
Novo Hamburgo - A quarta vítima da chacina da Marisol, no bairro Canudos, morreu ontem no Hospital Municipal. No mesmo dia, o titular da 1.ª Promotoria Criminal de Novo Hamburgo, promotor José Nilton Costa de Souza, requeriu ao juiz Volnei dos Santos Coelho a prisão preventiva dos três policiais militares de Campo Bom suspeitos. Eles são apontados como autores do assassinato das quatro pessoas e dos disparos que feriram outras duas na Rua Chico Xavier, no bairro Canudos, na madrugada da última terça-feira.
No final da tarde de quarta-feira, o delegado titular da 3.ª Delegacia de Polícia, Moacir Fermino Bernardo, solicitou a prisão temporária dos suspeitos com base no depoimento e no auto de reconhecimento feito pelas vítimas. O pedido foi avaliado pelo Ministério Público que optou pela preventiva.
"A Brigada Militar não se manifesta sobre esse caso porque a competência para investigá-lo é da Polícia Civil", declara o comandante regional da Brigada Militar no Vale do Sinos, coronel Nicomedes Barros. O decreto ou a recusa do pedido de prisão ainda não tinha sido avaliado até a noite de ontem. Segundo apurou o delegado da 3.ª DP, os principais suspeitos da execução seriam três policiais militares de Campo Bom. "Todos eles tem histórico de abuso de autoridade", ressalta Fermino.
Dois deles teriam entrado no casebre e desferido os disparos do lado de dentro, enquanto um terceiro dava cobertura do lado de fora em um carro escuro ainda não apreendido. Nos dois dias de investigação, os policiais civis fizeram diligências pela Vila Marisol e em uma outra cidade do Vale do Sinos em busca de informações sobre o paradeiro do segundo sobrevivente.?
A VERSÃO DO SOBREVIVENTE
Segundo moradores da Vila Marisol, o jovem sobrevivente que ainda não foi encontrado pela Polícia Civil, após o tiroteio, teria recebido cinco reais para fugir em um telemoto, mas teria usado o dinheiro para a compra de crack, deixando posteriormente a cidade na quarta-feira. A vítima, segundo contou a populares, teria despertado do sono ao ouvir o primeiro disparo. A primeira reação foi saltar pelo buraco estreito da janela. A queda foi de cabeça. Mesmo com a dor, o impulso em prol da sobrevivência o fez se esconder na casa ao lado atrás de uma tábua de madeira. Em seu refúgio, percebeu quando outra vítima caía ao seu lado, morta. Após a retirada dos atiradores, retornou a cena onde aconteceu o massacre.
AS VÍTIMAS
Após mais de 20 disparos de revólver calibre 38 e pistola calibre 380, morreram na hora Paulo Roberto Mauss, 48 anos, Júnior Ferreira, 30, e Samuel Henrique dos Santos, 19. Diego Cornelius Leite, 27, Caio Pacelli Rodrigues Pereira, 23, e Uelberti Schuler, 23, foram socorridos em estado gravíssimo até o Hospital Municipal de Novo Hamburgo. Na manhã de ontem, Leite não sobreviveu e se tornou a quarta vítima fatal do massacre. Entre os hospitalizados, o estado mais grave é o de Pereira, internado na emergência. Schuler já se recupera no quarto e seu estado é estável.
O INQUÉRITO
Como envolve um caso hediondo, configurado como homicídio qualificado, o inquérito que investiga a morte das quatro vítimas da chacina deve ser encerrado em um prazo de 30 dias, segundo o delegado Moacir Fermino Bernardo. O juiz substituto da 1.ª Vara Criminal de Novo Hamburgo, Volnei dos Santos Coelho, deve se manifestar favorável ou não pela preventiva ou temporária até a tarde de hoje.
Prisão temporária - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial, decretada pelo juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo cinco dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.
Prisão preventiva - é um pena aplicada quando se tem indícios contra o acusado. É utilizada principalmente para prevenir que este cometa danos à investigação, sendo mantido em cárcere até que ocorra o seu julgamento, se assim for necessário.
TESTEMUNHAS
Ontem, por volta das 15 horas, duas testemunhas do fato, sendo uma delas um dos sobreviventes, foram conduzidas dentro de um camburão da Polícia Civil até Porto Alegre, onde seriam remetidos aos cuidados do Programa Estadual de Proteção, Auxílio e Assistência a Testemunhas Ameaçadas (Protege).
A SUSPEITA
Conforme o delegado titular da 3.ª Delegacia de Polícia, Moacir Fermino Bernardo, os três principais suspeitos seriam policiais militares de Campo Bom com registros criminais por abuso de autoridade. O carro escuro usado na ação criminosa ainda não foi apreendido.
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Novo Hamburgo, 01/01/2007 às 00:00
Comentario aguardando moderação.
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Paulo Isidoro
Novo Hamburgo, 12/03/2010 às 18:06
Comentario aguardando moderação.
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Paulo Isidoro
Novo Hamburgo, 12/03/2010 às 17:56
Cadê a justiça no caso daquele trabalhador, que foi assassinado no posto de combustível na rua, Vereador Adão Rodruges de Oliveira?? A vitima desse caso era trabalhador, cadê a justiça? inversão de valores, sociedade hipócrita!
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Ricardo
Novo Hamburgo, 12/03/2010 às 17:09
Engraçado, os PMs ajudam a limpar a cidade e estão logo querendo prender. E a familia que bateu e atirou em inocentes no morro dos Papagaios nada??????? Que justiça é esta??????
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Monique
Novo Hamburgo, 12/03/2010 às 16:57
Se essas pessoas que foram baleadas estivessem matando ou roubando pessoas do bem não iam presos, agora os PMs vão presos!!! Ridículo a gente tem que ficar trancado por grades e esses caras andam livres por aí, drogados ou não pouco se importam em puxar um gatilho pra conseguir comprar droga!!!
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anderson
Novo Hamburgo, 12/03/2010 às 14:59
Parece até que a população não sabe que temos PMs usuários de drogas, envolvidos em tráfico e outros fins criminosos. (...) Sem falar nas inúmeras vezes que um cidadão trabalhador acaba sendo vítima deles. Abuso de autoridade.
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márcio
Novo Hamburgo, 12/03/2010 às 13:56
Devem colocar os nomes dos policiais, se é que dá para chamar de policiais, porque não se enquadram neste perfil. (...) Ou seja, nada foi feito até o momento. (...)
NOTA DA REDAÇÃO: O jornal tem por critério não publicar nomes de acusados quando não estão autuados em flagrante, indiciados ou quando ainda não prestaram depoimento.
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Tiago Scheffler
Campo Bom, 12/03/2010 às 11:29
Esses PMs merecem um troféu e não prisão.
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Berenice A.Trelha do
Campo Bom, 12/03/2010 às 09:46
É Com dor no coração que digo que hoje sou a favor da pena de morte no Brasil, pois estamos vivendo dias de horror por causa das drogas. Sou contra o que esses policiais fizeram. (...).
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