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Publicado em 15/10/2014 - 10h05
Última atualização em 15/10/2014 - 11h14

Deflagrada operação contra a pornografia infantil no País

Polícia Federal rastreou o ambiente conhecido como Deep Web, onde os usuários divulgam conteúdos de forma anônima

Porto Alegre – A Polícia Federal deflagra, nesta quarta-feira (15), a operação Darknet, que tem por objetivo confirmar a identidade de suspeitos e buscar elementos que comprovem os crimes de armazenamento e divulgação de imagens e abuso sexual de crianças e adolescentes. Estão sendo cumpridos mais de 100 mandados de busca, de prisão e de condução coercitiva em 18 estados, inclusive no RS, e no Distrito Federal, com a participação de mais de 500 policiais federais.

Pela primeira vez em operações de combate à pornografia infantil, a Polícia Federal rastreou o ambiente conhecido como Deep Web, considerado um meio seguro para que usuários da internet divulguem anonimamente conteúdos variados. A arquitetura desse ambiente impossibilita a identificação do ponto de acesso (IP), ocultando o real usuário que acessa a rede. Através de metodologia de investigação inédita e ferramentas desenvolvidas, os policias conseguiram identificar mais de 90 usuários que compartilham pornografia infantil. Até o momento, somente as polícias dos Estados Unidos e da Inglaterra realizaram investigações de crimes praticados através da Deep Web.

No decorrer da investigação iniciada há um ano, pelo menos seis crianças foram resgatadas de situações de abuso ou do iminente estupro, em diversos locais do Brasil. Em um dos casos, um pai relatava que iria abusar da filha assim que ela nascesse. Nesses episódios, foi possível evitar que as crianças permanecessem ou se tornassem vítimas. Quatro investigados foram presos. 
 
A Operação Darknet foi deflagrada simultaneamente por 44 unidades da Polícia Federal no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. As informações obtidas durante as investigações que envolvem suspeitos de outros países foram repassadas para autoridades de Portugal, Itália, Colômbia, México e Venezuela.

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