afirmando que um ladrão teria arrombado uma obra vizinha ao prédio onde a menina caiu. Essa versão se encaixa com a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O casal alega inocência e sustenta que uma terceira pessoa matou Isabella. Em 2009, entretanto, o trabalhador negou a história.
Caso o pedreiro não compareça na próxima segunda-feira ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, o júri poderá ser adiado, segundo especialista ouvido pelo G1. Para isso, os advogados dos réus terão de entrar com um recurso alegando cerceamento de defesa e o juiz Maurício Fossen concordar com o pedido.
O advogado Roberto Podval, que defende os Nardoni, afirmou que irão decidir entrar ou não com o pedido apenas no dia do júri.
Até esta quinta-feira, nenhum pedido foi encaminhado ao Tribunal de Justiça pedindo o adiamento do júri.
Para o advogado Ademar Gomes, presidente da Acrimesp (Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo), se essa testemunha não for achada até a data da sentença do juiz e o casal acabar condenado, o advogado de defesa também poderá entrar com um pedido solicitando a anulação do julgamento. "Ele poderia alegar que uma testemunha importante para o processo não foi localizada mas precisa ser ouvida", disse Gomes.