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Notícias | País Lava Jato

Okamotto viabilizou lavagem de dinheiro da OAS, diz jornal

Segundo O Estado de S. Paulo, relatório da investigação diz que o ex-presidente do Sebrae intermediou a armazenagem dos bens de Lula com dinheiro da construtora

Última atualização: 06.03.2016 às 18:34
Relatório da Procuradoria da República juiz federal Sérgio Moro afirma que o presidente do Instituto Lula e ex-presidente nacional do Sebrae, Paulo Okamotto, "viabilizou, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016, a lavagem de R$ 1.292.210,40 do dinheiro da OAS em favor de Lula", informa o jornal O Estado de S. Paulo. O valor é referente a cinco anos de pagamento do aluguel de dez guarda-móveis usados para armazenar objetos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois que ele deixou o Palácio do Planalto, em 2010.

O jornal teve acesso ao documento assinado por 11 procuradores da força-tarefa da Lava Jato, onde se lê: “Não pairam dúvidas sobre a atuação ilícita de Paulo Tarciso Okamotto na viabilização do custeio pela OAS do armazenamento de bens pessoais de Lula junto à Granero Transportes”. Segue o documento: “A investigação colheu evidências de que a OAS também repassava vantagens indevidas a Lula por meio de pagamento de contrato de armazenagem de bens pessoais junto à Granero Transportes, com adoção de medidas de ocultação de origem e propriedade dos bens para fins de conferir aparência lícita ao repasse de valores provenientes de infrações penais praticadas no âmbito da Petrobrás”.
Em nota, o Instituto Lula sustenta que a mudança do ex-presidente "como ocorre com todos os ex-presidentes, foi providenciada pela Presidência da República. A maior parte foi levada para uma empresa de guarda-móveis, parte para o apartamento de Lula em São Bernardo e parte para o Sítio Santa Bárbara, com anuência dos proprietários".
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