Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

PUBLICIDADE
Ivar A. Hartmann

Pense antes de compartilhar

"Como tem se tornado a regra, as pessoas compartilham fake news sem ter cuidado em checar a credibilidade da fonte"
25/03/2018 07:00

Ivar A. Hartmann é professor da FGV
ivar.hartmann@fgv.br

Segundo as pesquisas de opinião mais recentes, Lula tem entre 50% e 60% de rejeição entre os brasileiros. Qualquer decisão favorável a ele no Judiciário seria pesadamente criticada nas redes sociais – independentemente de estar de acordo com o direito ou não. De fato, a repercussão foi muito pouco sobre o mérito jurídico da decisão em si. O foco foi a maneira como o tribunal toma suas decisões, os perfis e atitudes dos ministros.

Como tem se tornado a regra, as pessoas compartilham fake news sem ter o menor cuidado em checar a credibilidade da fonte ou a mínima veracidade ou precisão dos dados. Uma montagem com fotos comparava os três desembargadores que julgaram o recurso da condenação de Lula no Tribunal Regional Federal em Porto Alegre com três ministros do Supremo: Toffoli, Lewandowski e Gilmar. Os três primeiros seriam representantes de um “tribunal de carreira” e a salvação do País. Já o processo de nomeação dos ministros do STF, pelo presidente com aprovação do Senado, seria a causa de todos os males.

Mas os tribunais como o TRF não são formados apenas por juízes de carreira e sim também por advogados e promotores de Justiça. Aliás foi assim que o ministro Lewandowski entrou na magistratura em 1990 e nela atuou durante 16 anos antes do Supremo. Foi o presidente do Conselho Nacional de Justiça que mais defendeu os interesses dos magistrados de carreira. Votou em favor da liminar para Lula. Já os ministros Barroso e Fachin, que nunca haviam sido juízes antes de entrar no Supremo, votaram contra.

Os juízes de carreira, que ganham em média R$ 42 mil mensais (segundo levantamento com dados do próprio CNJ), faziam greve no último dia 15 porque sem os R$ 4 mil de auxílio-moradia morreriam de fome. Barroso, que advogou a vida inteira, nessa semana deu um basta exemplar nos excessos ilegais de Gilmar.

As causas de uma sessão de julgamento que chocou o País na quinta nada têm a ver com nomeação política ou seleção por concurso público. Como muitos apontaram nas redes sociais, o problema central é que o Supremo primeiro passou horas para decidir se iria decidir e depois mais algumas horas para escolher o que fazer já que não teria mais tempo para decidir.

E por que não tinha tempo? Porque um ministro preferiu pegar um avião do que continuar julgando. Porque os ministros leem seus votos com pompa desnecessária durante horas a fio, mesmo quando sabem que não haverá tempo para finalizar a decisão.

Melhor do que disseminar fake news é compartilhar os trechos das sessões do Supremo. Os vídeos evidenciam detalhes importantes, que explicam muita coisa.


Jornal VS
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS