São Leopoldo - A transferência do tenente-coronel Carlos Magno Schwantz Oliveira e do subcomandante major Régis Rocha da Rosa do comando do 25.º Batalhão da Polícia Militar deve alterar o esquema de segurança que São Leopoldo vem desenvolvendo há cinco anos junto com os demais órgãos de segurança pública do Município. O tenente-coronel Nicomedes Barros Vieira Júnior, responsável pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Sinos (CRPO) e pela saída dos oficiais, adiantou, em entrevista ao Jornal VS, que caso a Prefeitura não concorde que a BM assuma a coordenação das câmeras de vigilância do Município, ele providenciará a retirada dos PMs do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM).
‘‘Vou fazer o que determina a normatização. O monitoramento deve ser feito pela Brigada Militar. A ideia inicial é que tão logo as reformas no prédio do antigo Fórum sejam iniciadas e finalizadas, nós possamos assumí-lo e, igualmente a coordenação do SIM. Não havendo o interesse do Município, nós devemos romper com a Prefeitura. É a Guarda Municipal que deve se subordinar a nós. Quem, afinal, é responsável pela segurança e pelo policiamento na cidade?’’
DISCUSSÃO - O secretário de Segurança Pública do Município, Carlos Sant’Ana, explica que a questão da BM assumir, ou não, o controle das operações do sistema de monitoramento não deve ser discutida isoladamente. ‘‘Existe uma comissão na Secretaria de Segurança Pública do Estado que vem debatendo este aspecto, não só em São Leopoldo e Novo Hamburgo, mas em todo o Estado. Vale lembrar que o projeto das câmeras foi uma iniciativa do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e inicialmente os recursos vieram do governo federal, por meio do Pronasci’’, conta, completando que a manutenção e demais despesas propostas pelo sistema são pagos pelo Município.
‘‘Mesmo não trabalhando com esta hipótese, até admitimos que a BM assuma a coordenação das câmeras, mas dentro da sua atribuição de segurança pública.’’ Sant’Ana comenta que o SIM propõe muito mais do que a coibição de delitos, pois atua no monitoramento ambiental, de trânsito, ocupação do espaço urbano, infrações de estabelecimentos comerciais e segurança dos prédios públicos.
Município quer ampliar parcerias
‘‘Existe uma portaria junto à Secretaria de Segurança Pública (SSP) regulamentando que o serviço deve ser coordenado pela Brigada Militar. No entanto, existe uma lei municipal em São Leopoldo (regulamentada em 11 de janeiro de 2008), atualmente em vigor, dizendo que todas as instituições que fazem parte do GGI podem atuar e gerenciar o sistema’’, observa o secretário de Segurança Pública do Município, Carlos Sant’Ana, que já deu início a tratativas para inserir policiais civis na sala operacional do SIM e aumentar o leque de parcerias para beneficiar a segurança pública na cidade.
Novo comandante é esperado nesta sexta em São Leopoldo
Barros conta que a troca efetiva dos oficiais já ocorreu. Carlos Magno ganhou dispensa e deve se apresentar em Novo Hamburgo oito dias a contar de 1.º de março. ‘‘No entanto, ele manifestou a vontade de não ficar em Novo Hamburgo, mesmo residindo na cidade. O novo subcomandante, major Carlos Alberto Bucholtz Feijó, assumiu as funções, ainda na terça-feira. O Régis assumiu a chefia da Primeira Seção do CRPO.’’
O novo comandante, tenente-coronel Valter Clarel Moreira dos Anjos, que em breve deve requer a aposentadoria - fato confirmado por Barros, mas que Clarel não quis comentar -, deve chegar ao quartel de São Leopoldo hoje. ‘‘A troca formal ainda não tem data prevista, pois depende de algumas transferências, mas deve ocorrer até o início de abril.’’
Segundo ele, não houve nenhum tipo de irregularidade por parte de Carlos Magno e Régis no tempo em que estiveram em São Leopoldo. ‘‘A movimentação da vida profissional é uma constante. Naturalmente a troca de comando ocasiona mudanças, pois muda a visão de gerenciamento, além das alterações funcionais.’’