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Leandro Wendling

De Dois Irmãos aos títulos de 83 do Grêmio

Ex-zagueiro fala das conquistas da Libertadores e do Mundial com o Grêmio, e de sua vida fora dos gramados
25/02/2018 21:25 25/02/2018 21:26

Juarez Machado/GES
Dois dos maiores títulos do Grêmio tiveram Leandro Wendling no elenco
De um começo tardio no futebol ao ápice da carreira de um jogador. Com 15 anos de idade, Leandro José Wendling, atualmente com 56 anos e empresário do ramo de transportes no Vale do Sinos, dava os primeiros passos no gramado da Sociedade Cultural e Esportiva 7 de Setembro, de Dois Irmãos. A ida para o Grêmio ocorreu em 1976, quando Leandro foi convidado pelo ex-treinador hamburguense Jaime Schmidt para fazer testes em Porto Alegre. Com qualidade, o zagueiro ficou por lá para ser lapidado nas categorias de base ao lado de Renato Portaluppi, Bonamigo, Paulo César Magalhães, entre outros. Há 35 anos, quis o destino que Leandro fosse parte atuante do grupo campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial em 1983. Wendling ficou de 1981 a 1984 no profissional do Grêmio, alternando na defesa com Hugo De León e Baidek, até se transferir para o Joinville, clube onde fez parte do grupo octacampeão catarinense em 1985, e depois foi novamente campeão em 87.

Ao contrário da maioria dos ex-atletas, Wendling não quis seguir sua vida no futebol, a não ser nas partidas de master aos finais de semana. O dois-irmonense se tornou dono de postos de gasolina e de uma viação de transporte coletivo urbano que leva o seu sobrenome. “Deixei um orgulho muito grande para o 7 de Setembro, porque desde o início quando comecei minha carreira no profissional do Grêmio, falei que eu tinha vindo das categorias de base do 7, de Dois Irmãos, que me ajudou muito e vivo até hoje. Parei de jogar, mas me encontro direto aqui jogando nos veteranos do 7 de Setembro. Aqui fui campeão amador como diretor e jogador”, destaca Leandro.

E depois de celebrar o tricampeonato da Libertadores no ano passado, desta vez como torcedor, Leandro deu a dica de como o grupo precisa se portar para buscar o tetra continental em 2018, que começa a ser trilhado amanhã, frente ao Defensor, no Uruguai. “Tem que manter o foco, assim como o Renato manteve sempre, de alto-astral e concentrado, para conseguir novamente um título. Dá uma acomodação para o próprio jogador, pois já conseguiu um título tão importante como foi a Libertadores, depois de tanto tempo. Isso é normal, mas depende dele (Renato) para passar aos jogadores quererem cada vez mais, porque o Grêmio é uma equipe que entra para ser campeã em todas as competições que disputa”, comenta o ex-zagueiro.

Porque não seguir no futebol?

Wendling afirma que tentou ser diretor de futebol no 7 de Setembro, mas as dificuldades financeiras que os clubes menores costumam ter desmotivaram a continuidade fora das quatro linhas. Para ele, ser empresário é um pouco mais fácil para ter uma organização. “É uma profissão bem mais difícil que no futebol, por causa do período que estamos passando. O transporte coletivo passa por vários problemas, todos têm carro, usam Uber ou táxi e, logicamente, o transporte coletivo caiu bastante. Dentro do futebol, tentei. Fui diretor no amador e já via uma dificuldade muito grande, a parte financeira. Tanto é que o amador aqui acabou. Com isso, me desmotivei e vi que não tinha como continuar numa profissão como treinador, diretor”, pontua.

Embora não tenha um cargo, o bate-bola ainda segue na vida de Leandro. “Pretendo jogar até os 60 anos, disputo campeonatos acima dos 50 anos. Fui campeão com o G40 no México, no acima de 55 anos. É uma cachaça que a gente não consegue largar. Quero continuar até que Deus me dê saúde para curtir o máximo possível. Além de jogar futebol, você cria muitas amizades, isso é o que mais me interessa”, completa.

As paixões de Wendling

Depois de passar algumas dificuldades financeiras ao longo da vida de jogador, Wendling agradeceu o apoio incondicional da sua esposa Leila, 56, com quem tem os filhos Leandro, 30, e Giovana, 24. E além de todo o amor que tem por sua família, o lado futebolístico também tem espaço no coração do ex-zagueiro. “Consegui muitos amigos no 7 de Setembro, no Grêmio, mas joguei no Joinville cinco anos, e realmente tenho amigos até hoje lá. É outra equipe que mexe com meu coração e torço muito por ela, como torço pelo 7 de Setembro, pelo Grêmio. Vivi quase dez anos dentro do Grêmio, não tem como não dizer que tenho uma paixão muito grande também”, aponta.

Quem foi melhor, Renato ou CR7?

Antes da disputa do Mundial de Clubes no ano passado, em que o Grêmio enfrentaria o Real Madrid na decisão, o técnico Renato Portaluppi afirmou que na sua carreira foi melhor que o craque português Cristiano Ronaldo. A declaração gerou polêmica e foi alvo de brincadeiras em todos os cantos. Ao ser perguntado, Wendling também deixou sua opinião. “(Aos risos) Essa aí vou ser mais bairrista. O Renato nos deu aquele título Mundial (contra o Hamburgo), que eu estava no banco”, fala. “Até na hora que terminou o jogo, ele estava com câimbras nas duas pernas, e fui brincar com ele, ajudei e balancei as pernas dele. Eu disse: ‘Pô, tu é meu bicho! Tem que ganhar o bicho do jogo de hoje!’. E ele respondeu: ‘Não, alemão! Pode deixar que vou até o final’. E ele jogou a prorrogação, fez o gol da vitória e conquistou o Mundial. Realmente ele é um cara que nos deu muitos títulos e espero que dê mais ainda.”

Rumo ao tetra, Grêmio embarca a Montevidéu

Dando início à caminhada rumo ao tetra da Copa Libertadores, o Grêmio embarcou neste domingo à noite para Montevidéu, Uruguai, onde estreia na competição deste ano diante do Defensor. Pouco antes da viagem, o clube revelou os 30 jogadores inscritos na competição. Sem grandes novidades, um dos que garantiu presença na lista após as boas atuações nos jogos recentes do Gauchão é Thonny Anderson. O Grêmio é cabeça de chave do Grupo 1, por ser atual campeão do torneio, e a estreia é nesta terça-feira, às 19h15, contra o Defensor. Ainda estão no mesmo grupo o Monagas, da Venezuela, e o Cerro Porteño, do Paraguai. A estreia na Arena será no dia 4 de abril, contra os venezuelanos.


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