Novo Hamburgo - O Ministério da Saúde ampliou o grupo de pessoas que têm direito à vacina contra a hepatite B, uma inflamação do fígado causada por vírus. Além de menores de 1 ano e crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, agora no público prioritário estão caminhoneiros, portadores de doenças sexualmente transmissíveis e gestantes. Manicures, pedicures e podólogos também estão no rol dos novos beneficiados, assim como lésbicas, bissexuais, transgêneros e pessoas que vivem em assentamentos e acampamentos.
A coordenadora da Vigilância em Saúde de Novo Hamburgo, Solange Shama, ressalta que a partir do momento em que foi feita a vacina, se a pessoa criar anticorpos, não precisará de uma nova dose. Esclareceu também que quem optar por fazer a vacina e estiver fora da faixa etária ou do grupo de risco não poderá fazê-la pelo SUS, só na rede particular e pagar pela vacina.
Conheça a doença
- A hepatite viral B é transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal.
- Pode ocorrer pela relação sexual desprotegida ou pelo compartilhamento de objetos contaminados, como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, equipamentos de manicures e podólogos, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens.
- Também há risco de infecção quando usuários de drogas usam instrumentos comuns – tanto no caso das injetáveis (cocaína, anabolizantes e complexos vitamínicos), como das inaláveis (cocaína) e das pipadas (crack).
- A transmissão também pode ocorrer da mãe infectada para o bebê. Acidentes com exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, em que não se aplicam as normas adequadas de biossegurança, são fatores de exposição à infecção pela hepatite B.
QUEM TEM DIREITOBENEFICIADOS
Faixas etárias específicas:
Menores de 1 ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto, crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos de idade
Todas as faixas etárias
Vítimas de abuso sexual, vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção por hepatite B (VHB), comunicadores sexuais de portadores do VHB, profissionais de saúde, hepatopatias crônicas e portadores de hepatite C, doadores de sangue, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea, doadores de órgãos sólidos ou de medula óssea, potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos, nefropatias crônicas/dialisados/síndrome nefrótica, convívio domiciliar contínuo com pessoas portadoras de VHB, asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas, fibrose cística (mucoviscidose), doença autoimune, imunodeprimidos, populações indígenas, usuários de drogas injetáveis, inaláveis ou pipadas, pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas etc), carcereiros de delegacias e penitenciárias, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários, profissionais envolvidos em atividade de resgate.
Novos integrantes do grupo:
Gestantes, após o primeiro trimestre de gestação, lésbicas, bissexuais e transgêneros, manicures, pedicures e podólogos
Populações de assentamentos e acampamentos, portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), caminhoneiros, doenças do sangue e hemofílicos
Fonte: Ministério da Saúde
Os principais tipos
Tipo A - Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus A (HAV) e também conhecida como hepatite infecciosa, hepatite epidêmica ou hepatite de período de incubação curto
Tipo B - Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite B (HBV), conhecida anteriormente como soro-homóloga. Em pessoas adultas infectadas com o HBV, 90 a 95% se curam; 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença
Tipo C - Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite C (HCV), conhecido anteriormente por hepatite Não A Não B, quando era responsável por 90% dos casos de hepatite transmitida por transfusão de sangue sem agente etiológico reconhecido
Alerta de epidemia em Rio Grande
Rio Grande - O município de Rio Grande, Sul do Estado, decretou alerta de hepatite A nesta quinta-feira. De novembro a fevereiro foram registrados 78 casos, 60 deles confirmados. Segundo informações da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, o surto é localizado. A Vigilância Sanitária do Estado suspeita de algum reservatório de água na cidade que possa estar contaminado.
Já são 60 casos confirmados na cidade, e o maior número de pacientes são crianças e adolescentes. A doença atinge o fígado e é transmitida via fecal-oral, ou seja, quando as fezes do paciente contaminam a água de consumo e alimentos.