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Mundo | quinta-feira, 11 de março de 2010 - 18h58 |
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| Nova queda-de-braço entre governo e sindicatos paralisa Grécia |
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| País passou a quinta-feira sem transporte e sem serviços, afetando as principais cidades gregas. |
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Grécia - A terceira greve geral contra o plano anunciado pelo Governo da Grécia em fevereiro para salvar a economia deixou o país sem transporte e sem serviços nesta quinta-feira, afetando as principais cidades.
A greve de 24 horas foi convocada pelos maiores sindicatos dos trabalhadores do país contra o plano de austeridade fiscal.
Cerca de 50 mil pessoas, segundo os sindicatos, e 15 mil, de acordo com a polícia, foram às ruas da capital Atenas convocadas por três grandes centrais de trabalhadores, um número modesto se for levado em conta o total de filiados (aproximadamente 500 mil).
"Não passarão (as medidas)", dizia um dos cartazes exibidos por manifestantes que viram o valor do pagamento de suas horas extras ser reduzido em 30%.
"Não vamos tolerar a perda de direitos salariais que temos há décadas", disseram hoje à Agência Efe líderes do principal sindicato dos trabalhadores, o Gsee.
"Queremos trabalho e futuro", lia-se em outro cartaz dos estudantes de colégios técnicos, perante a ameaça crescente de desemprego, e em outro podia ser lido: "Que a crise seja paga pelos que a causaram... a plutocracia".
Durante os protestos de hoje, que aconteceram em frente ao Parlamento, houve confrontos entre grupos radicais e policiais.
Várias agências bancárias, lojas e fachadas de hotéis foram danificadas pelos ataques de um grupo de 200 pessoas encapuzadas, que enfrentou a polícia com pedras e fogos de artifício.
Os agentes responderam com o lançamento de gás lacrimogêneo e detiveram pelo menos 20 manifestantes.
Desde as primeiras horas da manhã, as ruas centrais da capital grega ficaram cheias de veículos privados e táxis, pois todo o transporte público está parado. Apenas o trem de superfície funcionou, mas por poucas horas.
Todos os aeroportos, incluindo o internacional de Atenas, permanecem fechados desde a meia-noite (horário local), o que causou o cancelamento de centenas de voos e a modificação dos horários de diversos outros, por conta da participação dos controladores aéreos nos protestos.
Os navios e os serviços de trens estão parados, os hospitais e os serviços de administração de luz, telefonia e água funcionam com pessoal de emergência. Inúmeras agências bancárias trabalham com efetivo reduzido e as escolas foram fechadas.
Também não abriram hoje os escritórios de serviços estatais, enquanto os veículos de informação transmitem apenas músicas e programas de entretenimento, já que os jornalistas também aderiram à greve.
Os sindicatos protestam contra cortes nos salários dos trabalhadores e o aumento de impostos decidido pelo Governo grego para economizar 4,8 bilhões de euros, buscando reduzir ainda neste ano o déficit em 4%, para deixá-lo em 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
As medidas de adotadas pelo Executivo do primeiro-ministro Yorgos Papandreu, foram aprovadas pela Comissão Europeia, que supervisiona estreitamente seu cumprimento para que o país se salve da falência.
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Tags/ palavras-chave: desemprego, telefonia, crise, economia, Produto Interno Bruto, água, sindicato, transporte público, greve, gás, ataques, aeroportos, lançamento, polícia, impostos, trabalho |
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