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Cris Manfro

Fases mágicas

"Me dei conta de que todas as fases dos filhos são mágicas"
15/04/2018 06:00

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Eu estava há alguns dias numa entrevista e respondia sobre maternidade, quando falei que maternidade é viral e incurável. Quem tem esse vírus, haja o que houver, nunca deixará de ser mãe, pois é algo de dentro pra fora. Que o diga quem adota e relata que se tornou mãe na hora em que encontrou o “seu filho”. Adoção é isso: adoçar a vida de alguém com o compromisso, cuidado e afeto por opção de amor. Na entrevista me dei conta de que todas as fases dos filhos são mágicas. No final de cada uma delas passamos por períodos de luto.

Quando eles deixam de serem bebezinhos e passam a falar as primeiras palavras, quando começam a andar, deixam a chupeta, vão para a escolinha e depois para a “escola dos grandes”, quando ficar brincando na casa de um colega é mais interessante do que ficar em casa com a mamãe. Quando se tornam adolescentes e visitar os avós ou ir junto pra praia passa a ser tortura, porque os interesses são outros, quando já estão na faculdade e têm pouco tempo, quando vêm os amores e saem de casa para viver a vida deles. Quando eles se tornam mestres, como meu filho Henrique, que hoje, enquanto quando escrevo, apresenta a sua dissertação de mestrado.

Para cada luto você pode tentar se preparar, mas não estará pronto. Sempre parecerá ser cedo demais. Mas cada luto vem com novos ganhos e conquistas. Há poucos dias senti o prazer de jantar com a filha e depois com o filho, mas desta vez na casa deles. A sensação é incrível. Passa um filme, como túnel do tempo, em nossa cabeça. Vem orgulho, sensação de trabalho cumprido (numa etapa) e o desejo de que tragam netos para contrabalançar as nossas perdas. Muitos pais nessas fases se sentem como um eletrodoméstico em desuso. Mas isso não é verdade, pois vem o respeito deles como donos de suas vidas, com um diálogo maduro sobre tudo, vem o momento de ensinarmos pela experiência e exemplo quais os melhores caminhos e é nessa hora que nós mais velhos revisitamos nossas próprias convicções.

Cada fase é mágica quando a gente permite se despedir de cada uma delas sem ruminarmos nostalgia. Quando se abraça o futuro de braços abertos para nos surpreendermos com descobertas. Como técnicos seguimos na beira de campo observando, orientando, palpitando, se metendo, aconselhando, mas sabendo que não podemos jogar o jogo por eles. Eles estão em campo e precisam assumir o controle do jogo. Nós precisamos cuidar para não invadirmos esse campo, pois certamente receberemos cartão vermelho e seremos expulsos. Mas a torcida, o amor pelo time, o choro nas horas dramáticas, a euforia a cada conquista, esse amor incondicional permanece eterno em todas as fases. Quando partirmos dessa vida, que fiquemos presentes na memória marcada em todas as fases, através do amor, cuidado, presença e proteção que foram exercidos. Assim eu espero.


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