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Fisioterapia

Low Pressure Fitness: um treino que vai além da 'barriga negativa'

Método atua na prevenção e tratamento de problemas como incontinência urinária
27/03/2018 08:16 27/03/2018 08:18

A respiração profunda é a base do Low Pressure Fitness (LPF), conhecido também como a técnica da “barriga negativa”. No entanto, mais do que reduzir medidas, o método contribui para a prevenção e o tratamento de problemas como incontinência urinária, hemorroidas, varizes, diástase abdominal, prisão de ventre e hérnias de todos os tipos. “Não é um exercício que emagrece, que queima caloria. Ele melhora o tônus da faixa abdominal, fortalece a região pélvica, promove reequilíbrio e dá estímulo para a correção postural”, comenta a fisioterapeuta Cris Mello.

Para que se tenha um resultado efetivo, as posturas de LPF devem ser feitas em uma sessão de meia hora por semana, mais cinco minutos de exercícios todos os dias. Seguindo esta rotina, a tendência é que a circunferência abdominal diminua de quatro a 12 centímetros em três meses. Essa redução após pouco tempo de prática ocorre devido à diminuição da pressão da cavidade abdominal, provocada pelo reposicionamento dos órgãos internos. “Ficar muitas horas sentado ou de pé, na mesma posição, significa muitas horas em compressão dos discos da coluna e do suporte da barriga. Utilizando a técnica, há um estímulo da musculatura profunda, ao mesmo tempo que diminui a pressão intra-abdominal”, destaca Cris.

O sistema de treino baseado na técnica hipopressiva combina a respiração do yoga e movimentos do RPG e do isostretching, e traz posições batizadas com os nomes de deusas gregas. A cada variação, o nível de atividade aumenta, assim como o tempo de apneia, que pode ir de quatro a 20 segundos.

Técnica trabalha o diafragma

A técnica ajuda a tonificar o diafragma, músculo que “suga” e levanta todos os órgãos no momento da respiração. “Por ele vai passar a aorta e grandes vasos sanguíneos. Se o diafragma está preso, está tenso, se a respiração está presa, não consegue deixar isso fluir”, observa Cris. As condições emocionais interferem na respiração e podem fazer com que o diafragma fique tão tenso que vá perdendo sua mobilidade. “Então todo o funcionamento do corpo se prejudica”, diz a profissional. Outro músculo trabalhado com a técnica é o transverso do abdome.

Reflexos no estado mental

Além dos resultados físicos, o LPF também causa efeitos no estado mental e emocional dos praticantes. “A respiração, que é ponto-chave, além de ser mais profunda, acalma a ansiedade, oxigena, faz uma limpeza, porque oxigena os músculos então tende a diminuir as tensões musculares”, observa a fisioterapeuta. O método também provoca melhoras posturais, que contribuem para o bem-estar. “Quando a postura está correta, a gente libera 15% a mais de endorfina e serotonina, que são os hormônios do bem, da autoestima, da felicidade”, observa.

  • Atena - Nesta posição, deve-se sentir uma sensação constante de alongar a coluna vertebral. É feita uma rotação interna de ombros com os cotovelos a 90° e uma flexão dos punhos. Os braços podem ficar em posições diferentes, em altura baixa, média ou alta, conforme o nível de treino.
    Foto: Gabriela da Silva/GES-Especial
  • Deméter - É uma das posições mais fáceis de executar. Fica-se deitado com os braços em alongamento e as pernas flexionadas. Uma almofada pode ser colocada atrás da cabeça para alinhá-la com a coluna dorsal.
    Foto: Gabriela da Silva/GES-Especial
  • Héstia - Sentar com as costas eretas e as pernas cruzadas ou ligeiramente flexionadas. As costas podem ser encostadas contra a parede, se for preciso. Há três posições para os braços: a primeira mais baixa, a segunda onde as mãos ficam na altura dos ombros e a terceira mais alta, como na foto.
    Foto: Gabriela da Silva/GES-Especial
  • Artemide - Partindo da posição de Atena, o tronco é flexionado até que as mãos sejam apoiadas nas pernas. A coluna se mantém alongada e alinhada. Pode se progredir para flexão cervical dorsal, quando a coluna é alongada arredondando-se ao máximo.
    Foto: Gabriela da Silva/GES-Especial

Origem da técnica

Nos anos 1980, a respiração da ginástica hipopressiva já era utilizada por fisiculturistas. Mas foi em 2014 que os médicos espanhóis Tamara Ria e Piti Pinsach lançaram o LPF, associando RPG, yoga e isostretching. A princípio, a técnica foi criada para ajudar na recuperação de mulheres no pós-parto, especialmente aquelas que sofreram com a diástase – quando a musculatura da barriga se rompe, causando desconforto e aparência de flacidez. Mas hoje a técnica é usada por diferentes tipos de pessoas, que buscam o método tanto por questões posturais como por estética. O treino exige acompanhamento profissional e é contraindicado para gestantes e pessoas hipertensas.

Incontinência urinária

Estima-se que mais de 50% das mulheres sofram de incontinência urinária. O problema, que antes afetava a população idosa ou com sobrepeso, é hoje presente também na vida de mulheres mais jovens. A causa pode estar na prática de atividade física mal orientada e na ausência de um trabalho específico para tonificar os músculos do assoalho pélvico, cuja função é de sustentação dos órgãos extra-peritoniais (bexiga, útero e reto). Fazer exercícios de alto impacto sem a orientação correta pode provocar um aumento da pressão intra-abdominal e consequentemente intra-pélvica, empurrando esses órgãos para baixo e fazendo com que a mulher tenha perda de urina involuntária toda vez que aumenta a pressão interna. “O LPF é indicado para o tratamento e prevenção de incontinência urinária porque tira a pressão e dá uma sustentação para a bexiga, a põe no lugar certo. Se a pessoa não tem tônus muscular que sustente a bexiga, ela perde a urina”, comenta a fisioterapeuta.


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