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Luiz Coronel

As certezas me aborrecem

"Sob meu ponto de vista, este ciclo histórico dos últimos 13 anos não chegou a resultados positivos"
18/03/2018 06:30

Luiz Coronel é poeta
www.luizcoronel.com.br

“Os deuses dão gargalhadas quando um homem se acredita detentor de verdades absolutas.” No Brasil, se desenvolve e se agrava uma radicalização que nos cega. Sob meu ponto de vista, este ciclo histórico dos últimos 13 anos não chegou a resultados positivos. O tecido social se esgarçou. As ideias são boas quando dão certo. A violência campeia solta. A ética está de cócoras. Muitos dirão: “Memoráveis conquistas foram alcançadas, tais como a consciência da necessidade inexorável de inclusão social.” Certo. No entanto, 46% dos nordestinos continuam na zona de pobreza. E ficaremos nos mirando com olhar rancoroso, antagônico, efervescente. Aceito, de bom grado, opiniões divergentes, contanto que tenham cabeça, tronco e membros.

Os radicais em vez de colocar um riso na boca das ruas colocam uma lágrima no rosto do mundo. Várias vezes votei em candidatos do Partido dos Trabalhadores. E me sentiria muito confortável à esquerda se me tapassem os olhos e os ouvidos. Os partidários obsessivos ou dogmáticos insistem em falar em Golpe de Estado praticado contra a ex-presidenta Dilma Rousseff. Confortavelmente, podem falar em conspiração, erro histórico, injustiça, deslealdade, apropriação do poder. Existem fundamentos fáticos e lógicos para este julgamento. Na insistência da configuração de Golpe de Estado estaremos inaugurando um novo conceito desta instituição jurídica prevista na constituição. Um processo presidido pelo STF, com livre manifestação de cada um dos parlamentares, Câmara e Senado; sem nenhum cerceamento da imprensa ou do direito de reunião, sem aniquilamento de nenhum dos poderes em sua funcionalidade, obedeceu a todos os postulados legais. Esta lição bebe da sabedoria de Paulo Brossard, em obra sobre o impeachment, anterior aos processos de Fernando Collor e Dilma Rousseff. Se houver contestação, com suporte doutrinário consistente, que se manifeste agora ou se cale para sempre!

Houve sim uma apropriação do poder. Onde e quando houve a mobilização para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso a vaca começou a ir para o brejo. A República dos Safados foi, aos poucos, se instalando confortavelmente nos ministérios. De lá para cá, os partidos e o próprio Poder Executivo foram nomeando cúmplices na Petrobras, Furnas, Caixa Federal, Banco do Brasil e Fundo de Pensão, consagrando retorno de elevadas quantias para a aquisição de votos parlamentares e forrar a burra dos intermediários e patrocinadores das nomeações. Temer prometeu um “Ministério de Notáveis” e o que aconteceu foi a consagração dos sacripantas. As reformas que nos viabilizariam como uma nação próspera e moderna nunca prosperaram num Congresso onde as corporações consolidam seu poder retrógrado. A única reforma que os brasileiros pretendem é a reforma do apartamento na praia. Numa coisa nós estamos de acordo: “Uma fase da história é uma fase da história. Não é a história”, como disse Oswald de Andrade. Tomara que essa passe logo.


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