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Notícias | Região São Leopoldo

Museu Histórico de São Leopoldo na estrada e rumo às escolas

Projeto piloto entrou em prática em instituição no bairro Feitoria

Por Alecs Dal'Ollmo
Publicada: 18.10.2016 às 08:38
Alecs Dall'Olmo/GES
SELEÇÃO: diretor do museu fez a seleção das imagens e textos para o projeto
Que tal ajudar a levar o museu até uma escola? A direção do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo está colocando em movimento o projeto Leve o Museu a uma Escola. E antes mesmo de conseguir parceiros da iniciativa privada ou até apoios de cidadãos, principalmente para o transporte do acervo escolhido para a iniciativa, o projeto já entrou em trânsito. Foi uma experiência piloto justamente para deixar claro que a ideia é fazer e levar para dentro das escolas um pouco da história e da memória que ajudaram a formar o Vale. A primeira parada envolveu a Escola Emílio Meyer, no bairro Feitoria. A estrutura, que ficou na escola volta nesta semana para o museu. A apresentação da mostra na escola contou com a participação especial do historiador Rodrigo Luis dos Santos e Elisandra Brandão, que integra a equipe do museu.
Para iniciar a ação o diretor do museu, Giovanni Mesquita do Estreito, escolheu levar para a escola parte do acervo da mostra O Milagre do Vale: A epopeia de um povo, que foi organizada Henrique Prieto (1938 – 2015). “A mostra tem mais de cem painéis. Trata-se de um trabalho monumental do Prieto. São textos, fotografias, gravuras. Fizemos um recorte, algumas atualizações em relação a dados, mas o essencial está presente, que é a pesquisa histórica. Queremos destacar a importância desse patrimônio que é a memoria.”
A ideia é justamente mobilizar apoiadores para seguir com o projeto em outras escolas. E com isso aumentar as pessoas com acesso as informações do museu, da imigração alemã, de como iniciou a cidade e a região. Ampliar o acesso a memória que somos feitos. E a ideia de recuperar e colocar novamente em evidência O Milagre do Vale já é uma maneira de instigar novas gerações a conhecer e se aventurar em expedições na história ou mesmo nas estradas, vales, rios, montanhas e matas.
O Milagre do Vale
mostra O Milagre do Vale
A epopeia de um povo tem 250 textos e 360 fotos, divididos em mais de cem painéis. Esses painéis foram compostos a partir 1972, tendo como objetivo inicial os eventos comemorativos do sesquicentenário da imigração alemã no Rio Grande do Sul, que ocorreriam em 1974. Conforme dados do Museu Visconde, a exposição foi toda constituída com imagens em preto e branco. A mostra foi fruto de grande esforço de pesquisa historiográfica e iconográfica o que faz com que, mesmo tendo sido feita há tanto tempo, seus dados são de interesse atual. Nela os visitantes poderão absorver boa parte deste relato, através da saga que envolveu a chegada dos colonos germânicos e a posterior fundação e evolução da cidade de São Leopoldo.
Alecs Dall'Olmo
A ideia é justamente mobilizar apoiadores para seguir com o projeto em outras escolas
O projeto
O Projeto Leve o Museu a uma Escola tem a finalidade de levar à comunidade estudantil e seus familiares, um pouco do trabalho desenvolvido no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. A iniciativa também ajuda a concretizar parte da missão do Museu Histórico que é expor o seu acervo e difundir a memória da nossa história. O período de permanência da Exposição será definido com as escolas interessadas. Interessados em conhecer melhor o projeto e principalmente em apoio podem entrar em contato com a direção do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (Avenida Dom João Becker, 491, Centro, São Leopoldo) e pelos telefones 3592-4557 ou 3592-3984.
Alegria e orgulho
Na Escola Municipal Emílio Becker é possível conhecer os painéis que contam a história de São Leopoldo. A supervisora escolar Regina Reitter reforça que receber a exposição é motivo de alegria e orgulho. “Aproxima a comunidade da história da nossa cidade. Muitas vezes as famílias não conseguem ir até o Museu, assim fica muito mais fácil.” Regina explica que foi através da mãe de estudantes da instituição, que a mostra tomou forma. “A Elisandra Brandão que intermediou e ficamos muito agradecidos por isso. É a primeira vez que isso acontece”, comemora.
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