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Violência - 14/02/2010 13h31
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Continua o jogo de paciência e diálogo no Guajuviras, em Canoas

Cárcere privado mantido por vigilante dura quase 40 horas, mas ele não ameaça mais matar ex-mulher.


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Marcela Brown/Da redação

Foto: Marcela Brown/Da redação
Continua o jogo de paciência e diálogo no Guajuviras, em Canoas
Continua o jogo de paciência e diálogo no Guajuviras, em Canoas

Canoas  - A expectativa de que o vigilante Rodrigo Leandro Luz, 32 anos, viesse a se entregar até o final da manhã deste domingo foi frustada pela exitação do sequestrador. Ele pede tempo para pensar, recua, volta a declarar que irá se render e logo depois desiste da rendição. No entanto, ele teria cessado as ameças de matar a ex-mulher.

E é por meio de um jogo de paciência que o Grupo de Ações Táticas Especiais da Brigada Militar mantém um diálogo aberto e uma relação de confiança com luz. O major Eduardo Amorim, que atua desde a madrugada deste domingo nas negociações de libertação da refém, Josiane Pontes, 29, está otimista e acredita que a situação terá um desfecho pacífico.

Segundo ele, Rodrigo está atendendo todas as ligações da BM e dos familiares e, embora abalado emocionalmente, não demonstra cansaço em sua voz. Ele já está há mais de 40 horas sem dormir. Já sua ex-mulher, que ele mantém como refém desde a noite de sexta-feira, teria dormido durante toda a noite com a sua permissão.

Ainda conforme informações passadas pelo major, a situação está mais tranquila de ser negociada hoje, quando a tendência é que o sequestrador se entregue a qualquer momento.

Inconformado com o fim do seu casamento de 13 anos, Rodrigo Leandro Luz foi à casa da ex-mulher, ameaçando-a matá-la com um revólver calibre 38 e fazendo-a refém. Os filhos, uma menina de 7 anos e um menino de 11, também chegaram a ficar presos com o pai na casa da mãe, mas foram soltos no começo da manhã de sábado.

Apesar da demora nas tratativas da libertação de Josiane e rendição de Luz, o major avalia que o tempo está a favor do Gate. "Nós ganhamos tempo, porque ela não foi morta e estamos dialogando para que os dois saiam com vida da casa", explica Amorim.

Desde ontem, o cárcere fechado está cercado pela polícia e uma equipe de gerenciamento de crise está instalada na residência vizinha. A Brigada Militar alerta que qualquer pessoa que possa ajudar nas negociações vá ao local se juntar ao grupo. Além de policiais, há 12 pessoas de plantão no local, entre familiares e amigos, dispostos a participarem dos diálogos.

Por enquanto, a confinada e o sequestrador teriam recebido apenas pão com margarina para comer. O abastecimento de água e energia elétrica funciona normalmente no cárcere privado. Duas ambulâncias estão de plantão junto à operação do Gate.

Foto: Vinícius Carvalho/GES

Com informações da repórter Lílian Patrícia, do jornal Diário de Canoas






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