Portão - 10/02/2012 20h29
Atualizado em 10/02/2012 20h37

Ações conjuntas devem frear furto de gado na zona rural

BM registrou 16 casos no ano passado, com 30 cabeças levadas.


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Da Redação

Portão  - É a partir de um questionário, disponibilizado aos produtores rurais e criadores de gado de Portão e Capela de Santana, na última quarta-feira, que a Polícia Civil portonense deverá traçar ações em conjunto com a Brigada Militar e prefeitura local para combater o crime de abigeato (furto de gado) na região. Atualmente o município tem um rebanho de 12 mil cabeças de gado e, segundo informou a soldado da 4.ª Companhia do 25.º Batalhão da Polícia Militar de Portão, Beatriz Leonardi Silva Gonçalves, no ano passado a BM registrou pelo menos 16 ocorrências, com um total de 30 cabeças furtadas. ``Neste ano, apenas um caso foi registrado em janeiro'', comenta a soldado.

Comercialização em açougues

O problema tomou grandes proporções não só pelo furto em si, mas pela insatisfação dos pecuaristas quanto ao descontrole da origem da carne comercializada nos açougues e supermercados, bem como a carência de fiscalização da entrada e saída de cargas no município. De acordo com o pecuarista Salmeron Leopoldino de Souza e o administrador de uma fazenda, Gilberto Oliveira, há dois anos que os criadores da região (leia-se Portão, Capela, Nova Santa Rita e Sapucaia) sofrem com o furto por clandestinos. ``Todos os meses há ocorrências. No último dia 27, me roubaram duas vacas puras valiosas, doadoras de embriões, da raça Abeerdeen Angus, de R$ 18 mil cada uma. O prejuízo foi enorme'', contou Salmeron.

Pistas desaparecem no rio

Oliveira pontua que todos os dias há relatos de abigeato. Na fazenda em que administra, foram levados, em uma única noite, uma vaca de leite e 32 touros. ``Dois dias depois, mais seis; e em seguida, mais quatro. O pessoal já não registra mais ocorrência, pois não há resultado.'' Seguindo rastros, segundo Souza e Oliveira - que participaram da reunião ocorrida na última quarta-feira, na Câmara de Vereadores -, o gado tem sido levado para o lado de Sapucaia do Sul, mas as pistas desaparecem no rio. ``Em outros casos, os clandestinos matam o animal no pasto mesmo, levando a carcaça e deixando só a cabeça apodrecendo.'' Os criadores têm suspeitos para os furtos, mas a legislação os protege. Enquanto não há flagrante, não pode-se fazer nada. ``É necessário que haja uma maior fiscalização nos açougues que recebem a carne clandestina'', revelou Souza.






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