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Avião da Chapecoense tinha excesso de peso e plano de voo irregular

A conclusão das autoridades colombianas para a queda do avião possuem apenas algumas diferenças em relação à versão boliviana

Última atualização: 26.12.2016 às 16:00
Divulgação
Foto divulgada instantes antes do embarque na aeronave da LaMia em Santa Cruz de La Sierra
Autoridades colombianas divulgaram na manhã desta segunda-feira (26) um relatório sobre o acidente com o avião da Chapecoense que deixou 71 vítimas na Colômbia. Por meio de gravações de voz do avião, os oficiais da Aeronáutica Civil explicaram detalhes da queda. "A aeronave tinha um peso superior ao permitido nos manuais", afirmou o coronel Freddy Augusto Bonilla, secretário de segurança da Aeronáutica Civil da Colômbia. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
As autoridades ainda culpam a chamada Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia (AASANA) por ter aprovado o plano de voo da Lamia. De acordo com o coronel Bonilla, o piloto Miguel Quiroga, morto no acidente, tinha consciência de que o combustível não era suficiente. "Eles estavam conscientes da limitação do combustível", afirma.
Ainda segundo a publicação, a conclusão das autoridades colombianas para a queda do avião possuem apenas algumas diferenças em relação à versão boliviana, divulgada há duas semanas: as autoridades da Bolívia culparam o piloto do avião e a companhia aérea LaMia pelo acidente. Foi aberto também processo contra a funcionária do aeroporto de Santa Cruz, de onde partiu o avião, que aceitou um plano de voo com o tempo de voo igual à autonomia, violando normas elementares. O ministro de obras públicas da Bolívia, Milton Claros, foi taxativo. "O que aconteceu neste trágico evento é de responsabilidade direta da empresa LaMia e do piloto". Os bolivianos no entanto, não identificaram o excesso de peso.
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