22 de Junho de 2012 - 09h17

Humor com dilemas do amor é nesta sexta-feira no Teatro Feevale

Comédia de Mônica Martelli aborda questões cotidianas das mulheres

Tuani Mallmann/Da Redação
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Foto: Lívio de Campos/Divulgação

Novo Hamburgo  - O sucesso da peça é incontestável, e a autora e atriz de Os Homens são de Marte... E é pra lá que eu vou! afirma que isso só acontece pela quantidade de histórias verdadeiras que a comédia carrega. “Tudo o que eu já havia passado foi para o palco”, justifica Mônica Martelli. A personagem Fernanda, de 38 anos, é uma jornalista solteira que trabalha com eventos e organiza casamentos. Em uma constante busca pelo amor, ela enfrenta diversos tipos de relacionamentos, com vários tipos de homens. E a cada tentativa a personagem acha que pode ser o seu grande amor.

O grande dilema vivido por tantas mulheres que buscam uma paixão sobe ao palco do Teatro Feevale nesta sexta-feira. Assinando o texto da história, Mônica chega a Novo Hamburgo para criticar, de uma forma bem-humorada, o comportamento e alguns valores da sociedade. A montagem tem direção de Victor Garcia Peralta e também será apresentada em Porto Alegre nos dias 23 e 24.

Confira abaixo a entrevista da atriz ao Jornal NH:

Jornal NH – A peça é de sua autoria. Quanto do roteiro é espelhado em sua vida?
Mônica Martelli-
Muita coisa. Quando escrevi a peça eu estava solteira. Deixei ela muito tempo na gaveta, e quando estreei o espetáculo eu já estava namorando. Isso inclusive me deixou apreensiva, se a peça ia funcionar ou não. Tudo o que eu já havia passado foi para o palco. Muito do sucesso da trama é por isso, porque eu vivi e senti na pele. Tudo que uma mulher solteira passa eu já passei também.

Jornal NH– Seguindo a história da peça, você acredita que dá para viver os dramas do amor com humor?
Mônica -
Eu acho que quando a gente está vivendo a dor de um fim de relacionamento ou de uma paixão não correspondida, a gente não se diverte não. Na hora da dor não conseguimos fazer piada, mas depois sim. Depois é a hora de fazer piada com o que já passou, rir das nossas próprias histórias.

Jornal NH – Qual conselho você daria para mulheres solteiras que estão desesperadas atrás de um grande amor?
Mônica -
Acho que um problema sério é quando começamos um relacionamento já com muita expectativa. O homem sente isso, e pra ele é assustador. Não é que falta homem no mercado, é que as gerações não evoluem, nada vinga. É daí que vem toda essa insegurança feminina. A mulher romantiza demais as situações, então o melhor conselho é: calma. Cuidado com as expectativas em excesso. Fiquem calmas que o amor vem na hora certa, na hora que tem que vir. Sejam otimistas, o amor acontece.

Jornal NH – De todas as neuras femininas sobre o amor, qual é que você acha a mais errada?
Mônica -
O maior erro das mulheres é querer mudar o companheiro. Hoje em dia somos mulheres independentes e achamos que por isso podemos ser cada vez mais exigentes. Claro que devemos saber o que queremos e buscar isso, mas não podemos tentar mudar os homens. O maior segredo de uma relação é você respeitar as diferenças, assim não há erro. Controlem a ansiedade e o desespero!

Jornal NH – As mulheres tem muitos medos na hora da conquista. E os homens? Como você retrata isso na peça?
Mônica -
Eu interpreto diversos homens na peça, e Fernanda se apaixona por todos eles. Um é o conquistador, outro político, tem o alternativo do sul da Bahia, o amigo gay, entre outros. A personagem se apaixona por todos eles, fica com todos eles, mas no fim perde o encanto e dispensa todos. Ela se envolve e depois o castelo vai desmoronando. Mas claro que, quando não acontece é porque não é pra acontecer. Quando é pra ser a coisa flui, tudo combina. A peça pode ser voltada para as mulheres, mas não falamos mal dos homens e eles adoram o texto!

Jornal NH – Nestes anos todos em cartaz você mudou algo no texto da peça?
Mônica -
As vezes algumas piadas são adaptadas para algumas cidades, mas fora isso, não mudei nada. A peça é tão enxuta, tão atemporal, que vai continuar atual por muito tempo. Por falar de amor ela não envelhece e tudo continua igual. Tudo que eu passei quando estava solteira todo mundo passa. O sucesso da peça se deve ao fato de ela ser muito verdadeira.

Jornal NH - Você já pensou em transformar a peça em livro?
Mônica -
Sim, inclusive tenho contrato assinado com a editora Record, mas eu é que estou atrasada com isso (risos). Vou tentar lançar o livro quando o filme sair. As gravações começam no ano que vem.

Agende-se:

O quê: Os Homens são de Marte... E é pra lá que eu vou!
Quando: hoje, às 21 horas
Onde: Teatro Feevale (RS-239, nº 2755 – Novo Hamburgo – Campus II)
Classificação: 14 anos
Ingressos: frisa 40 reais, balcão nobre 50 reais, plateia 70 reais e camarote 90 reais. 10% de desconto para titulares do Cartão do Assinante NH e um acompanhante; 10% de desconto para estudantes, professores e funcionários da Universidade Feevale e um acompanhante.
Pontos de venda: no Câmpus II da Feevale, Prédio 5, Convivências, 2º andar – informações pelo telefone 3271-1208; Loja Colombo: Rua Pedro Adams Filho, 5273; Bilheteria do Teatro do Bourbon Country: Av. Túlio de Rose, nº 80 / 2º andar; Telentrega Ingresso Show: 8401 0555; Site: www.ingressorapido.com.br (a compra pode ser feita até duas horas antes do evento)

Tags/ palavras-chave:
filme , nua , casamento , relacionamento , teatro , solteira
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