
Brasília - O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu nesta terça-feira respeito às determinações da Justiça de Cuba nos casos relacionados à detenção de opositores e comparou os presos políticos da ilha a criminosos comuns. De acordo com o Estadão, as afirmações foram feitas no mesmo dia em que um grupo de dissidentes do regime comunista pediu ao presidente brasileiro que colabore na libertação de 20 presos políticos.
"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de prender as pessoas em função da lei de Cuba, assim como quero que respeitem o Brasil", afirmou Lula. O presidente brasileiro também criticou o método usado por dissidentes cubanos para pressionar o governo: parar de se alimentar. Em fevereiro, o preso político cubano Orlando Zapata Tamayo morreu depois de ficar 85 dias em greve de fome. A morte do preso político coincidiu com a chegada de Lula a Havana, mas ele não se manifestou sobre o assunto.
"Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas", afirmou o líder brasileiro. "Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação", disse o presidente. Lula também contou que quando era líder sindical, fez greve de fome contra a ditadura militar (1964-1985), mas classificou a prática como "insanidade".
Foto: Reprodução
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Carlos Dutra
Novo Hamburgo, 10/03/2010 às 11:32
Os homens justos de todo o mundo se solidarizam com sua causa, nobre senhor Farinas. Por uma Cuba livre.
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Ogilvy
Sapiranga, 10/03/2010 às 09:58
Interessante o presidente falar tanto em "respeito às determinações da justiça cubana" e defender o verdadeiro golpista de honduras, Zelaya, deposto estritamente sob as determinações da constituição hondurenha.
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