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Variedades

Bart: De mala, cuia e tinta spray rumo ao encontro internacional de grafite

André Machado da Silva, 35 anos, é um dos grandes nomes do grafite do Estado
13/04/2018 09:08 13/04/2018 09:09

Diego da Rosa/Diego da Rosa/GES
André Machado da Silva, 35 anos, é um dos grandes nomes do grafite do Estado.
André Machado da Silva, 35 anos, é um dos grandes nomes do grafite do Estado. Na verdade, não propriamente ele, mas como Silva é conhecido quando está criando em muros e paredes: Bart. “Felizmente o grafite conquistou um espaço importante. Trabalhar na área nem sempre é fácil. Mas é preciso insistir, ser criativo, colocar em traços e formas o que está além, o que provoca, sugere e chama a atenção”, ressalta ele, que nesta semana estava trabalhando em um painel no Centro de São Leopoldo e outro no Centro de Novo Hamburgo. 

E em meio ao trabalho tem espaço para a troca de ideias. Ele foi selecionado para a 7.°edição do Encontro Internacional de Graffiti Street Of Styles, que está acontecendo em Curitiba, no Paraná. O evento iniciou na terça-feira (10), mas Bart marca presença de hoje (13) até domingo (15). “Foram mais de 3 mil inscritos e felizmente fui um dos contemplados para representar São Leopoldo.”

Bart considera essencial participar de conferências, congressos e encontros que tratem da arte do grafite. “É um intercâmbio fundamental para o artista. Discutir e ver o que está acontecendo na arte de outros colegas, observar técnicas, traços. O encontro em Curitiba é um evento a nível mundial de integração cultural e intercambio entre os grafiteiros, artistas urbanos, dançarinos, músicos, atletas radicais e demais expressões urbanas de todas as partes do mundo” .

E o objetivo do evento é proporcionar acesso a cultura, transformando os muros da cidade em verdadeiras galerias de arte a céu aberto, assim proporcionando um acesso livre a cultura popular das grandes metrópoles. Bart reforça que nesta edição artistas de 30 países e 22 estados brasileiros estão participando da iniciativa. O grafite tem que mostrar algo direto e para além do que vemos. Então, trocar ideias, dividir espaços de arte e observar contribuem para a formação”, ressalta ele, dando os últimos retoques na figura de um macaco com um grande fone de ouvido em uma parede de um prédio no Centro da cidade.

Caminhada entre traços

Bart já circulou em evento no Chile, Argentina, Aracaju, Bahia e em setembro parte para um evento de grafite em Miami, no Estados Unidos. Experiência na caminhada entre traços que reflete na produção. “A gente vai ampliando o olhar e também passa e tentar colocar a cidade no mapa. Estamos trabalhando para organizar aqui em São Leopoldo um encontro. A ideia é realizar a Semana Municipal do Grafite, inicialmente em agosto. Vamos tentar. Não é muito fácil”, enfatiza ele, lembrando que já existe até projeto de lei da Câmara Municipal de São Leopoldo criando a Semana Municipal do Grafite e da Arte Urbana de São Leopoldo. “A questão é viabilizar, buscar apoios e patrocínios. Mas vamos trabalhar para que seja possível. Além disso, já superamos a fase de olhar com desconfiança. O pessoal passa, para e fica admirando o trabalho.”

No muro da escola

Quem colocou Bart na rota do spray foi uma professora. “Em 2005 escrevi no muro da escola com nugget. Foi ruim. Na época, lá pelos anos 2005, uma professora disse que eu tinha que resolver o muro. Disse que também gostava de desenhar. A escola comprou os sprays e eu criei no muro. Não ficou muito bom, mas foi ali que percebi o que gostaria de fazer. A partir dessa experiência passei a aprimorar os traços, conhecer outras artistas e estilos dessa manifestação artística.” Aliás, manifestação surgida em Nova York, nos Estados Unidos, na década de 1970, onde o artista cria uma linguagem intencional para interferir na cidade, mostrando algo do cotidiano e suas relações quase sempre como uma crítica social. ?São interpretações da sociedade.




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