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Esportes Na África

Associação de Montanhistas de Esteio no topo do Monte Kilimanjaro

Montanha, escalada por casal hamburguense, é o ponto mais alto da África

Por Renata Strapazzon
Última atualização: 23.01.2018 às 11:07

Acervo Pessoal /Acervo Pessoal
Montanha, escalada por casal hamburguense, é o ponto mais alto da África
A disposição em explorar o mundo para aprender por meio das vivências e ajudar pessoas que encontrarem pelo caminho. Tudo isso unido ao amor pelo montanhismo. Estes foram os ingredientes que levaram o casal hamburguense Ana Carolina Pont, 35 anos, e Carlos Eduardo Araújo, 38 anos a uma expedição pela África em 2017. Além de colocar e prática o projeto de voluntariado idealizado por eles, a viagem levou ainda o nome da Associação de Montanistas de Esteio (AMES) ao topo do Monte Kilimanjaro, o ponto mais alto da África.

Ana Carolina e Carlos Eduardo foram os primeiros montanhistas da AMES a realizar este feito. De volta ao Estado no final do ano passado, ele palestraram, em dezembro, na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya. Para um público atento, formado em sua maioria por jovens, o casal contou a experiência dos meses longe de casa e do desafio de chegar ao topo da montanha com 5.895 metros. “Uma mistura de realização, alegria e euforia tomou conta da gente”, comenta Ana Carolina ao lembrar da chegada ao cume do Monte Kilimanjaro. Segundo ela, entre a subida e a descida foram cinco dias. Sete horas só de escalada ao cume. A temperatura foi outro desafio, variando entre 28 e – 10 graus.

Sobre o Kilimanjaro 

O Monte Kilimanjaro é o ponto mais alto da África. A montanha está localizada no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia. A primeira ascensão da montanha foi em 1889 por uma expedição formada por Hans Meyer, Ludwig Purtscheller, Johannes Kinyala Lauwo. A montanha é protegida por um parque designado Parque Nacional do Kilimanjaro, classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. A ascensão é tecnicamente fácil, mas longa e penosa pelo frio e pela altitude. A via mais frequentada é a via Marangu. O Kilimanjaro fica praticamente na linha do equador e com aproximadamente 80 quilômetros de diâmetro na base.

13 países e auxílio em oito projetos 

De março a dezembro de 2017, o casal passou por 13 países no continente africano e ajudaram em oito projetos, entre eles o de construção de casas por meio de diferentes técnicas de bioconstrução. “Ficávamos de duas a seis semanas em cada projeto, dependendo da necessidade de cada um. Ajudamos em uma escola primária de crianças cegas, a cuidar de idosos e pessoas em estado terminal e a cuidar de cavalos resgatados de maus-tratos. Atuamos em diferentes áreas como jamais imaginávamos” conta Ana Carolina.


Projeto de vida e drible nas adversidades 

O gosto por viagens e o engajamento com causas e projetos sociais locais despertaram o casal para algo maior. “Quando percebemos que poderíamos juntar estas duas coisas que nos motivavam, criamos um projeto de vida chamado Espírito Livre – Voluntários pelo Mundo”, conta Ana Carolina. “Não tivemos muito tempo para o planejamento, tentamos organizar tudo entre janeiro e março de 2017, achamos a primeira ONG para iniciarmos através de buscas pela Internet, e os projetos seguintes íamos organizando dia após dia depois de já estarmos na África. A ideia inicial era não ter muitos gastos, iríamos trocar mão de obra por casa e alimentação, e desta forma viver do jeito que o povo local vive, compartilhando as mesmas condições e tradições”, explica.

“Dormíamos em dormitórios reservados aos voluntários, normalmente compartilhando o espaço com mais pessoas. A adaptação para nós foi superfácil. Nós sempre gostamos de acampar, de estar na natureza, isolados, desta forma, dormir em locais precários, não ter água para higiene, ou luz não foi um desafio. Mas acreditamos que para quem não está muito acostumado, ficar 15 dias sem lavar os cabelos, por exemplo, deve ser algo que incomode”, lembra.


Ideia de seguir por outros continentes 

Apesar de já conhecerem 28 países da América do Sul e de outros continentes, foi somente na África que Ana Carolina e Carlos Eduardo puderam colocar em pática o lema do casal: “Explorar, aprender e ajudar”. “Nossa ideia é seguir fazendo trabalho voluntário pelos outros continentes, passando por todos eles. Iniciamos pela África e finalizaremos na América, nossa casa”, planeja.  Os projetos e próximos passos do casal podem ser conferidos no perfil Eu vou e Pronto,  no Facebook.  

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