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Entenda a doença

Cerca de 40% das pessoas com Parkinson não têm tremores entre os sintomas

Medicamentos e neurocirurgia são algumas das técnicas adotadas para reduzir movimentos involuntários
26/04/2018 11:03 26/04/2018 11:04

Bruna Mattana/Bruna Mattana/GES-Especial
Clara Vargas, 51, tem Parkinson há 16 anos
Tremores, rigidez e lentidão de movimentos são alguns dos sintomas do Parkinson – doença degenerativa crônica do sistema nervoso central que afeta, principalmente, a coordenação motora. No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com a doença e, aproximadamente 1% da população mundial, com idade superior a 65 anos, padece da patologia – que é progressiva, neurodegenerativa e afeta várias partes do corpo.

Segundo o geriatra João Senger, os sintomas do Parkinson vão se manifestando de forma lenta e gradual. “Na fase inicial são limitações motoras, tremor em repouso e instabilidade postural, podendo, alguns anos antes, haver distúrbios do sono, perda do olfato, constipação e depressão. Na fase intermediária, o tremor começa a passar para os outros membros e aumenta a rigidez. Em uma fase mais tardia, passam a ocorrer tremores nos dois lados do corpo, muita rigidez, dificuldade em caminhar e deglutir. Vale salientar que nem todos as pessoas com Parkinson terão tremores. Em torno de 40% não tem tremor, apenas rigidez e lentidão de movimentos.”

Remédios e cirurgias

Senger ressalta que ainda não existe cura para a doença, mas há tratamento medicamentoso e cirúrgico para minimizar seus efeitos. “O tratamento inicial consiste, geralmente, na administração do medicamento antiparkinsónico, podendo ser associadas agonistas da dopamina, principalmente quando a resposta não é adequada. A medida que a doença avança, esses medicamentos vão perdendo seu efeito, ao mesmo tempo que produzem efeitos adversos caracterizados por movimentos involuntários.”

Ele destaca que, em alguns casos, tem sido usada neurocirurgia e colocação de marca-passo de estimulação cerebral profunda, diminuindo os sintomas motores, como tremores e rigidez. “Além disso, dieta e algumas formas de reabilitação têm demonstrado eficácia”, diz.

Caso atípico

A doença de Parkinson acompanha Clara Vargas, 51, há 16 anos. Em 2002, a então assistente de exportação, começou a perder o movimento no dedo mínimo. “Em 2003, comecei a ter dificuldades com qualquer trabalho. Em 2004, me colocaram em auxílio-doença, pois acharam que meu problema era a coluna. Neste mesmo ano, uma médica disse que eu tinha Parkinson e respondi, ‘eu não tenho isso, não pode ser’”, lembra.

Atipicamente, Clara apresentou os primeiros sintomas da doença aos 35 anos. “Comecei o tratamento no Hospital de Clínicas, em 2006, quando eu aceitei que tinha a doença. Eu era muito jovem, cheia de energia, queria continuar trabalhando, fazendo minhas coisas. Comecei a medicação e na época fiquei muito bem e pensei ‘como não tem cura se eu estou bem’. Eu queria voltar a trabalhar, mas me explicaram que a doença era degenerativa e que eu não poderia”, conta.

Em 2007, Clara conheceu a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) de Novo Hamburgo, que preside desde 2013. “Como não podia mais trabalhar, queria fazer algo por alguém. Comecei esse trabalho voluntário que tem me ajudado bastante”, ressalta.

Clara toma medicação de duas em duas horas e em 2013 realizou cirurgia para colocação de estimulador cerebral. “Tem momentos em que eu travo e não consigo fazer as coisas. O Parkinson te traz uma sensação de estar com uma roupa apertada. Mas tem momentos em que estou bem, fazendo o que gosto. Sempre digo que quanto antes a pessoa começar o tratamento, melhor. Demorei a aceitar que estava com a doença, mas tem tratamento e é possível viver com ela. O importante é não deixar de ocupar a mente e fazer coisas que você gosta. O trabalho voluntário me faz olhar além do meu próprio problema”, finaliza.


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