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Violência - 14/02/2010 00h24
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Situação com refém em Canoas segue sem solução

Familiares, amigos, uma advogada e dois negociadores da BM conversam com o vigilante.


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Da Redação

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Situação de cárcere privado em Canoas ainda não tem resolução
Situação de cárcere privado em Canoas ainda não tem resolução

Canoas  - Já completou mais de um dia a situação com refém em Canoas, em que um vigilante ameaça sua ex-esposa de morte. Familiares, amigos, uma advogada e dois homens da BM negociam diretamente com Rodrigo Leandro Luz, de 30 anos, que mantém sua ex-esposa, Josiane Pontes, de 29, como refém na casa dela, no bairro Guajuviras.

As negociações ocorrem através de uma janela, com cortinas fechadas. Já foram chamados para o local dois primos e uma amiga íntima de Luz, além de sua psiquiatra, de acordo com o major Eduardo Amorim. Para a amiga, referida pelo primeiro nome, Beth, ele disse que seu objetivo era matar a ex-esposa e que teria uma pistola calibre 38 engatilhada e apontada para o peito da mulher. Devido à pequena visibilidade, não se sabe em que cômodo da casa os dois se encontram.

A psiquiatra

No início da tarde, o vigilante conversou durante 23 minutos com sua psiquiatra, que está no local do cerco ajudando nas negociações. Segundo vizinhos, Luz seria um homem muito ciumento e não aceitaria o rompimento de sua relação com Josiane, de quem está separado há três meses. A polícia chamou uma advogada de defesa para dar mais segurança à rendição do vigilante, que está muito transtornado. A casa continua com abastecimento de água e energia elétrica.

Os filhos

O ex-marido de Josiane liberou pela manhã os dois filhos, uma menina de 7 anos e um menino de 11, mas ainda tem em suas mãos a ex-esposa. De acordo com o subcomandante da Brigada Militar (BM), coronel Jones Calixtrato Barreto dos Santos, Luz apresenta quadro depressivo, está muito desequilibrado emocionalmente: ora diz que vai se entregar e ora afirma que matará sua refém e se matará em seguida.

O quarteirão isolado

Na residência vizinha, encontram-se pai e filhos da vítima. A mãe e o compadre do vigilante também tentam auxiliar o Gate. A movimentação da imprensa é constante, mas o quarteirão onde se concentra o cárcere privado está isolado. A população local se aproxima o quanto pode - muitos se dizendo preocupados com a situação.

Com informações das repórteres Cláudia Boff e Lílian Patrícia, do Diário de Canoas

Foto: Vinícius Carvalho/GES






4 Comentários
eduardo antunes
Novo Hamburgo, 16/02/2010 às 00:09
A justiça precisa coroar com exito o trabalho da polícia, pois caso contrário dara chance a esse (...)de consumar o que hoje se conseguiu evitar. Vide exemplo da cabeleireira executada a dias atras pelo ex marido.
eduardo antunes
Novo Hamburgo, 15/02/2010 às 23:59
Todo trabalho exitoso da polícia gaúcha deve ser elogiado, pois acompanhei alguns momentos junto a familiares e policiais, credite-se a eles duas vidas salvas, amigos e familiares agradecem.
Édison
Novo Hamburgo, 14/02/2010 às 09:31
Resolução ou solução? Prezado internauta: neste caso, o correto é solução. Obrigado pelo contato, a correção foi feita.
Diego
Porto Alegre, 14/02/2010 às 08:53
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