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Notícias | Região Pororoca

Movimento de reverência às águas à beira do Sinos

Mobilização nacional chama atenção para importância dos rios

Por Carolina Zeni
Última atualização: 05.11.2017 às 17:33

Inézio Machado/GES
Mobilização nacional pela valorização das águas foi promovido pelo movimento Nación Pachamama, e teve ritual à beira do Rio dos Sinos
“Haverá ainda, no mundo, coisas tão simples e tão puras como a água bebida na concha das mãos?.” Esta frase, atribuída a Mario Quintana, traduz a importância da água no planeta Terra, e foi o lema da 1ª Pororoca da Nacion das Águas – A Melodia dos Rios, realizada neste domingo (5), na ponte 25 de Julho em frente ao Rio dos Sinos, em São Leopoldo.

O movimento, promovido pela Nación Pachamama em parceria com o Coletivo bem Viver, ocorreu simultaneamente em várias cidades brasileiras e visa articular a legalização de políticas públicas que amparem os rios como sujeitos de direito.


Inézio Machado/GES
Nación Pachamama organizou mobilização que reivindica políticas públicas de proteção dos rios (na foto, ritual à beira do Rio dos Sinos, em São Leopoldo)
A atividade em São Leopoldo contou com intervenção poética, sintonização grupal, ritual de oferenda, momento de poesias, orações, meditação e dança. Conforme uma das integrantes da Nación Pachamama, Melusina Iriarte, reunir o máximo de pessoas para 'acordar' de novo o sentimento de reverência à água é a principal ideia da atividade. “Perceber que ela é sagrada no sentido mais concreto, porque é o que possibilita a vida”, ressaltou. “Não é só um ato político, é um momento para resgatar esse vínculo profundo de vida e mostrar que todos os rios merecem serem tratos como seres vivos e de direitos.”

Oferenda

Inézio Machado/GES
Oferenda ao Rio dos Sinos, feita durante a 1ª Pororoca da Nação das Águas
Os participantes e defensores da valorização da água no País prestaram uma homenagem, à beira do rio, com oferendas. Melodias ecoavam em reverência ao rio, enquanto um longo abraço se estendeu à beira entre eles. “O ser humano é 75% água e se nós somos água, nós somos totalmente emoção e os rios estão acima do que são vistos hoje. Precisamos nos sintonizar com a água”, reforçou Malusina.


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