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União

Colégio agrícola se une para executar reformas

Sem ajuda do Estado e aguardando parceria do Município, escola arrecada verba por conta própria para melhorias estruturais
15/05/2018 20:46 15/05/2018 20:46

Enquanto aguarda uma posição da Secretaria Municipal de Educação (Smed) e o retorno da 2ª Coordenadoria Regional de Educação (2ª CRE) para o pedido de obras na escola, o Centro Estadual de Educação Profissional Visconde de São Leopoldo (CEEPRO), conhecido como colégio agrícola, vai se virando como pode para melhorar as condições estruturais da instituição.

Diego da Rosa/GES
Escola arrecada verba por conta própria para melhorias estruturais

Acontece que a CEEPRO realiza, em parceria com a Smed, um projeto de hortas escolares, cedendo os seus alunos para orientar e acompanhar as crianças dos educandários municipais no manejo e cuidados com a terra. Segundo a professora e coordenadora do curso florestal da CEEPRO, Cleidiana Sipp, o projeto já existe há muitos anos entre os órgãos, mas, em 2018, o colégio gostaria de fazer uma troca com a Prefeitura para que pudesse receber algumas melhorias no seu entorno.

A intenção é continuar a parceria de anos com as hortas, e em contrapartida, que a Prefeitura ajudasse fazendo um calçamento na entrada do colégio, que fica quase intransitável em dias de chuva. No início de março, uma reunião apresentando a proposta ao então secretário Oneide Bobsin, foi realizada, e depois o próprio prefeito Ary Vanazzi iria ao local, mas ainda não compareceu. “Queríamos uma troca com a Smed. Estamos aguardando a resposta deles”, reiterou Cleidiana. Da mesma forma, o projeto das hortas pretende continuar.

Arroio também precisa de atenção

O colégio agrícola também vem solicitando há cerca de dois anos na Prefeitura, o desassoreamento do arroio que fica no entorno do CEEPRO. Com a instalação de um loteamento no local, construções foram feitas muito próximas ao córrego, fazendo com que a terra desbarrancasse e desviasse o curso d’água para dentro da área da escola. Com isso, o colégio está perdendo espaço para trabalhar e executar algumas aulas. “Já falamos com a Semmam e Smov, mas ainda não conseguimos”, lamenta o professor e coordenador do curso de agropecuária, Renan Felipe Orlandini. “Isso está atrapalhando as práticas e comprometendo o nosso trabalho”, conclui.

Outra solicitação feita à Prefeitura, há um ano, foi a de colocação de lixeiras nas paradas em frente ao Centro, para facilitar o recolhimento de resíduos, mas também não houve resposta positiva. “O retorno é de que não foi autorizado”, diz Cleidiana.

Escola arrecada verbas para reformas

Sabendo que via governo do Estado os pedidos de reformas estruturais podem demorar muito, a comunidade escolar do colégio agrícola se reuniu para organizar ações e arrecadar recursos para algumas obras importantes, como a construção de um novo estábulo para os bovinos.

O antigo galpão destinado a eles já não tinha mais condições de uso e, hoje, os animais estão abrigados em outro espaço junto com cerca de 30 coelhos. “Aqui também ficam os ovinos, mas como não temos lugar para todos, um professor os abrigou em sua propriedade, por enquanto”, pondera a professora Cleidiana.

Para levantar o estábulo, são necessários, aproximadamente, R$ 20 mil. No início de maio, a escola promoveu uma vispada em sua sede, onde também realizou com brechó e uma feira para comercialização dos produtos feitos no próprio colégio. Tudo para chegar o mais próximo possível do valor necessário.

Dois novos galpões

Duas novas estruturas também estão em fase de acabamento no CEEPRO: um galpão de avicultura e outro destinado aos coelhos do colégio. Para tanto, o CEEPRO utilizou os recursos oriundos da Nota Fiscal Gaúcha. “Os antigos eram de madeira e estavam caindo, não podíamos mais deixar os animais neles”, destaca a professora.

No ano passado, o colégio agrícola teve concluídas, por meio de verba do governo do Estado as reformas de 11 salas, destinadas a laboratórios, e a construção do galpão metálico, onde ficam armazenados as máquinas. Em ambos, foram investidos cerca de R$ 290 mil, conforme o Centro. As melhorias foram solicitadas em 2008, mas só entregues em janeiro de 2017.

Cerca e calçada

Outras duas questões, porém, a escola não consegue resolver sozinha e espera pelo Estado: o cercamento do colégio e a reforma da calçada. A frente da instituição e parte de sua extensão está com a cerca caída há tempos. E a calçada já foi motivo até de advertência da Prefeitura, que cobra os ajustes no local que tem mato, buracos e pedras soltas.

Projeto está na CROP

Procurada, a 2ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (2ª CROP), responsável pela execução das obras em escolas da região, disse, por meio do engenheiro Marco Antônio Koczkoday, que as demandas do colégio estão na CROP, na ordem de prioridade para visitação e levantamentos técnicos. Depois disso é que começam projetos para disponibilizar os recursos necessários. Entretanto, não há prazo para que isto ocorra.

Sem resposta da Prefeitura

Questionada – há mais de um mês – sobre os pedidos da CEEPRO, a Prefeitura de São Leopoldo não respondeu à reportagem.


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