Presídio - 27/02/2010 09h42
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Área invadida em Portão pode dificultar instalação do presídio

Vistoria feita nesta sexta-feira mostrou que famílias possuem infraestrutura e organização.


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Da Redação

Portão  - A cidade de Portão agora vive uma expectativa. Ontem, representantes da Secretaria Geral do governo do Estado, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e da Secretaria Municipal de Planejamento de Portão vistoriaram a área onde o Estado pretende instalar uma penitenciária. O local, que fica à beira da RS-122 e faz limite com Estância Velha, tem aproximadamente 18 hectares e uma questão bem delicada a ser resolvida. Trezentas famílias estão instaladas em uma área que, segundo engenheiro Carlos Schokal, da Secretaria de Planejamento, tem cerca de 13 hectares. A comitiva do governo ficou surpresa com o que encontrou.

Lotes de 12,5 por 25 metros, com energia elétrica – adquirida por meio do programa do governo federal Luz para Todos –, onde várias famílias já construíram casas de alvenaria e também uma comunidade organizada, que ao que tudo indica irá lutar para permanecer na área. Mirtes Hendges é a coordenadora da Associação dos Moradores e ficou sabendo pelo jornal que o Estado está interessado na área.

Assim que a comitiva chegou ao loteamento, Mirtes já se manifestou, tratando de contar como foi a entrada daquelas famílias nas terras. "Estamos lutando para ficar aqui há anos e faremos o que for preciso para permanecer’’, afirmou.

Um dos integrantes da visita, o delegado Antônio Padilha, conversou com a moradora e salientou que a vistoria serve para ver a viabilidade para instalação da penitenciária, que por enquanto são tratativas. "O que precisamos é de uma área de pelo menos 10 hectares para a construção da penitenciária.’’ Sem reassentar as famílias em um outro local, seria impossível construir o prédio, já que sobram pouco mais de quatro hectares de terra. De acordo com o prefeito de Portão, Elói Besson, o município não tem terras. "Com o tamanho que o Estado procura só mesmo terrenos privados, daí teria que haver negociação com empresários’’, explicou.

INFRAESTRUTURA - O assessor especial da Secretaria Geral de Governo, Alcimar Andrade Arrais, estava impressionado com a situação das moradias, que estão de certa forma consolidadas no local. "Pensamos que encontraríamos pessoas morando embaixo de lonas pretas, mas não. As pessoas estão com uma certa infraestrutura.’’

A visita da comitiva, que percorreu as ruas de terra do loteamento, foi chamando a atenção da população, que aos poucos se aglomerou em frente às casas para ver o que se passava. Na saída dos carros da comitiva, a situação ficou um pouco tensa, pois alguns moradores já se mostravam revoltados com a situação. No final da tarde de ontem, a secretária Geral do Governo, Ana Pellini, informou que somente na segunda-feira se reunirá com a comitiva que vistoriou a área e, portanto, ainda não há um parecer. O Executivo de Portão aguarda o resultado da vistoria para saber quais serão os próximos passos dessa questão.




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