Mundo - 29/07/2010 21h19
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Pentágono pede ajuda a FBI para saber quem vazou documentos do Afeganistão

Entre as medidas adotadas, estão novos procedimentos para distribuir e acessar informações.


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Agência Efe

Estados Unidos  - O FBI (polícia federal americana) ajudará o Pentágono a descobrir o responsável pelo vazamento de milhares de documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão publicados no último fim de semana por meio do site Wikileaks.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, informou nesta quinta-feira que falou pessoalmente com o diretor do FBI, Robert Müller, para pedir colaboração na investigação aberta pelo Pentágono.

"É importante contar com todos os recursos disponíveis para investigar e resolver esta brecha em nosso sistema de segurança", disse Gates em entrevista coletiva na qual esteve acompanhado pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o almirante Mike Mullen.

O secretário assinalou também que seu Departamento aplicou medidas para evitar que se volte a repetir um vazamento como este, devido às consequências que pode ter para os soldados que combatem no país centro-asiático.

Entre as medidas adotadas, Gates assinalou novos procedimentos para distribuir e acessar informações confidenciais.

Segundo ele, será feito um esforço para "fortalecer os canais de segurança e fornecer a nossos soldados a segurança que necessitam no campo de batalha".

Gates não respondeu nenhuma pergunta sobre como será realizada a investigação "para não interferir no transcurso da mesma".

No entanto, segundo explicações do ex-promotor Joseph Di Genova à rede "MSNBC", a investigação pode incluir a vistoria de e-mails, cartas e ligações privadas tanto de pessoal civil como militar do Pentágono, assim como dos soldados mobilizados no Afeganistão.

No fim de semana passado, o site Wikileaks, uma organização que denuncia na internet más práticas, publicou sob o título "Diário da Guerra Afegã" milhares de documentos sobre a guerra do Afeganistão que abrangem desde janeiro de 2004 até 2010, publicados pela mídia mundial.

O almirante Mullen lamentou que esses documentos "que fazem referência a uma guerra que está em curso" tenham sido divulgados.






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