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8 de Setembro de 2010 - 11h26 |
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Pátria impoluta |
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7 de setembro.Independência.Independência?
Será que éramos mais dependentes como colônia ou agora?
Ninguém mais é independente no mundo moderno. Vivemos num círculo global de influências e interferências que excede qualquer previsão e planejamento estratégico. Um atentado político no Oriente pode mexer com a nossa estrutura. Uma economia em queda na Europa abala a nossa economia.Em meio às campanhas políticas para as eleições de outubro podemos imaginar o que os eleitos farão quando estiverem à frente do nosso país. Escândalos continuam a espocar em todas as áreas,a toda hora,em todas as dimensões,mas nosso amor intangível pela pátria, segue intocável.Amamos nosso país incondicionalm...
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31 de Agosto de 2010 - 8h42 |
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Volver à vida. |
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Todos os domingos, na sua nova emissora, Gugu Liberato dá demonstrações de ter aprendido tudo com seu mestre Silvio Santos. É capaz de prender a atenção de qualquer um que se coloque à frente do monitor, com quadros interessantes, comoventes e até socialmente indicados como o seu De Volta Pro Meu Aconchego, título que Elba Ramalho eternizou em uma de suas canções.
Fazendo o trabalho de uma andorinha, que de bico cheio dágua se encaminha para apagar o incêndio florestal, Gugu devolve ao seu recanto de origem, retirantes que na cidade grande conseguiram encontrar um lugar ainda mais desesperançado para seu crescimento pessoal. Ainda no fim de semana que passou, levou para o interior de Per...
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24 de Agosto de 2010 - 13h20 |
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Boris sai do armário |
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Atrás da banqueta original do piano da minha tia, fui motivado, lançar mão dos meus apetrechos detetivescos. Reuni a gabardina de cor verde-oliva, o gorro xadrez, muito parecido com o original do Sherlock, com abas nas orelhas, as botinas, o cachimbo meio mofado e a lupa que já continha fungos na lente devido ao longo tempo em desuso. O piano tinha voltado da afinação, mas a banqueta tomou Doril. Fui informado de que as tais banquetas são mosca branca, raras, no mercado. Fabricadas com esmero pela antiga Gerdau, móveis vergados, tem cotação especial no segmento musical.
Quando cheguei ao local combinado, um lúgubre depósito num sobrado sem pintura e sem número na fachada, encontrei um am...
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17 de Agosto de 2010 - 8h57 |
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Deus e o diabo |
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Este texto começa com uma afirmação bombástica: se você não reconhece a existência do diabo, certamente não crê em Deus. Maniqueísmo? Dilema? Dicotomia?
Raciocinem comigo: quando alguém se aproxima de você e diz que acredita em Deus, tudo bem, tudo normal. Você não fica chocado, afinal muitas pessoas acreditam ou dizem acreditar Nele, de uma forma normal. Morna, no mínimo. Mas quando alguém diz ter medo, paúra do diabo, reconhecendo sua existência, provavelmente é taxado de pobre, ignorante, ou louco, só pra começar a conversa, na opinião de quem ouve.
Sou daqueles que não enxerga o diabo vermelho, com um rabo findando em forma de lança e segurando um tridente, no meio das chamas. Ma...
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4 de Agosto de 2010 - 8h54 |
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Mulher insubmissa |
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Valdirene foi criada pela mãe e pela avó. O pai quando soube que a mãe dela tinha engravidado, deitou o cabelo. Até hoje ela sonha com a volta dele. E se deprime. Assim, passaram anos, e a última coisa que Valdirene aceitava era uma "ordem" do namorado.
Um dia Pedrão,o namorado, a impediu de atravessar a rua estendendo o braço, ela insubmissa seguiu em frente e foi atropelada. Quinze dias no hospital. Ruim?Não, pior. No hospital, Pedrão se ofereceu para ajudá-la a ir ao banheiro. Valdirene num puxão disse não e caiu sobre as muletas. Resultado, fratura no cóccix,m ais um mês e meio de molho. Mas tudo isso não era nada perto de aceitar qualquer indicação do Pedrão. A morte não era nada. A...
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4 de Agosto de 2010 - 8h49 |
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Sorte de Mano. |
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Angelina Jolie, numa literal ação de relcionamento, está sorteando via internet uma noite em um motel de Los Angeles com o internauta-fã que escrever a poesia mais encantadora sobre sua beleza. Informação que me foi passada por um amigo de Gramado. Milhões de internéticos mundo afora estão se cadastrando e enviando o melhor de sua criatividade na intenção de usufruir da noitada com a bela, uma das mulheres mais desejadas do planeta, filha do ator Jon Voight. Passam-se as semanas e finalmente depois de uma triagem muito severa, levada a cabo por um grupo de experts em poesia e prosa internacional, chega-se a um veredito. O primeiro colocado, como não deveria deixar de ser é um fã norte-americ...
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27 de Julho de 2010 - 8h42 |
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Homens de Valor |
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Recebi um convite que me deixou pra lá de lisonjeado. Não sei se foi o título da proposição que me pegou, mas vamos combinar que ser chamado para aderir a um grupo de nome - Homens de Valor - mexe com a soberba de qualquer um. Minha humildade foi definitivamente pro espaço. Meu nariz empinou lá em cima, se é que pode ficar mais alto. Pensei: é agora que eu me despego da massa. Finalmente reconheceram o valor da minha obra. Vou virar celebridade. Devem ter pesquisado a minha trajetória. Minhas realizações que não foram poucas, confesso, modesto. Já não era sem tempo. Afinal, antes tarde do que nunca, vibrei silente. Pensando bem, 56 anos era o limite que eu havia traçado para que a comunidade...
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22 de Julho de 2010 - 16h45 |
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Sussurros do Rei Ricardo |
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Faltam alguns minutos para Dunga confirmar a lista de jogadores convocados para a Copa 2010. Vaza a informação: Victor, goleiro do Grêmio, está confirmado.
Sai a lista: goleiros, Julio Cesar, Gomes e Dôôôôoooni. Afinal, sua convocação se justifica, pois peitou a diretoria do clube em que atua na Europa, por não liberá-lo para um amistoso da Seleção, numa data que não era Fifa. Outra justificativa: Victor nas "n" vezes em que foi convocado, não jogou. Bom, mas até aí quem convocou, poderia ter escalado e não escalou. Victor ficou em Porto Alegre, vendo a Copa pela TV, o sortudo.
Segue a saga da CBF, órgão mantenedor da Seleção Brasteixeira. O diz-que-diz-que com a jornalista Fátima Bernardes que alegou ter conseguido uma exclusiva com o técnico da Seleção, ideia que foi frontalmente rechaçada por Dunga, alegando que "aqui todo mundo é igual", por coerência. Teria o Presidente Ricardo concordado e jogado o pepino no colo do técnico? Não teria Teixeira dito sim à Fátima e lançado o já chamuscado treinador às feras? Novamente Teixeira posou de "essa lama não me atinge", deixando Dunga na saudade.
Agora, mais recentemente, durante a Copa, não foram poucas as gestões de cartolas gaúchos para que fosse antecipada a tal janela, de modo que o Inter pudesse escalar Sobis, Tinga e Renan nas semifinais da Libertadores. A notícia que vazou é de que o Presidente assim que chegasse de volta ao Brasil, depois de lançar a Copa de 2014, liberaria os clubes para utilizar quem bem quisessem, antes de 3 de agosto. Era só uma questão de formalizar. Já estava tudo certo. Francisco Noveletto, Presidente da Federação Gaúcha, teria conseguido demover o Presidente de não alterar as datas.
Pois não é que o homem chegou e tudo retrocedeu? Foi preciso que o Inter, o Sindicato dos Atletas e outros interessados, recorressem indignados, contatando via CBF a Fifa, permitindo que mais uma vez o Rei posasse de grande articulador político da liberação. Na sua corrida para Presidente da Fifa, Teixeira não está muito preocupado com o futebol da Seleção. O negócio dele é ser ovacionado: "Sois rei, sois rei"!
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13 de Julho de 2010 - 8h45 |
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O Legal e o Ético |
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Na adolescência convivíamos muito de perto com dois caras que se amavam,o Legal e o Ético.Tão inseparáveis eram, que os chamávamos apenas de Lê e Éti pra economizar língua e tempo, cada vez que os chamássemos.Lê era marombado e bonitão.Éti era franzino,mas muito inteligente.Estavam sempre juntos,dia e noite,na escola ou nas festas,durante a semana,sábado e domingo,feriado também.Construíram uma parceria que, somados os talentos, resultava em muito mais do que a simples adição de um, mais o outro.
Certo dia os dois apareceram sentados em cadeiras distantes na sala de aula,semblantes enfarruscados.Depois de alguma investigação mais aprofundada,a galera concluiu que Lê teria dado em cima da...
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7 de Julho de 2010 - 12h37 |
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A infância de Löw |
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A cena que dominou a audiência mundial do You Tube na semana que passou,abre espaço para algumas conclusões a respeito do técnico da Alemanha.
Logo na mais primeira infância Löw foi presenteado com uma bola oficial de futebol.Como seus pais trabalhavam fora e não tinham tempo para brincar com ele,Joachim inventava seu próprio brinquedo,dentro do cercadinho a que ficava confinado.A babá portuguesa de Löw exerceu tal influência sobre ele que o próprio nome foi escolhido dentre outros,Eusébio,Manuel e Cabral.
Ao invés de aprender a fazer embaixadas, Löw se preocupou em contar os gomos que a bola tinha.Isso virou uma obsessão.A bola redonda, dificultava sobremaneira saber qual gomo já ha...
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29 de Junho de 2010 - 14h15 |
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O boy virou soldado |
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Semana que passou,depois de comer um suculento cachurrasco,dei de cara com uma fisionomia familiar,investida de um uniforme da Brigada Militar.Não pude me furtar de perguntar de onde a gente se conhecia.O soldado respondeu que havia trabalhado comigo na função de office-boy.Algo como uns oito, dez anos atrás.Ganhou corpo o garoto franzino que então estava às voltas com o serviço militar.Depois dos 50, o alemão começa a influenciar definitivamente a precisão da nossa memória.Me refiro especificamente a Einstein-tudo é relativo-nada de Alzheimer.
Positivamente surpreso pela corajosa decisão,cumprimentei-o dando-lhe os parabéns e desejando sucesso na sua nova empreitada.Do fundo do coração ...
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23 de Junho de 2010 - 8h17 |
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Monólogo da Jabulani |
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-Ai,ai,ai,ai,ai.Que droga!!Saco,mesmo.
-Fiquei quatro anos na expectativa,me preparando,me testando,lustrando a pele,aguardando a hora de virar kick-off ball da Copa,pra acabar chutada por esses pernas-de-pau,piratas do bom futebol.Nunca passei por tanto sofrimento.Não bastassem os caras que me chutam dois metros acima do travessão,tem aqueles que me centram para além dos limites da grande área, onde me sinto como uma viajante sem hostess,ninguém me esperando do outro lado.Me sinto sozinha,abandonada.Além disso tudo, estou encarando vários goleiros peito-de-madeira, que ao me abraçarem me deixam escapulir inadvertidamente para dentro do gol,me transformando num peru de Thanksgiving Day o...
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15 de Junho de 2010 - 8h15 |
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Antecipando a übermodel |
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Em agosto do ano passado escrevi sobre minha proposta ecológica de sugerir aos leitores, fazer xixi no banho.Qual não foi minha surpresa,ao me deparar na semana que passou, com a declaração da Gisele nos meios de comunicação, de que não só faz xixi no banho, como em seu site, conscientiza os internautas a fazerem o mesmo, em favor da longevidade do planeta.
Tal identidade de pensamento,suponho, me autoriza a ousar virar capa de revistas internacionais de moda,desfilar e fotografar para grifes como Victoria´s Secret,Colcci,Ipanema,C&A,Vivara e tantas outras,ter uma cachorrinha chamada Vida e quem sabe até vir a namorar e casar com o fortão jogador de futebol americano Tom Brady,privilégio...
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9 de Junho de 2010 - 8h51 |
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O paradoxo da qualidade |
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Faz mais ou menos vinte anos que os investimentos, feitos com maior intensidade, pelas marcas e empresas na qualidade de seus processos no Brasil, são notáveis.Toda uma nova ciência foi posta em prática,com o surgimento das ISOs,dos programas e consultorias de qualidade e do aperfeiçoamento da chamada educação laboral.
Erro zero,treinamento,avaliação,supervisão,acompanhamento,controles,tudo para aumentar a satisfação dos clientes,evitar o retrabalho,maximizando lucros através da consequente economia de tempo,estoques, matérias-primas,mão-de-obra,custos em geral.No entanto o que se vê, é o maior período de inqualidade ou desqualidade,para criar um neologismo que o momento merece,que o no...
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1 de Junho de 2010 - 8h22 |
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Tetas genéricas |
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Sempre invejei profundamente os olhares que mãe e filho trocam na hora da mamada.Não a ponto de querer ser mãe,mas quase.Só agora na terceira paternidade,não sei se por sinal dos tempos,ou pelo meu modesto amadurecimento, percebi que a mesma vibe ou um resultado pra lá de satisfatório, pode ser obtido na hora de ministrar a mamadeira.
É só olhar nos olhos do bebê,transferindo a paixão que você sente e viajar na piração de que a mamadeira é uma teta.Só que genérica.Não tem de longe o mesmo valor,mas cumpre a função.Não tem o mesmo charme ou glamour,os mesmos anticorpos,mas resolve a questão.É de plástico e não de carne.Tem vários apelidos que mudam de casa em casa,enquanto o peito é univ...
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25 de Maio de 2010 - 9h0 |
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Drácula Brasileiro |
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Se tivéssemos a insólita tarefa de escolher um famoso para ocupar a posição-título acima,poderíamos contribuir com pelo menos três sugestões muito adequadas.A primeira é ligada ao futebol:o ex-lateral do Cruzeiro de Minas,Nelinho,reconhecido por seu forte chute em curva que imortalizou o goleiro Manga na final do Brasileiro de 1975,e que hoje atua como comentarista de um canal fechado de TV,seria um dos meus favoritos.Nelinho reúne todas as características fisionômicas para desempenhar satisfatoriamente o papel que já foi de Bela Lugosi e Christopher Lee.Fala com a língua meio presa,o que só conferiria um charme peculiar ao astro sanguinário.
A segunda, é ligada à política e vai ocupar, ...
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18 de Maio de 2010 - 15h3 |
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Lambidinhas nos dedos. |
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Num desses últimos feriados, tive que, forçosamente, escolher outra padaria que não a de hábito, para buscar o pão diário.
Ao escolher quem me atendesse, solicitei à moça, seis pãezinhos. Ela prontamente começou a catar os chamados cacetinhos e me surpreendeu muito ao molhar os dedos com saliva para descolar o saquinho plástico que acondicionaria os pães, da pilha em que estavam amontoados. Juro que um turbilhão de ideias passou pela minha cabeça em três ou quatro segundos: desistir, devolver, relevar, me reciclar, abrir mão dos meus conceitos assépticos, adverti-la, reclamar, chamar o gerente, fazer um escândalo? Foi tudo tão rápido que decidi repetir a experiência solicitando à atenden...
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18 de Maio de 2010 - 14h17 |
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O valor de um amigo |
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No último fim-de-semana,vivenciamos uma daquelas situações únicas, que nos permitem atribuir valor mensurável aos fatos desta vida.Fomos surpreendidos com o súbito e inesperado passamento de uma personalidade que marcou firmemente nossas trajetórias.Não fosse a oportunidade de dimensionar a verdadeira grandeza da sua existência,a notícia teria um isolado e melancólico significado:o da profunda tristeza.Tristeza aliás, que foi comum a todas as pessoas que se apressaram em render as derradeiras homenagens ao nosso querido .Todos os presentes,entretanto,guardavam um traço de alegria escondida no semblante:o de terem convivido de alguma forma, em maior ou menor intensidade, com ele.Não obstante ...
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11 de Maio de 2010 - 9h4 |
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Marido no chuveiro. |
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Os compromissos mais importantes da agenda familiar, do dia que começa, são passados pela esposa ao marido durante a ducha matinal dele. Daí que ocorrem alguns ruídos, falhas na comunicação, nesse processo. O homem depois que casa, jamais recupera o direito inalienável de curtir sua solidão no banheiro, muito menos se, unilateralmente, decide chavear a porta. Resta o consolo de administrar tudo do jeito que pode. Do jeito que dá. Da melhor maneira possível. Assim, tipo, deixa a vida me levar.
-Alfredo, destranca a porta, que droga, ômi...parece coisa de adolescente. Vive trancado aí dentro.
-Quié, mulher? pombas!... não se pode mais ter um minuto de paz nessa casa. Nem de manhã cedo....
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4 de Maio de 2010 - 14h9 |
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O comercial da Stella |
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Faço um esforço hercúleo e me policio permanentemente para não falar sobre propaganda nos meus artigos, mas dessa vez não resisti. O talento que habitualmente me sensibiliza, me seduziu e me levou a abrir esta janela na linha de colunas que escrevo e contar para os leitores que ainda não viram, o roteiro do grande e muito bem sacado comercial da cerveja Stella Artois em exibição nos canais de TV fechados. Comercial de TV não é como filme de cinema do qual você não pode contar o começo, nem o meio, nem o fim, sob pena de arruinar a expectativa do cinéfilo. Afinal, são apenas 30 segundos que contam a estória inteirinha. Não dá para contar o milagre sem nominar o santo.
Trata-se de um garço...
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26 de Abril de 2010 - 17h6 |
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Filosofando polêmica |
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Dilmar era um colaborador assíduo da igreja. Costumava dar esses cursos preparatórios para noivos. Os noivos geralmente eram pessoas jovens, muito atarefadas, que trabalhavam o dia inteiro e ainda sextas à noite disponibilizavam três horas preciosas das suas vidas para o convívio com outros fieis, esperando ali aprender coisas boas para aplicar no seu futuro matrimônio.
Depois de cinco sextas-feiras, já na fase conclusiva do curso, 10 e 15 da noite, Dilmar iria finalizar com um parecer sobre os casais e seus filhos, a relação de pais e filhos, enfim. Foi quando puxou e conteve a respiração, seu semblante assumiu uma expressão ainda mais séria do que de costume, todos ficaram na expectati...
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20 de Abril de 2010 - 9h49 |
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Por que morremos? |
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Mas responder assim, de prima? Então, tá, lá vai:
para cumprirmos o propósito de Deus.
Mas então Deus é mau... quer nos ver mortos.
Não, Deus promete o seu Reino para nós, algo muito, mas muito melhor do que temos por aqui, onde por incrível que pareça, estaremos mais vivos do que na Terra. Nós, no entanto, optamos pela trilha mais cômoda: não acreditar nessa promessa. Acreditamos muito, mas muito mais fácil em promessas até mais intangíveis, como por exemplo aquelas com que a publicidade, todos os dias, nos enche a mente. Sim,porque crer na Promessa de Deus custa um esforcinho mínimo. Acontece que nós humanos somos muito, mas muito apegados às coisas terrenas, do mundo: aos noss...
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13 de Abril de 2010 - 10h36 |
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Namorados songas |
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Ou muito me engano ou estamos frente a frente à maior proliferação de namoradinhos sem sal de todos os tempos. Olhe ao seu redor e veja se a expressão consagrada pela televisão brasileira nos anos 80-produção independente-não mudou as regras e as relações entre jovens casais que estão apenas se conhecendo melhor. As tais barrigas de aluguel complementam essa teoria com exatidão. Me refiro especialmente aos namorados-objeto, os do sexo masculino, pois os mesmos vem se transformando em marionetes que as namoradas degustam hormonalmente, não dando o menor espaço para que eles se manifestem de alguma forma, apenas curtindo o que interessa, se bem me entendem.
A tal expressão, produção indep...
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6 de Abril de 2010 - 9h26 |
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Todo mundo me adora |
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Peço licença para tratar de um assunto pessoal:a minha modéstia.Estou iniciando na verdade mais do que uma coluna,um desabafo.Confesso que me cansei dessa unanimidade.Fiquei enjoado,quase enojado.Todo mundo,mas todo mundo mesmo,sem exceção,morre de amores por mim.As pessoas me a-do-ram.São parentes,amigos,vizinhos,fornecedores,conhecidos,colegas de trabalho,concorrentes e outros tantos:fariam qualquer coisa só pra me ver feliz.Inclusive se superam na tentativa de me agradar, para que eu não me sinta desprestigiado,nem desvalorizado,nem diminuído,ou tomado por qualquer outro sentimento menor.
Esse estado de coisas se mantém inalterado e intacto desde que eu me posicione como concordino,ou...
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30 de Março de 2010 - 11h41 |
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Mulheres que trabalham |
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Dia desses estive por longo tempo em uma agência bancária e chamou minha atenção o estilo bem cuidado das mulheres que lá trabalham. Partindo da observação, eu disse, observação, notei que todas elas andavam empertigadas, espinha ereta como diz a música do Pato Fu, queixo empinado e nariz apontando para o firmamento. Seus cabelos eram trabalhados, suas maquiagens caprichadas e suas roupas entre o clássico e o casual. Mas o que havia em comum entre todas elas, era o sentimento de realização, auto-estima lá em cima, amor próprio visível, perceptível sem necessidade do uso de lentes ou de uma entrevista mais invasiva. Um feeling de pertença, típico do mundo corporativo, construtor de uma confia...
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16 de Março de 2010 - 9h3 |
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Eram os deuses astronautas? |
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No fim dos anos 60, um livro chamou a atenção do mundo. O suiço Erich von Däniken, pesquisou e difundiu seu pensamento sobre a origem dos deuses que julgava serem extraterrestres. A tese sacudiu o planeta num tempo em que a televisão era o meio mais rápido de comunicação social. Däniken foi guindado ao panteão dos escritores mais vendidos. Foi também exorcizado pelos cristãos da época, que o julgavam o ateu n° 1 do mundo,o cara a ser batido. E calado. Não muito depois, o cinema lançava a primeira versão do filme O Exorcista, original de William Peter Blatty.
Nos tempos de hoje seria lícito imaginar que eles fossem internautas, os deuses,em lugar de cosmonautas. Ou seja, sem mesmo vi...
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9 de Março de 2010 - 13h21 |
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O dia do homem é hoje. |
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Durante séculos, a mulher lutou por igualdade.E,vamos combinar, que depois de muito batalhar, nos superou. Elas estão à frente em todas áreas: conhecimento,culturais,profissionais,afetivas,blablablá. Até pra guerra armada elas vão. Privilégio que nos tempos idos só "premiava" os soldados. Aqui mesmo na nossa equipe de trabalho, existem 8 mulheres para cada homem. Elas são mais organizadas, mais pró-ativas, mais confiáveis, mas comprometidas, mais detalhistas, mais focadas, mais cumpridoras. E por que não dizer, mais criativas . Desde o conhecido episódio da fábrica que incendiou, ganharam um dia exclusivo, que nós não temos. Um machista diria que dia 8 elas mandam, no resto quem apita é a ge...
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2 de Março de 2010 - 10h28 |
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Barão von Rotznase |
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Chicão, desde o tempo em que era Chiquinho, cultivava hábitos sofisticados como música erudita, cinema de arte, museus e literatura de qualidade. Herança cultural de seu pai, nascido na Europa. No entanto, um desses hábitos destoava completamente da sua personalidade social. Chicão, desde o tempo em que era Chiquinho, se acostumou a ´limpar o salão´ em público. Ou por que não creditasse a esse ato o devido valor escatológico, ou por que se percebia tão preparado, que avaliava limpar o nariz na frente dos outros, como um gesto corriqueiro que não diminuiria o alto conceito de que desfrutava. Era uma verdadeira compulsão. Rolinhos e... pimba !... para ele, era quase tudo automático. Suas unhas...
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23 de Fevereiro de 2010 - 10h27 |
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Alto ajuda |
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De tanto ouvir e ler as pessoas confundirem o uso gramatical correto de mau-humorado e mal-humorado, mal humor e mau humor, estava esperando a oportunidade que julgasse adequada para falar de outro caso bem típico: o esvaziamento dos livros de auto-ajuda que eclodiram no país no fim dos anos 80. Como qualquer outra febre, os tais manuais do bem-viver se esgotaram, não nas prateleiras, mas na sua essência falível e humana, deixando seus adeptos órfãos e desamparados no meio da estrada, sem mais ajuda nenhuma, nem auto, nem a pé, mesmo.
A massiva produção desses livros-macete de como viver felizes, sorridentes, otimistas e vencedores para sempre, se proliferou de maneira tão estonte...
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12 de Fevereiro de 2010 - 15h41 |
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Problema |
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Dani Ci foi para a praia dar uma esticadinha. Afinal, estava cansado da rotina de fazer nada. Preferiu fazer nada no litoral. Levou o papagaio, a mulher, nessa ordem, os filhos, a sogra e uma dama de companhia que cuidava que a sogra não enchesse o saco deles durante o descanso e não pegasse no pé da gurizada que queria mais era relaxar do estresse tedioso de fazer nada na cidade. Dona Melina, a sogra boa de contas, adorava desafiar o bom-humor da garotada fazendo aquelas perguntinhas provocantes que os atormentavam:
– Quanto é 75 vezes 2, indagava ela, assim na maior, sabedora de que o método de ensino da tabuada tinha mudado fazia tempo e a eficiência da aprendizagem, despe...
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2 de Fevereiro de 2010 - 9h24 |
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O ranking das Cocas |
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Podemos saudar efusivamente a volta irrevogável e torço, irreversível, da Coca em garrafas de vidro. Para um bom connaisseur, o sabor da Coca-Cola dentro do vidro, é top. O trabalho das ONGs serviu para alguma coisa, afinal. Além das sacolas permanentes dos supermercados, trouxe de volta um ícone que parecia sepultado para sempre.
Lembro-me que a minha primeira experiência com a Coca-Cola foi com a Pepsi. Depois de chegar a Porto Alegre de ônibus, quando criança, desci de um bonde e pude experimentar o tal estimulante - era esse o apelo - que tapava as paredes internas e externas do veículo movido a energia elétrica, com aquele clássico cartaz que combinava as cores verde, vermelho...
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28 de Janeiro de 2010 - 9h11 |
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Proibido conversão à esquerda |
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Creio estar entoando um clamor da população motorizada, ao tocar na ferida do nosso trânsito.
Tá certo que temos uma quantidade anormal de veículos para a média da população brasileira, o que é uma bênção. Nosso povo ainda se destaca pela capacidade de gerar riqueza.
Mas certamente a estrutura que imaginávamos, nos anos 80, mais evoluída para atender essa demanda progressiva agora, ficou no papel. Lembro que uma época falaram em trazer um técnico alemão para erradicar o problema. Espero que não seja o Beckenbauer, que nem técnico é. Acredito mais nos nossos especialistas, quando se trata de resolver os problemas da nossa gente.
Faz 25 anos pelo menos, que nenhum mo...
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26 de Janeiro de 2010 - 15h51 |
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Bafodalho, o gângster amador |
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Bafodalho era um contraventor afro-teuto-ítalo-lusitano. Resultado genético da pluralidade das nossas etnias regionais, herdara tal alcunha fruto de seu hábito de mascar um dente de alho o tempo todo. O fazia para mascarar o hálito proveniente de uma amigdalite recorrente que suas Bafetes julgavam insuportável e seus colegas de bandidagem, descredenciador para a atividade respeitável abaixo da linha limítrofe da sociedade politicamente correta.
O alho lhe conferia um certo ar varonil que compensava seu jeito sonso de enfrentar detratores e adversários. Além disso, ele era alérgico à fumaça dos charutos, ritual básico das reuniões deliberativas do Conselho. Seu nariz chegava a duplic...
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14 de Janeiro de 2010 - 16h36 |
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Cover ou over? |
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Um espectador criativo. É tudo o que essas internacionalmente premiadas bandas-cover dos Beatles querem, ao se apresentarem a ecléticas plateias oriundas da Beatlemania.
Que a audiência seja suficientemente capaz de abstrair dançando, vendo sem enxergar, ouvindo sem ver, escutando sem olhar e sentindo sem perceber. Afinal, é quase como assistir a um filme biográfico em que o principal ator não carrega os traços físicos do biografado, à altura do que Jamie Fox faz em Ray. O longo show que aterrissou mês passado na Orpheu de São Leopoldo, tem critério: das três partes, a primeira foi destinada às músicas de harmonias singelas que revestem os rocks mais básicos,do-re-sol.
Um...
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13 de Janeiro de 2010 - 18h5 |
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Carências |
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Não é nada original nessa época do ano, escrever sobre lesados afetivos. Mas, vamos lá, talvez nos reste algum viés ainda pouco explorado. As festas, auguradas de Boas Festas, nos deprimem, na maioria dos casos, ou porque não temos boas lembranças,ou porque as temos, e elas são apenas lembranças. Além de tudo, as lembranças se apresentam mais desejáveis do que a realidade. Muitas pessoas que faziam a festa em outros tempos conosco já não podem mais nos acompanhar e isso nos desloca um tanto.
Parece provado que o melhor que pode suceder ao ser humano é o amor. Observe aquela sua vizinha separada, que depois de cinco longos anos de solidão aparentemente definitiva, pintou com um novo ...
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12 de Janeiro de 2010 - 14h24 |
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Inspiração |
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De onde vem a mágicasolução para escrever e criar? De onde caem os frutos que possamos amassar para transformá-los numa geleia? De onde vêm as palavras soltas ou agrupadas em conceitos e ideias suficientemente coesas e coerentes para sustentarmos o interesse arguto do leitor?
É duro quando a tela se apresenta em branco e a mente também. Algumas pessoas se dedicam muitos anos a limpar a mente. Para nós, isso acontece sem esforço nenhum. Me lembro que antes da tela era a folha de papel e a máquina de escrever. Comecei a escrever realmente meus primeiros textos oficiais e profissionais, como estagiário, dedografamente – a exemplo do que ocorre até hoje – numa Hermes Baby azul-marinho, ...
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22 de Dezembro de 2009 - 16h24 |
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Buuu éééééé ínháááááá ummmmm |
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Cidão correu atrás. Ligou dezenas de vezes nos horários mais psiquiátricos. Três e quinze da madruga, seis e dez da matina, meio dia. Implorou. Beijou o chão que Aline pisava. Deixou recadinhos pidões na secretária, enviou torpedinhos mimosos e um buquê profissional – de floricultura – cheio de mosquitinhos; afirmou que tinha mudado, que agora teria se encontrado com a sua verdadeira essência e já nem era mais ele.
Era outra pessoa. Aline deveria conferir a mudança e constatar por si própria a materialização do novo Cidão. Ela que já andava saudosa até mesmo dos seus beijos automotivos, não resistiu. Cedeu. Cedeu aos apelos do namorado, da paixão e do seu coração contristado. Sim, p...
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8 de Dezembro de 2009 - 14h14 |
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O beijo no semáforo |
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Cidão e Aline voltaram. Mas voltaram com tudo. Tanto que qualquer sinaleira era pretexto para uma nova pegada. Nossa cidade é pródiga em semáforos de longos tempos. Logo, era o paraíso para os dois namorados vivendo um romance déjà vu. Foi ali, na Vicente da Fontoura, esperando o sinal abrir para quem converte à esquerda, que o Cidão colocou o câmbio em ponto morto e tascou, com o pé no freio, o maior ósculo na namorada. Coisa assim de dois minutos, mais ou menos.
Sorte deles que todo mundo na fila, atrás, queria subir pra Bento e absolutamente ninguém meteu aquele buzinaço didático, seguido daquele olhar recriminador, neles. Puderam terminar o intercâmbio de saliva sem qualquer pre...
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1 de Dezembro de 2009 - 10h17 |
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Política acreditada |
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Não sei bem por que me veio à cabeça ontem uma lembrança dos meus 10 anos. Em 1964, iniciado o regime político de exceção, o governo brasileiro lançou uma campanha chamada "Ouro para o bem do Brasil", que na minha cabeça era apenas, de memória, "Ouro para o Brasil", circunstância que hoje se atém apenas às nossas participações nas Olimpíadas. O que me espanta é que naqueles tempos, 45 anos atrás, nosso povo confiava cegamente nos governantes, em todos os seus níveis, municipal, estadual e federal. Tanto assim que recordo a cena em que minha mãe colocava, com sentimento, mas com convicção resignada, numa caixa corrugada, no mesmo local da urna das eleições - sim, antes de 64, o povo brasileir...
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1 de Dezembro de 2009 - 9h58 |
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Sempre fui fã do Grêmio |
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As pessoas que me conhecem logo vão achar que estou sendo oportunista. Ledo engano.
Me conhecem pouco, então. Os que me conhecem melhor sabem que estou sendo
absolutamente sin-ce-ro. Onde vocês pensam que eu estava em dezembro de 1983?
Grudado na TV vendo o Renato dar aquele show no Japão, contra um time alemão como nós, de nome Hamburgo, como nossa cidade. O que prova que a paixão está acima de tudo. E em 1981, nosso primeiro campeonato nacional? Lembram da frase do Baltazar? "Deus está reservando algo de melhor para mim". Como Deus não falha, Baltazar fez o gol da vitória no Morumbi, naquela jogada do Renato Sá.
Sei tudo sobre o Grêmio. Mais do que muito torcedor...
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24 de Novembro de 2009 - 18h4 |
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Dr.Walter vai à luta (continuação) |
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Liloca já tinha ligado umas cinco ou seis vezes. Quem estava constrangido agora era o próprio Walter que não encontrava mais desculpas plausíveis para deixar de atendê-la. Além disso, ela tinha mudado a estratégia. Já não era mais um encontro a dois para colocar a agenda em dia. Liloca tinha engatado uma galera pra tomar aquelas ´bira´. Assim evitaria qualquer suposição dele sobre suas reais intenções.
Walter abriu a armadura. Marcaram num barzinho da Rua Grande em São Leo, pra não dar na cara. Fim de tarde, calorzinho, a quinta-feira caía. Do grupo que estava reunido, não conhecia ninguém, com exceção da Liloca que estranhamente optou por não lhe apresentar a moça que ocupava o can...
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17 de Novembro de 2009 - 14h38 |
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Intimidade |
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Doutor Walter era um promotor astuto, sisudo, conservador, até. Tinha uma postura impecável, inarredável nas suas convicções. Não se desviava dos seus propósitos cristãos. Tinha enviuvado recentemente de maneira precoce. Sua esposa, dez anos mais nova, o deixara sozinho a cuidar dos três filhos.
Vestia sempre terno cinza-grafite, um pouco da cor da sua vida. Até que então... "Dr. Walter, tem uma moça, senhora, na linha 1, diz que é sua amiga de escola, uma tal de Liloca", informou a telefonista, bastante constrangida. "Li-lo-ca...", murmurou ele, puxando pela memória. "Tá, pode passar..."
"E aí, Waltão!!!", saudou ela. "Como é que vai essa força, esse peito cabeludo aí, ain...
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10 de Novembro de 2009 - 11h20 |
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O inconsciente Barrichello |
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De fato, o único inconsciente na relação com Rubinho é o povo brasileiro.
Coletivo, esse inconsciente. Barrichello é um piloto vencedor. Um vitorioso. Com uma família estável e feliz e um patrimônio amealhado depois de 15 anos direto na Fórmula 1, que ultrapassa de longe os 100 milhões de dólares, Rubinho
só não é capaz de apagar as frustrações do brasileiro que o elegeu, no começo, como sucessor de Senna, depois, representante nacional, na mais bajulada categoria do automobilismo mundial, enquanto reluzia a estrela de Schumacher, outro fuori serie, como Ayrton.
Rubinho pauta sua atitude no circo das corridas com uma postura ética, de bom colega. É respeitado por todos, quer...
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3 de Novembro de 2009 - 11h17 |
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O cliente da videolocadora |
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Salete entrou esbaforida loja adentro:
– Souberam do Seu Artur?
– Que foi, devolveu uma caixa sem o DVD dentro outra vez?
– Não, morreu.
– Morreu? Mas sexta ainda aluguei o Apocalypse Now pra ele... entra no arquivo dele.
– Que é que tu acha que eu tô fazendo? Putz, 79 reais, morreu.
– Peraí, morreu... ele ainda deve ter algum filme em mãos, dá pra usar como pretexto pra cobrar esse saldinho.
– Saldinho porque eu não tô descontando do teu salário. 79 reais é muita grana.
– Tem que chegar junto - se mete o Fabinho -, senão não recebe.
Fabinho tinha sido motoboy de um escritório de cobrança. Sempre era metido ness...
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27 de Outubro de 2009 - 13h42 |
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A Lua e a Hebe |
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Certo dia, acometida de uma crise existencial tipicamente feminina, coisa da menopausa astrológica, cerca de 4.500 milhões de anos, a Lua sentou-se à frente
do toucador e inquiriu o espelho, com as mãos no rosto, orgulhosa de suas cicatrizes faciais adquiridas ainda na puberdade, herança de uma varicela mal administrada: espelho, espelho meu, existe alguém mais esburacada do
que eu?
- Infelizmente, sim, meu satélite favorito, é uma cidade brasileira e gaúcha chamada Novo Hamburgo, bem ao Sul da América do Sul. Mas não queira competir, você não tem chance. A Lua, que já andava complexada por ter rodado no trabalho de conclusão para se tornar aprendiz da RS-118, suspirou frust...
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20 de Outubro de 2009 - 10h18 |
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Dieta ética |
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Hugo, Deise e Sofia formavam um trio inseparável. Os primeiros namoravam há seis anos. Sofia curtia uma amizade de pacto de sangue com Deise, desde a maternal e uma paixão platônica correspondida com Hugo, supunha. Nos últimos meses, resistir atravessar a fronteira da honra estava cada vez mais difícil. Enquanto Deise não parava de se queixar da inapetência de Hugo, Sofia se sentia cada vez mais atraída pela cerca que não deveria pular. Hugo por sua vez, não parava de se chapar, vivia no mundo da lua embalado por verdadeiras velas de marijuana, que se por um lado anestesiavam o romance, por outro o impediam, fora do ar, de delinear a silhueta da namorada que havia crescido substancialmente n...
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13 de Outubro de 2009 - 11h27 |
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Gloriosos legítimos |
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Quentin Tarantino não dispensa comentários. Se o século passado terminou sob o signo de Spielberg, o atual começa pela batuta de Tarantino. Mestre na arte de contar e escrever histórias, Tarantino inaugurou com Pulp Fiction (1994) uma nova linguagem no cinema em que mescla todas as referências que conheceu durante sua vida e que aprendeu assistindo aos filmes que foram exibidos antes que viesse ao mundo.
Depois de Kill Bill, ficou em hibernação criativa, ausente alguns anos do mainstream cinematográfico, escrevendo o roteiro de Bastardos Inglórios (nos cinemas), que reúne a partir de uma bela ideia dos anos 70, desde personagens inesperados, diálogos exatos, cenas dignas da Academia...
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7 de Outubro de 2009 - 17h10 |
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Figos |
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Fernandinho não era exatamente um apaixonado por frutas. Mas uma especialmente, ele detestava: figos. E não adiantava mudar a roupagem da fruta. Qualquer camuflagem que fosse usada não resolvia a questão: em calda, conserva, cristalizados ou crus, mesmo, Fernandinho em seus 7 anos de vida, preferia trocar a ingestão de um figo pela sesta da tarde, outra tortura medieval, segundo percebia.
Bife de fígado então, passava longe, só pela semelhança da raíz da palavra.
Na Páscoa, invariavelmente, a tia Dulce de Pelotas, trazia na bagagem figos cristalizados,cuidadosamente acondicionados em caixinhas meticulosamente preparadas, que só faziam o garoto detestar ainda mais a fruta. E a ...
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2 de Outubro de 2009 - 15h25 |
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Dormir junto e ser gaúcho |
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Duas semanas atrás, foi lembrado o aniversário de Lupicínio Rodrigues, grande compositor gaúcho de sambas, como definem as informações acessíveis na internet. Lupicínio é uma antiga prova de que os músicos gaúchos vão muito além das suas raízes culturais, dos vanerões, xotes, milongas e outras composições tipicamente regionalistas. Lupi,como era conhecido, frequentou rodas de samba com Pixinguinha, apenas o autor de Carinhoso, só pra dar uma ideia, quando a alternativa mais segura de chegar ao Rio de Janeiro era o navio.
Daqui, foi cantado por sambistas de todo país, de Elis, pra citar uma gaúcha, à Beth Carvalho, Jamelão, Elza Soares, Alcione e Clara Nunes. Foi responsável por com...
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23 de Setembro de 2009 - 14h31 |
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Um kerb,um corpo. |
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-Seu Ildo,é por aqui,ensinava a enfermeira encarregada de receber os idosos,ao pé da escada.
-Desculpe,é que a coluna não ajuda,até parece uma calúnia vertebral,respondeu o novo
residente entre dentes, prensando a dentadura com os maxilares.
-O senhor pode me seguir,quer que eu leve a bengala?Vou lhe encaminhar pro dormitório.
Ao entrar no dormitório principal, Seu Ildo deixou escapar no semblante um leve
sorriso de malícia entre indignado e surpreso:
-mas é todo mundo junto,junto até com as meninas?
-É,sim,a diretoria acredita que não aconteça mais nada nessa fase da vida.
-Como é que eu vou fazer na hora de trocar o pijama,ou as fraldas?inquiriu o homem. ...
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16 de Setembro de 2009 - 13h47 |
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Crônica crônica |
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Há muitas controvérsias que cercam a elaboração de um texto agradável de se ler.
Acompanhe este brainstorm* inconfidente e verídico.
-Ah,eu acho que se o cara que escreve é bom, sempre é gostoso de ler. Mas essa é só a minha opinião....
-Tem que ter grife.Se não, não cola. Ninguém lê autor desconhecido.
-Mas se fosse assim, como teria sido a primeira vez daquele escritor gaúcho,cujo
filho também escreve bem pra caramba....Ha,ha,é como pedir o primeiro emprego, quando te perguntam se você tem experiência.
-Nada a ver.Se o assunto não for interessante,pode até ser aquele poeta gaúcho
imortal, de quem todos lembramos o nome e que adora passarinho.Fumava o tempo todo,...
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8 de Setembro de 2009 - 11h59 |
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Socorro, me chama um vendedor |
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Algumas pessoas nascem com o dom de fechar negócios.Muitas vezes mesmo não sabendo muito a respeito dos produtos que representam, tem a capacidade de tirar o pedido, como se dizia.É o carisma que faz o cliente assinar naquele espaço que indica quem vai pagar a conta.Outras tantas vezes é a credibilidade, construída ao longo de uma vida, que sustenta a repetição de vendas com sucesso: imóveis, automóveis,colchões, computadores, o que for. Estar no lugar certo, na hora certa, também falam alto.O que me espanta é que ao mesmo tempo em que essas pessoas são tão raras, as mesmas parecem não se sentir muito à vontade para estampar em seus cartões de visita a palavra Vendedor, abaixo do nome.Surgir...
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1 de Setembro de 2009 - 10h37 |
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Vale a pena omintir? |
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Primeiro vamos dissecar a nova palavra: omintir não é exatamente mentir, apenas omitir a verdade em sua totalidade. Não chega a ser um pecado, porque supostamente os omintirosos creem que a pena por omintir, seja mais branda e não cause dano maior ao omintido. Omintir é poupar alguém da devastação catastrófica provocada pela verdade nua e crua, que pode até vir a não se consumar completamente, como no exemplo que segue, mas pode contribuir seriamente com seu irrecuperável prejuízo:
-"Amor, hoje à noite vou sair pra jantar com a turma do escritório. A galera vai comemorar a conquista de um cliente novo. Vou chegar meio tarde. Saio direto do escritório. Não me espera."
Até aí...
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25 de Agosto de 2009 - 13h41 |
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O cinema como arma |
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Desde garotos, fomos"ensinados"por uma das mais fortes indústrias norte-americanas, a diferenciar bonzinhos de mauzinhos.
Poderia afirmar que, se não se constituiu na mais letal das ferramentas do arsenal bélico estadunidense, o cinema sempre foi a arma mais efetiva. Lavava mentes ao invés de roupa suja, fora de casa.
Me lembro das primeiras matinês que frequentei quando criança-os seriados-episódios semanais que nos mantinham conectados ao próximo fim-de-semana, e enfocavam basicamente o conflito dos corretos cidadãos brancos no enfrentamento aos vilões indígenas, que nem armas de fogo tinham, apenas machadinhas tomahawk, arco e flechas envenenadas. Mas eram invariavelment...
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18 de Agosto de 2009 - 17h10 |
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A felicidade é e não está |
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Assim como qualquer ser humano ao ser perguntado corriqueiramente pelo usual, -tudo bom?- responde invariavelmente de forma positiva, todos nós estamos nos acostumando irreversivelmente a reduzir a felicidade a um momento e não mais a uma existência.
Parece que confundimos o caráter pleno do que a felicidade significa, ou não a encontramos mais,ou ainda simplesmente a atribuímos apenas a efêmeros momentos felizes.
É comum ouvir, "acabo de fechar um contrato com a empresa x e estou muito feliz", quando a correta expressão seria "estou muito contente", que define um instante mais fugaz da nossa vida. "Ganhei a passagem para a Europa e estou muito feliz". De novo a palavra co...
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18 de Agosto de 2009 - 16h52 |
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Mudança, nada mais permanente |
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Durante toda minha vida, as mulheres que mandaram em mim, não permitiam que eu fizesse xixi no banho, com exceção da minha mãe, que me deixava fazer quase tudo o que eu quisesse.Vamos combinar que elas tinham razão.Cheiro de urina no banheiro não recomenda. Mas confessemos, que poucas coisas na vida são mais irresistíveis. Fazer xixi no box, não o do estacionamento, é quase uma imposição.Quando o decidido jato de água quente do chuveiro, toca nossa espinha dorsal ao amanhecer dessas geladas manhãs de inverno, é quase incontível ceder à essa inofensiva tentação. Principalmente quando a próstata já não está mais em condições de dar a melhor resposta.
Qual não foi minha surpresa, quand...
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6 de Agosto de 2009 - 14h34 |
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Os Beatles não estão mais em Liverpool |
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Em 1986 conheci Liverpool, terra que Lennon, McCartney, Ringo e George, tombaram para o patrimônio histórico mundial.
Para situar o leitor, a dissolução dos Beatles tinha ocorrido há mais de 15 anos e Lennon fôra assassinado em frente ao prédio em que morava, o Edifício Dakota, em Nova Iorque, havia seis anos. Seu último LP(long-play) de vinil, óbvio, Double Fantasy, em que dividia a foto de capa com Yoko, ainda ribombava como um estribilho empoeirado pelas ruas da cidade portuária.
Nos anos 80, o tempo andava mais devagar. Nada que se possa comparar com a velocidade de hoje que consome o que vier pela frente. Já nessa época não se sentia mais uma atmosfera Beatle na cidade...
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5 de Agosto de 2009 - 16h22 |
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Erros dublados |
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É frequente os melhores tradutores tropeçarem nos chamados falsos cognatos, palavras que me acostumei a chamar de Denorex, aquele que parece, mas não é. Há alguns bons anos havia um comercial que rolava na TV, sobre um produto para eliminar a caspa. Parece remédio mas não é, dizia a chamada. Denorex iniciou a era dos shampoos anticaspa com este bordão.Hoje todos anticaspa, são xampus.
Para aqueles que ao mesmo tempo em que leem as legendas, prestam atenção ao que se diz, criei esse pequeno dicionário-macete emergencial, que segundo minha avaliação, envolve as situações mais ORDINARY(comuns) e às vezes constrangedoras, no dia-a-dia dos tradutores, intérpretes, dubladores e por consequênc...
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29 de Julho de 2009 - 10h55 |
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Dj Mad Max |
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As madrugadas de domingo tem sido ilustradas pelo sinistro Dj das ruas. Ambulante, inaugura uma nova forma de comunicação que transforma o sono dos pobres moradores dos bairros residenciais da cidade, numa insônia discotecária, transtornando suas rotinas de fim-de-semana. Dj Mad Max repete comportamentos especiais, pois surge invariavelmente depois das 4 da manhã, perambulando com seu veículo, até encontrar um lugar aparentemente seguro para demonstrar seu amor pela namorada loira, que veste um insinuante traje invernal vermelho. Ao ritmo do bate-estaca, imprime àqueles momentos, a audácia de que só os amantes furtivos e arriscados podem desfrutar.
Encará-lo seria uma tolice insens...
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22 de Julho de 2009 - 10h56 |
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Parente é serpente |
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Antes de começar a ler, deixe que eu lhe recomende o filme de 1993,Parenti Serpenti. Sem ver o filme, fica até meio solto debater o texto que segue. Embora os filmes do tal cinema-arte europeu, com raras exceções, não estejam entre as minhas preferências-, sou adepto do cinema americano tipo tiro-na-cara do Clint Eastwood, meu atual ídolo da sétima arte, como ator, diretor, jazzista e até prefeito, -este filme italiano merece duas horas da sua dedicação. Trata sobre o assunto que trago.
Minha teoria é de que os parentes,ajudam a desfazer as relações, sejam elas matrimoniais ou apenas de amizade. Destruir, mesmo. O que acontece? Quando duas pessoas se apaixonam ou se identificam, de...
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20 de Julho de 2009 - 10h1 |
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Comunicar sem vícios |
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Sou um apreciador contumaz das mudanças de linguagem física e oral que o povo adota. Afinal, de certa forma, vivo disso, desse tipo de observação apurada e detalhista dos comportamentos. Na esteira do veja bem, do com certeza, do olha só, do então tá...de uns tempos para cá, cerca de dois anos e meio, passaram a figurar no dia-a-dia das pessoas, com intensidade fora do normal me parece, o entendeu ? como apêndice das teses e o entendi como substitutivo do sim ou do claro ou ainda do ahã, principalmente nas conversas telefônicas, onde alguém recebe determinada informação e dá conta de que está ligado, prestando atenção e principalmente"captando a mensagem". Entendi, entendi, dizem. Às vezes,...
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10 de Julho de 2009 - 15h1 |
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Síndrome de Teamwork |
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Trabalho em equipe é o nome do novo modismo que a gestão empresarial insiste em glorificar. Sim, porque honestamente, espero que ele, como todo modismo, cíclico, não tenha vindo para ficar. A síndrome de Teamwork, como ousei chamar, parece que assola os meios empresariais de forma crônica e letal, pois seu pior sintoma aflora quando simplesmente ninguém mais tem pulso para decidir.
É muito comum se ouvir, "já está tudo aprovado, mas antes de liberar tenho que ter a conivência do Fulano". Não é por outra razão que de uns 15 anos para cá, todas as decisões tomam mais tempo e nem por isso são mais acertadas. Acabam por vir à ponta dos processos diretivos, de forma disforme, insípidas e...
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10 de Julho de 2009 - 11h16 |
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Game over para o nepote |
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Se alguém desconhece o significado e a origem da palavra nepotismo, não sairá dessa coluna sem sabê-lo. Em 2003, depois de uma frustrada apresentação de uma campanha publicitária para um prospect, criei a figura do "sobrinho que mexe com Corel", hoje bastante difundida no meio publicitário. Embora tida como órfã, essa personagem foi criada num momento de devolução de um cliente, que tinha amado a nossa proposta de trabalho, estava se valendo da oportunidade para parabenizar efusivamente toda a nossa equipe pelo projeto, mas não contava, segundo ele justificava, na época, com os recursos necessários para colocar em prática aquele planejamento.
Foi quando então, eu, entre incrédulo e ...
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7 de Julho de 2009 - 13h2 |
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Mãos limpas, lenços nem tanto |
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Há algumas semanas fui assistir ao show do cantor Leonardo no Teatro do SESI. Já com a sala escura, sentou-se ao meu lado um cara de meia-idade, calvo, bem apessoado, elegantemente trajado, perfume caro, acompanhado da sua mulher. Tirou do estojo de couro uma digital bem moderninha e fez a clássica autofoto do casal romântico no show dos seus sonhos.
O casal sabia de cor todas as letras do cantor, embora que fossem afinados já seria pedir demais. Apresentado o primeiro sucesso, o moço teve um acesso de espirros. Foram quatro numa só tacada. Mas o pior estava por vir: sem poder contar com a ajuda do anacrônico lenço de tecido,espirrava nas próprias mãos unidas em concha e depois esfr...
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3 de Julho de 2009 - 8h51 |
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Michael, o astronômico |
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Há 50 anos, nos primeiros minutos da madrugada nevada de 3 de fevereiro de 1959, um avião carregado de notas musicais estridentes caiu num milharal nos Estados Unidos matando de uma só vez três das mais promissoras carreiras do rock americano: Buddy Holly, Richie Valens e JP Richardson, o Big Bopper. Os três saíam de uma mesma apresentação e o destino os levou juntos, a centenas de quilômetros por hora, ao mesmo lugar.
Cartaz do tríplice show em Clear Lake, Iowa
A data mereceu o batismo de - O DIA EM QUE O ROCK MORREU - tal o impacto do acidente na pauta da mídia. No ano anterior, por obra Divina, a família Jackson, nos arredores de Chic...
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