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Sapucaia do Sul

Marcada para o dia 23 de maio, reintegração de posse na RS-118 gera impasse

Moradores das margens da RS-118 se reuniram com a BM e o Daer para tratar da ação nesta quarta-feira
16/05/2018 20:33 16/05/2018 20:34

Pressionados pela ordem judicial que determina a reintegração de posse de endereços localizados às margens da RS-118 para a obra de duplicação da rodovia, representantes das cerca de 300 famílias que precisarão procurar outro lugar para viver se reuniram ontem à tarde com membros do poder judiciário, do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e da Brigada Militar (BM), no auditório da Escola Vanessa Ceconet. Na pauta da reunião, que teve momentos de discussões com palavras fortes e acusações por parte da comunidade, a reintegração de posse, cujo início está previsto para o dia 23, próxima quarta-feira.

Daniel Stein Rohr/GES-Especial
Reunião ocorreu na quarta-feira à tarde na escola Vanessa Ceconet

Conduzindo os trabalhos, o engenheiro Rodrigo Rodrigues, do Daer, coletou, junto aos moradores, uma lista preenchida pelas famílias que afirmam não ter para onde ir. A expectativa é de que o Ginásio Municipal Kurashiki seja colocado à disposição desses moradores como uma moradia provisória. O engenheiro também colocou um número do Daer à disposição de quem deseja agendar a retirada de imóveis, pelo 3473-4500. “Estamos facilitando o cumprimento da ordem judicial”, limitou-se a dizer.

“Estão tratando posseiro como invasor“

“A verdade é que estão tomando na marra a propriedade dos outros. Como que tiram as pessoas de uma casa escriturada, onde nunca se atrasou um imposto? A gente não tem para quem recorrer, e morar no ginásio é uma piada”, ataca o mecânico José Luiz Bertolla, 55 anos, que vive com a esposa Eliane da Silva, 54, em uma residência na Rua São Lázaro, no bairro Capão da Cruz. Eles afirmam que o imóvel foi construído em 1963, pelos pais de Eliane, e exigem indenização do Daer. O processo judicial, no entanto, não avança.

Para a advogada Elidiana Marostiza, que representa cinco clientes alvos da reintegração de posse e estava presente na reunião, a Justiça está tratando posseiro como invasor.
“O Estado colocou todos na mesma vala, porque o processo de desapropriação é mais demorado do que o de reintegração. São coisas diferentes. Nós entregamos a documentação, mas não foi analisada caso a caso, porque teria que suspender a ordem judicial”, argumenta Elidiana. “Eles vão sair sem nada, e depois tentar buscar algo judicialmente, o que é muito mais difícil”, alega.

Processo pode levar mais de trinta dias

Presente na reunião, o coronel Eduardo Amorim, comandante do Comando de Policiamento Metropolitano, afirma que o ato de reintegração de posse começará no dia 23 de maio, quarta-feira, pelo quilômetro 5 da rodovia. A partir daí, os oficiais de justiça, sob proteção de aproximadamente 20 policiais do 33º Batalhão de Polícia Militar de Sapucaia do Sul, seguirão em direção ao quilômetro 0. Por envolver cerca de 300 endereços, o ato de reintegração de posse é considerado complexo pela BM, e pode levar até trinta dias para ser concluído. Mesmo assim, ele não espera resistência dos moradores. “São todos trabalhadores, o pessoal é pacífico, ninguém aqui quer confusão”, diz.


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