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Notícias | Região Esteio

Grafiteiros transformarão muro de cemitério em painel de arte a céu aberto

Até domingo (20) serão produzidos 56 grafites no Cemitério Dois de Novembro, em Esteio

Por Renata Strapazzon
Última atualização: 18.08.2017 às 14:07

Diego da Rosa/GES
Pedro Benjamim Ferreira da Silva, o Chimia, 18 anos, veio de Passo Fundo
O muro do Cemitério Dois de Novembro em Esteio se transformará até domingo (20) em um dos maiores painéis de arte a céu aberto do Estado. No total serão 1,4 mil metros quadrados de parede branca na Avenida das Américas a ser colorido com desenhos de 56 artistas do Estado e também de outras regiões como São Paulo e Pernambuco. A atividade, que iniciou nesta sexta-feira (18), leva o nome de Museu Aberto de Arte Urbana de Esteio (MAAUE). O projeto que é da Prefeitura é coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SMCEL) e conta com apoio das secretarias municipais de Obras e Serviços Urbanos (SMOSU) e da Educação (SME). A iniciativa tem ainda o apoio da Redemac Esteio, que doou parte das tintas para preparação do muro. Cada artista poderá executar sua obra com tema livre, no entanto, os trabalhos não poderão conter conotação política, ou caracterizar ofensa, preconceito ou qualquer tipo de discriminação. A maioria dos painéis tem 15 metro quadrados.

No local, quem for conferir o trabalho dos artistas poderá aproveitar também a deliciosas opções de gastronomia com os food trucks que estacionaram na avenida.

Coordenador do evento, Nasa Grafit decorou o primeiro painel com a marca do projeto, que tem como principal objetivo revitalizar uma área do paredão que estava sendo utilizada para pichação e vandalismo. “É uma referência para o Rio Grande do Sul e para o hip-hop. Uma valorização muito grande de artistas e demais pessoas ao nosso trabalho”, comenta ele que trabalha com o grafite há 10 anos.

Um dos mais jovens artistas no evento, Pedro Benjamim Ferreira da Silva, o Chimia, 18 anos, veio de Passo Fundo para participar da ação. “Recebi o convite do Nasa e não pensei duas vezes. É uma ótima oportunidade de divulgar o nosso trabalho e de conscientizar as pessoas, uma vez que o preconceito com os artistas do grafite ainda é muito grande. É comum estarmos trabalhando e ouvirmos xingamentos de pessoas que nos confundem com pichadores”, diz.

Chimia, que trabalha com o grafite há três anos começou a desenhar no papel aos seis anos. Antes de iniciar a pintura no muro ele esboçou a tela pensada especialmente para o cemitério e que reunirá um cenário inspirado ao Dois de Novembro, com uma lata de spray gigante e muitas cores. Morador do bairro Santo Inácio, o aposentado Raymundo Inácio Sacker, 65 anos, aprovou a iniciativa. “Quero parabenizar os envolvidos nesta ação. Vai ficar muito bonito e dar uma nova vida para esta região. Agora é missão da gente ajudar a cuidar para que os pichadores não estraguem”, comenta.

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