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Publicado em 15/08/2015 - 17h50
Última atualização em 15/08/2015 - 17h59

Empresa de Lula teria recebido R$ 10 milhões de empreiteiras

Segundo a revista Veja, relatório do Coaf aponta movimentação total de R$ 27 milhões

Agência O Globo

Foto: Ricardo Stucker/Instituto Lula
São Paulo - Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, que teria sido entregue à força-tarefa da Operação Lava-Jato e a que a revista Veja teve acesso, mostra que a empresa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu para gerenciar suas palestras, a Lils, recebeu R$ 27 milhões de abril de 2011 a maio deste ano, sendo R$ 10 milhões de empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras.

De acordo com o documento obtido pela revista, a Odebrecht pagou R$ 2,8 milhões. A Andrade Gutierrez fez dois pagamentos que totalizaram R$ 1,9 milhão para Lils, iniciais de Luiz Inácio Lula da Silva. A OAS repassou R$ 1,4 milhão, a Camargo Corrêa, R$ 1,1 milhão e a Queiroz Galvão, R$ 1,2 milhão (em dois pagamentos).

Segundo a Veja, o Coaf classificou a movimentação financeira da Lils como incompatível com o faturamento. O relatório está em poder dos investigadores da Lava-Jato. Os técnicos do Coaf destacam no documento que aproximadamente 30% dos valores recebidos pela empresa de palestras do ex-presidente foram provenientes das empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras.

Ainda de acordo com a Veja, dos R$ 27 milhões faturados, o ex-presidente investiu R$ 13 milhões em aplicações financeiras e depositou outros R$ 5 milhões em um plano de previdência privada. Também foram feitos depósitos nas contas dos filhos do ex-presidente e na de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula e sócio-administrador da empresa de palestras. 

Entre créditos e débitos, diz a revista, a Lils teve uma movimentação de R$ 52 milhões. A assessoria de imprensa do Instituto Lula não foi localizada para comentar as informações divulgadas pela Veja.

 

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