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Com doença rara, Dudinha lutará pela cura em São Paulo

Tratamento contra a Leucemia Mielodisplasia Juvenil dura um ano, mas cura depende de transplante

Por Jeison Silva
Publicado em: 16.01.2017 às 10:44 Última atualização: 16.01.2017 às 13:42
Paulo Pires/GES
Eduarda e a mãe Eliane partem para São Paulo nesta terça e deixam em Canoas o pai
Nesta terça-feira (17), às 8 horas, quando estiver embarcando para São Paulo, Eduarda Santos de Brito, 3 anos e dez meses, levará nas malas roupas, brinquedos e a esperança de cura. Dudinha enfrenta uma doença rara que nem os próprios médicos entendem direito: Leucemia Mielodisplasia Juvenil. Ao lado da menina, vai a mãe, Eliane Santos de Brito, 36, hoje desempregada. Será uma jornada custosa e desgastante ao Hospital de Câncer Infantil de Barretos, referência no País. Está prevista uma permanência de um a um ano e meio na cidade interiorana, tempo esse que o pai, o mecânico Humberto Ramos de Brito, 42, terá de conviver com a saudade da filha. Ele terá de ficar aqui para trabalhar e garantir as despesas.
A garota do bairro São José, em Canoas precisa de um transplante de medula óssea. Graças a um medicamento moderno, mas caro, essa espera tende a ser menos angustiante. É disponibilizado gratuitamente em SP. “A Azacitidina é um quimioterápico menos agressivo que os outros”, explica Eliane. “Nos EUA, a doença ocorre em uma a cada 20 mil crianças.” A Mielodisplasia é rara no caso dela porque o normal é acometer pessoas na faixa dos 50 anos. “Em geral, são adultos que passaram por quimio ou radioterapia”, conta.
“Os médicos ainda pesquisam o porquê dela aparecer em crianças.” É um corrida contra o tempo até conseguir um doador compatível. “Os pais têm compatibilidade de apenas 50%”, relata a mãe. “A estimativa é de que haja um doador 100% compatível a cada 100 mil pessoas.”
Diagnóstico veio após gripes persistentes
A descoberta ocorreu após episódios inexplicáveis e persistentes de gripe, no ano passado. A médica encaminhou Dudinha para um exame de sangue. “Os leucócitos estavam em 50 mil e o normal é no máximo 10 mil”, recorda a mãe. “A doutora recomendou que a Dudinha fosse para um hospital imediatamente.” A menina ficou internada por dez dias no Hospital de Clínicas. Dudinha estava seguidamente fraca, prostrada e “sem cor”. “Fomos encaminhadas a Barretos para biópsia e outras investigações”, observa.
“O SUS não oferece remédio, a Justiça demora.” A solução foi reunir todas as economias e contar com o centro de apoio aos familiares em SP para terem onde morar. As despesas são inúmeras, desde o transporte à alimentação. O pai não terá condições de visitar a filha durante o tratamento, por falta de recursos financeiros para as passagens aéreas.
Cadastro e 5 ml de sangue
Antes de qualquer coisa, é preciso entrar no cadastro do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Basta retirar 5 ml de sangue. Para fazer isso, compareça em Porto Alegre ao hospital de Clínicas das 8 às 15 horas. No Conceição, 9 às 11 horas e das 14 às 17 horas. Já no Sanatório Partenon é das 8 às 17 horas. É preciso ter entre 18 a 54 anos, com boa saúde.
Doação de medula
Parece algo muito complexo e perigoso doar, mas não é. Se for chamado, depois do cadastro, o que ocorre é assim:
- O procedimento leva em torno de 90 minutos.
- A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas.
- A medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções.
- Há outro método de doação, mas quem decide são os especialistas: Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco circulantes no seu sangue. Após esse período, a pessoa faz a doação por meio de uma máquina, sem anestesia.
Saiba mais
O tesouro que pode curar a Dudinha chama-se medula óssea. No interior dos ossos da bacia (onde ocorre o procedimento) há glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, retirados por punções. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado para as células e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue. Quem puder apoiar a família de alguma forma com as despesas da viagem para São Paulo pode ligar 99647-5665 e falar com Eliane.
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