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Evento

Criadores de gado leiteiro abrem a programação da Expoleite no Parque Assis Brasil

Exposição de criadores de cavalos crioulos também movimenta o Parque durante a programação
16/05/2018 21:14 17/05/2018 08:14

Diego da Rosa/GES
Este ano a Expoleite teve menor número de participantes
Com menos animais que o ano passado, mas mostrando cada vez mais belos exemplares, começou nesta quarta-feira (16), a 41.ª Expoleite e 14.ª Feira Nacional de Agronegócios do Sul (Fenasul), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A exposição, uma das maiores do ramo leiteiro no Estado, conta com 16 produtores e 85 animais inscritos este ano. Todos da raça holandesa. Os dados revelam a diferença em relação ao ano passado, quando 136 animais de gado leiteiro estiveram no evento. “Nós pleiteamos auxílio com diversas entidades para promover a vinda de mais produtores, porque os custos são grandes. Mas não houve vontade das instituições”, explica o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), que é uma das organizadoras da exposição, Jorge Fonseca da Silva. Segundo ele, nem a Federação da Agricultura do Estado (Farsul), coordenadora da ação em 2017, está participando este ano.
 Sem ajuda, nenhum criador da raça jersey optou em participar em 2018. Para o médico veterinário da Gadolando, Rubimar Franco, várias questões pesaram para que os expositores acabassem desistindo de se inscrever nesta edição. “Principalmente os fatores econômicos, o preço do leite para o produtor está baixo, isso acaba prejudicando”, opina. “Estamos com muitas dificuldades no campo e passar dias na feira também é um custo para eles. Isso refletiu”, conclui Franco.
 “Os expositores que estão aqui são guerreiros. Participam porque amam o gado leiteiro”, destaca Fonseca. A abertura oficial da 41.ª Expoleite e 14.ª Fenasul ocorre hoje, às 17 horas, com o tradicional banho de leite. O evento segue até domingo. A entrada é gratuita pelo Portão 7.

Paixão pelo gado leiteiro

Há 16 anos participando da Expoleite, Tang vê a diminuição no número de participantes como uma tendência natural por conta da crise no leite. “Enquanto o governo federal achar que o agronegócio tem que subsidiar a inflação brasileira, não vai dar”, declara. Segundo ele, viver da atividade hoje está muito difícil, uma vez que o preço recebido pelo litro do leite gira em torno de R$ 1,21. “O ideal seria R$ 1,40 para arcar com os custos. Ou seja, o que recebemos está abaixo dos nossos custos”, lamenta. “Temos o dever de produzir leite de qualidade. Mas tudo tem um custo e ele não está sendo ressarcido. O custo hoje é todo do produtor”, dispara. Apesar das dificuldades enfrentadas, Tang não quis ficar de fora da Expoleite e, por isso, veio com funcionários que contratou apenas para a feira, enquanto o pai ficou cuidando do restante do rebanho, na granja da família, em Farroupilha. “Vim para comercializar, comparar e contribuir com a raça, porque sou um apaixonado pelo gado leiteiro”, finaliza.

Segunda etapa da Exceleite

Participando da terceira feira este ano e produtor do ramo leiteiro desde sempre, Itamar Tang, 48 anos, trouxe oito animais para a 41ª Expoleite e 14ª Fenasul. Destes, quatro vão concorrer também no Concurso Leiteiro da Raça Holandesa, segunda etapa do circuito Exceleite, que premia com um carro zero-quilômetro os melhores exemplares da raça. O concurso avalia dois itens: produção e pista, e os que recebem maior pontuação chegam com mais chances na terceira e última etapa, realizada na Expointer 2018. “Trouxe três fêmeas jovens e um adulto para competir”, comenta o produtor.

Mais qualidade

A diminuição no número de animais, porém, não afetou a qualidade do gado leiteiro exposto. “Em contrapartida ao número, temos ótimos animais. Aqui está a excelência da raça”, ressalta Fonseca. É o que também acha o veterinário, Cleber Machado, 36 anos, de Passo Fundo, que este ano participa da feira como preparador de animais de uma das cabanhas expositoras. Há 18 anos na Expoleite, Machado conta que sempre vai à feiras no Estado e fora dele. “Este ano, a feira não tem muito volume, mas tem qualidade boa”, pondera.

Expo Ficc já tem primeiro campeão

 Concomitantemente à Expoleite também ocorrem, no Parque Assis Brasil, desde segunda-feira, as provas da 15.ª Exposição da Federação Internacional de Criadores de Cavalo Crioulo (Expo Ficcc), considerada a “Copa do Mundo” da raça. O evento premiará os vencedores em quatro modalidades, além de classificar para a final do Freio de Ouro, que ocorre durante a Expointer. E o primeiro campeão saiu na noite de terça, 15. É o cavalo Guay Juramento que fez 55,500 pontos e venceu a final da Movimiento a La Rienda. O ginete é o argentino Cristian Aguilera, A final da próxima modalidade ocorre hoje, a partir das 18 horas.
 No total, mais de 100 cavalos do Brasil estão no evento, sendo 91 apenas na Morfologia. Já os argentinos trouxeram cerca de 50 exemplares e os uruguaios, 30 cavalos crioulos. Além destes, produtores de outros países, como França, Alemanha, Itália e Estados Unidos, devem vir ao evento para trocar experiências. A Expo Ficcc ocorre a cada três anos e é itinerante, voltando ao Brasil, após nove anos.
Nesta quinta, as provas se iniciam já a partir das 7 horas e, às 18 horas, ocorre a Paleteada Internacional, na Pista do Cavalo Crioulo.


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