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Esportes Futebol

Sapucaiense amarga a pior campanha na Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho

Clube coleciona derrotas e já levou 36 gols, o equivalente a una média de mais de cinco por partida

Por Matheus Beck
Última atualização: 18.05.2016 às 17:18
Foto: Diego da Rosa/GES.
Diego da Rosa/GES
Estádio do Sapuca não recebe jogos oficiais
Sapucaia do Sul – Por um detalhe, no ano passado, o Estádio Arthur Mesquita Dias não teve outro dono. Por conta de dívidas, a casa do Sapucaiense chegou a ser leiloada, mas num esforço da direção, que encontrou apoio de um empresário, conseguiu reverter a decisão, liquidar os débitos e manter o estádio para a comunidade do Sapucaiense. Desde então, no entanto, o silêncio impera em suas dependências. O clube não recebe jogos oficiais, o campo apenas abriga os treinamentos de atletas de um time que tem colecionado derrotas na Segunda Divisão do Gauchão.
Sem nenhum ponto no grupo B da competição, a equipe tomou 36 gols em sete partidas, carregando a média de mais de cinco gols sofridos por jogo. O retrospecto do time que foi profissionalizado em 2005 assusta quem acompanha a recente história do clube e grava um capítulo extremamente negativo na camiseta vermelha e preta. O título da Divisão de Acesso em 2007 e a boa campanha na elite gaúcha de 2008 parecem, para os torcedores, muito distante da atual realidade do Sapuca.
Fora de campo, o atual presidente José Luis Reche Christianetti afirma que tudo está sendo resolvido, valores que restam estão sendo quitados e um equilíbrio nas contas deverá ser encontrado. O contraponto da história é a falta de valores para investir no futebol.
Fora de campo
“Conseguimos pagar 80% de todas as dívidas, sendo 100% das trabalhistas que tinham risco de leilão. Ainda restam algumas pendências de credores, mas a situação está equilibrada”, garante Christianetti. Para o presidente, o principal imbróglio é mesmo a inexistência de cifras para contratar. Do atual grupo que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, ninguém recebe salário. “Objetivo é organizar para o ano que vem. Mesmo que eu não esteja no clube, quem chegar terá melhores perspectivas”, projeta.

Formulação do grupo
A ideia para 2016, segundo Christianetti, é manter o futebol do clube ativo. Sem o poderio financeiro, um grupo de dirigentes de confiança do presidente passou a coletar garotos da região. A competição é sub-23, com exceção para três atletas de idade superior. Com isso, os meninos que estão representando o Sapucaiense apareceram sem grandes credenciais.
Decisão equivocada?
Até o momento, a equipe tomou goleadas marcantes. Guarany de Bagé e Rio Grande fizeram oito gols, cada um, no Sapucaiense. Além deles, o Igrejinha obrigou a defesa buscar a bola no barbante por sete vezes. Todos esses resultados são questionados pela torcida que, em alguns casos, preferiria não ter nem entrado na competição. “Evidente que se soubéssemos que teríamos uma participação tão ruim teríamos repensado, mas infelizmente houve problemas de inscrição até pela própria inexperiência de quem estava montando. Se tivesse que optar, não teria disputado. Agora vamos até o final. Essas pessoas estão com o meu consentimento e se propuseram a trabalhar. Se esperava resultado melhor, mas não são culpados, pois não tivemos condições de ajudar”, finaliza.
Pela honra
Ainda restam três rodadas para o término da competição. O próximo jogo é fora de casa, contra o Rio Grande, no próximo domingo. Agora comandados pelo treinador Bruno Saimon, os garotos jogarão pela honra do clube, já que, não resta mais nada para o time na Segunda Divisão estadual.
Mancha histórica
Os elásticos placares e a surpreendentemente negativa campanha devem ficar marcados como o maior revés da história do clube. “Não queríamos que tivesse acontecido. É claro que mancha a história do clube. Foram desastrosos, mas nem por isso existem culpados. Ou melhor, se existe, somos nós da diretoria e os que passaram pelo clube e deixaram dívidas quase impagáveis”, lamenta Christianetti.
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