

São Leopoldo - Em tempos em que a correria e o capitalismo tomaram conta do cotidiano das pessoas, algumas histórias de vida quando compartilhadas sensibilizam e convidam a refletir. A pequena Evelin de Vargas Evaldt, 6 anos, de São Leopoldo, foi diagnosticada com Leucemia Mieloide Aguda em agosto do ano passado, quando tinha 5 anos. Hoje, o que seus familiares pedem é algo que qualquer pessoa pode dar, pois é gratuito: solidariedade. Motivada a encontrar um doador compatível de medula óssea com urgência para sua filha, a mãe, Raquel Machado de Vargas, de 26 anos, não poupa esforços. “Desde que descobrimos a doença dela publicamos vídeos no youtube e divulgamos fotos no facebook, além de colar cartazes pelas estações de trem e de ônibus e distribuir folhetos com informações e uma fotinho dela, pedindo para que as pessoas se mobilizem e realizem a coleta de amostra de sangue. A vida da minha filha depende de uma pessoa, que não sabemos quem é, mas que pode mudar nosso futuro’’, ressaltou Raquel. Atualmente, a pequena Evelin está internada há 12 dias no Hospital Moinhos de Vento, na capital, fazendo sessões diárias de quimioterapia para tratar a doença, que voltou com força nos últimos dias. “Ela somente poderá realizar o transplante de medula óssea assim que estiver forte, para poder passar pelo procedimento. A doença já estagnou uma vez, mas como não apareceu nenhum doador, a doença voltou com tudo’’, explica a mãe. “Conforme os médicos, as sessões de quimioterapia devem durar mais duas semanas”, afirma Raquel. “Apenas temos que esperar. Mas minha filha é esperta e cheia de vida, além de reagir bem ao tratamento. E é isso que nos dá força para continuar’’, ressalta a mãe da menina.
Raquel explica que durante a coleta da amostra de sangue, são retirados 5 mililítros de sangue do braço da pessoa. “É a quantidade recolhida para análise e logo já é possível saber se o tipo de medula óssea é compatível ou não. Caso seja compatível, é perguntado à pessoa se ela quer ser uma doadora. Se sim, o procedimento de doação vai retirar 15% da medula desta pessoa para passar para, no caso, a Evelin’’, explica a mãe. “Gostaria de pedir que as pessoas vissem como seus filhos estas pessoas que sofrem de uma doença como a da Evelin, para que consigam enxergar toda uma realidade diferente e de luta. Somente uma doação pode mudar tudo e os médicos garantem que as chances de recuperação após uma doação são de 95%’’, salienta Raquel.