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Geriatria

Médico fala de cuidados para envelhecer com saúde

Geriatra João Senger fala sobre doenças físicas e emocionais, sexo e solidão na terceira idade
03/05/2018 13:17 03/05/2018 13:21

Arquivo especial/Arquivo especial
Geriatra João Senger
Um olhar diferente para a população idosa do País, que em 2027, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve chegar a 38 milhões de pessoas. Mais que suprir as necessidades médicas mais urgentes, este grupo merece um acompanhamento constante nas áreas física e psicológica.

“Os idosos apresentam várias enfermidades concomitantes, a apresentação é diferente dos mais jovens, e a questão social é enorme. Muitas vezes, somos mais assistentes sociais do que médicos, porque às vezes eles moram sozinhos, estão tendo problemas de memória, ou não tomam a medicação corretamente. E tem também as perdas, as dificuldades financeiras, na alimentação, seja por falta de acesso ou no preparo, e o conflito com filhos também é muito frequente”, avalia o geriatra João Senger.

Como podemos nos preparar para envelhecer?
O conceito de saúde engloba o bem-estar físico e mental. A dieta é fundamental e os cuidados com enfermidades como hipertensão, obesidade, colesterol alto e diabete. E a atividade física é ainda mais importante, ajudando inclusive para a memória.

A expectativa de vida do brasileiro aumentou. Quais as principais diferenças entre o idoso de “antes” e o de “hoje”?
Sim, o brasileiro aumentou sua expectativa de vida em 32 anos nos últimos 50 anos, e isso é muita coisa. Esta geração que hoje tem de 60 a 80 anos é aquela que iniciou o feminismo, dos Beatles, da luta contra o racismo, da liberação sexual, enfim, ela é guerreira e lutou, e continua assim. Eles surfam, andam de moto, viajam, dançam. A vida aumentou, mas precisamos nos preparar para a maratona para chegar no final.

Qual a importância de cuidar também da saúde emocional na terceira idade?
Para termos uma ideia, na faixa etária de 95 anos, praticamente a metade estará demenciada e isso é um grande desafio para geriatria. Pois não adianta aumentarmos a expectativa de vida, se este aumento não vir com a qualidade devida. E isto quer dizer independência, para que possam decidir e agir sem auxílio.

E a depressão nos idosos? Há fatores que podem contribuir ou amenizar a situação?
Depressão é a doença psiquiátrica mais frequente nos idosos, pois existem muitas perdas. E envelhecer necessita resiliência. O próprio cérebro, ao envelhecer, diminui a produção de alguns neurotransmissores que são fundamentais para manter o nosso humor. Um conselho simples: mantenha-se ocupado e faça o bem. É muito melhor dar do que receber, além de agradecer todos os dias pela vida.

O sexo ainda é considerado um tabu na terceira idade? Por quê?
Infelizmente ainda é. Muito destes tabus foram criados pela sociedade, que sexo só é bom entre jovens, o que não é real. Existem suas diferenças sim, mas tudo é possível de ser adaptado e resultar em prazer. Muitas vezes o prazer entre idosos não necessariamente implica em penetração, mas no toque, nos carinhos.

E a solidão. Como podemos “fugir” da solidão ao envelhecermos?
Este é um sério problema, pois o ser humano é social, ele necessita de convivência. A solidão leva à depressão e inclusive, por falta de estímulos à memória, o idoso pode vir a demenciar mais cedo. Deve-se criar grupos de amigos, de carteado, de canto, baile de idosos, de exercícios, etc. Estes grupos vão se mantendo e irão servir de apoio no envelhecer.


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