Novo Hamburgo - 10/09/2010 07h22
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Prefeitura vai mudar a realidade de quatro vilas. Veja vídeo

Por meio do Programa Pró-Moradia, serão investidos R$ 28,87 milhões em 2 anos.


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Débora Ertel/ Da Redação

Novo Hamburgo  - Ruas pavimentadas, esgoto canalizado, água tratada, iluminação pública e áreas para o lazer. Essa será a nova realidade de mais de 800 famílias de Novo Hamburgo, que hoje vivem em áreas irregulares e sem infraestrutura adequada. A Prefeitura formalizou o contrato que garante o financiamento de R$ 28,87 milhões para o programa Pró-Moradia, do governo federal. O investimento irá mudar a cara das Vilas Marcírio J. Pereira (bairro Primavera), Martin Pilger (Vila Nova), Getúlio Vargas (Canudos) e a Vila das Flores (Canudos).

Os moradores dessas regiões serão beneficiados por construções ou reformas de casas e investimentos em obras de planejamento social. A previsão é que até fim do ano do ano comecem as obras de revitalização na Marcírio J. Pereira e Martin Pilger. Já as melhorias da Vila das Flores e Getúlio Vargas ficam para 2011.

GRANDE DESAFIO

A revitalização das quatro vilas, por se tratar de um processo de regularização fundiária é, conforme o prefeito Tarcísio Zimmermann, um grande desafio. "Uma coisa é você definir como será uma terra nua. Outra é regularizar uma área cheia de casas muito próximas umas das outras", explica.

ESFORÇO CONJUNTO

Tarcísio destaca que o Município conquistou o recurso de R$ 28,8 milhões porque houve um esforço conjunto, com destaque para o trabalho da Feevale, Associação de Arquitetos e Engenheiros Civis de Novo Hamburgo (Asaec) e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), que ficaram responsáveis pela elaboração dos projetos urbanísticos, arquitetônicos, saneamento e pavimentação.

COMUNIDADES A SEREM BENEFICIADAS

Marcírio J. Pereira

A família da dona de Clotilde Ribas da Silva, 63 anos, saiu da região missioneira há 14 anos em busca de trabalho para os filhos. Desde então, moram ao lado do campo de futebol na Rua Marcírio J. Pereira, bairro Primavera. A casa está apodrecendo por causa do excesso de umidade e o Município não autorizou uma nova construção. O que ela e o marido, Emetério Leal da Silva, 65, mais desejam é ter uma moradia própria. "Porque daí será minha mesmo e de lá ninguém me tira", diz.

Martin Pilger

A industriária Leonilda dos Santos divide a casa de três cômodos e o puxadinho dos fundos com mais 11 familiares. Faz 30 anos que ela mora na vila, construída ao lado do Câmpus 2 da Feevale, no bairro Vila Nova, e aguarda com ansiedade o momento em que terá uma casa melhor. "Está tudo caindo por causa do cupim", conta. Leonilda até já pensou em reformar a residência, mas como a área é irregular, não pôde tocar o projeto adiante.

Saiba Mais

As quatro vilas, que existem há em torno de 30 anos, foram ocupadas de maneira espontânea

Boa parte das pessoas se estabeleceu na década de 80

A maioria das casas é de madeira e alvenaria simples

Não existem ruas pavimentadas, as vias são formadas por becos, ruelas e acessos, sem qualquer pavimentação

Existe abastecimento de água, energia elétrica e drenagem pluvial. Já o esgoto é lançado diretamente na rede pluvial

A previsão é terminar os projetos para as Vilas Marcírio J. Pereira e Martin Pilger no dia 21 e a Prefeitura quer concluir todas as obras do Pró-Moradia em 24 meses

Vila das Flores

O sono da dona de casa Scheila Bernardes da Silva, 36 anos, há tempos não é mais tranquilo. Moradora do Beco Hong Kong, ela tem sua casa encostada em um barranco que está desmoronando aos poucos. "Quando chove, não consigo dormir, de tanto medo", desabafa. Na quarta-feira, Scheila removia com uma enxada a terra que havia se acumulado nos fundos da residência. "O que mais quero é ter minha casa num lugar seguro", conta.

Getúlio Vargas

O industriário Sadi Vicente dos Santos, 52 anos, está se precavendo contra possíveis cheias. Faz oito ano que ele mora na Getúlio Vargas e convive com o problema. Na manhã de ontem, ele instalava um cano para ajudar no escoamento da água. Faz dois anos que a enchente invadiu sua casa e destruiu vários móveis, mas basta chover mais forte para que o pátio fique alagado. "Assim que a Prefeitura ajeitar a vila, vou construir uma casa nova aqui na frente", empolga-se.






6 Comentários
MARIVETE BUENO DE CA
Novo Hamburgo, 13/09/2010 às 15:20
na martim pilguer: até que enfim, pois era esperado há 20 e tantos anos essa melhora. uma vila exemplar, onde mora muita gente honesta e trabalhadora. Precisamos de dignidade e respeito para melhorar a cada dia. Estamos ao lado de uma universidade tão bem frequentada e não somos vistos há anos...
Julia Land Rodrigues
Campo Bom, 10/09/2010 às 12:22
eu acho que é pra chorar colega!!!! (...)
Fabiano
Novo Hamburgo, 10/09/2010 às 12:19
Comentário bloqueado por não estar de acordo com as regras do site.
Elaine
Novo Hamburgo, 10/09/2010 às 10:51
É para acreditar? Ou é para dar risada ?
jester
Novo Hamburgo, 10/09/2010 às 09:31
concordo com o sr marco, até agora o prefeito só fez propaganda e cumprir os milagres prometidos, nada!!
Marco Nieto
Novo Hamburgo, 10/09/2010 às 08:18
quero saber, quando é que que realmente novo hamburgo vai ser vista pela administração pública atual, pois até agora nada foi feito. e as promessas de campanha?
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